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14/11 - Motorola relança Razr V3, agora com tela que dobra
Celular que era famoso na década passada agora se chama apenas Razr, ganha repaginada com nova tecnologia e preço alto, de quase US$ 1.500. Porém, características como câmera e processador são de modelo intermediário. Motorola Razr é o retorno do celular de 'flip', agora com a tela que dobra. Divulgação/Motorola Lembra do Motorola Razr V3, celular que dobrava e foi sensação há 15 anos? A Motorola anunciou nesta quinta-feira (14) que ele está voltando, agora com uma tecnologia que tem chamado muita atenção este ano: a tela do aparelho é flexível e também dobra. Diferente de outros modelos com telas dobráveis, como o Flexpai, o Samsung Galaxy Fold ou o Huawei Mate X, o novo Razr não é feito para se parecer com um tablet, mas com um celular normal, como o que você provavelmente tem no bolso agora — a diferença é que ele dobra ao meio e dá um ganho de tamanho. Fechado, o aparelho tem uma grossura muito semelhante ao modelo Razr V3 original. Segundo a empresa, o desenvolvimento foi focado para garantir um sistema de fechamento preciso, evitando a entrada de poeiras e problemas na tela dobrável. Motorola Razr agora tem tela dobrável. Divulgação/Motorola De acordo com a Motorola, a empresa desenvolveu e testou vários formatos dobráveis, incluindo mais de 20 protótipos antes de decidir pelo "flip", que já foi um tipo de celular muito comum antes de a Apple mudar o cenário com o lançamento do primeiro iPhone em 2007. Com preço salgado e seis câmeras, Samsung lança celular dobrável O celular foi anunciado por US$ 1499,99, o que faz dele o mais barato dos aparelhos dobráveis, mas ainda muito acima dos custos de aparelhos topo de linha lançados este ano como o iPhone 11 Pro, Pixel 4 ou Note 10. Modelo é intermediário Embora o preço seja elevado, o smartphone tem algumas características de celular intermediário. O processador é o Snapdragon 710, o aparelho tem apenas uma câmera de 16MP na parte externa e a memória RAM é de 6GB. Sendo dobrável, o novo Razr vem com duas telas. Uma maior, interna, que é a que efetivamente dobra, e tem 6,2 polegadas e resolução HD. E uma menor, externa, de 2,7 poleadas com resolução Super VGA. Essa tela serve para ler notificações, controlar músicas e utilizar o Assistente de voz do Google. Tela externa do Motorola Razr Divulgação A Motorola teve que trabalhar para fazer todas as peças encaixarem nesse aparelho — a empresa afirma que teve que encaixar a antena num espaço que é metade do tamanho que as antenas têm nos smartphones atuais. O Razr não vem com entrada para cartão SIM: o suporte de conexão móvel é dado apenas por eSIM, os "chips virtuais". Além disso, ele chega com Android 9, armazenamento de 128GB e bateria de 2.510 mAh. A câmera interna, que seria equivalente à câmera frontal, é de 5MP. Especificações Processador: Snapdragon 710 Memória RAM: 6GB Armazenamento :128GB Tela interna: 6.2 polegadas pOLED HD (2142 x 876) Tela externa: 2.7 polegadas (800 x 600) Câmera externa: 16MP, f/1.7 Câmera interna: 5MP Bateira: 2510mAh Cartão SIM: eSIM Sistema operacional: Android 9 Pie
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14/11 - Bolsonaro diz que é preciso superar desequilíbrio 'em desfavor do Brasil' no banco do Brics
Dos 45 projetos de financiamento já aprovados pelo NDB, seis são brasileiros. Bolsonaro discursou ao lado de líderes do Brics, durante reunião do grupo, em Brasília. Reunião de cúpula dos cinco líderes dos países que formam o Brics Alan Santos/PR O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (12) durante reunião de cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Brasília que os cinco países devem trabalhar para superar desequilíbrios "em desfavor do Brasil" na carteira de financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). O banco é uma iniciativa conjunta dos países que formam o grupo. Entenda: Banco dos Brics Dos 45 projetos de financiamento já aprovados pelo NDB, apenas seis são brasileiros. Somados, eles aportaram cerca de US$ 1,4 bilhão em áreas como logística, infraestrutura, transportes e sustentabilidade. “O banco é um dos resultados mais visíveis do Brics e um aliado importante no esforço de garantir um adequado financiamento de infraestrutura sustentável. Os números mostram que é preciso trabalharmos juntos para superar o desequilíbrio em desfavor do Brasil na carteira de financiamento do NDB”, disse Bolsonaro em encontro com líderes do conselho empresarial do Brics. Os acordos foram fechados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobras, Vale, União e os governos estaduais do Pará e do Maranhão. Outros dois projetos, ligados à prefeitura de Sorocaba (SP) e ao Porto de São Luís (MA), aparecem no site do banco como “em análise”. Além dos seis projetos brasileiros, o NDB já aprovou sete projetos da Rússia, sete da África do Sul, 12 da Índia e 13 da China. A partir do próximo ano, os países do Brics estudam abrir a carteira de financiamento a países que não compõem o grupo. Criado em 2014, o Novo Banco de Desenvolvimento tem capital previsto de US$ 50 bilhões, dividido igualmente entre os cinco países do Brics. A cada ano, as nações aportam US$ 1 bilhão para compor o patrimônio. Na prática, cada governo é “dono” de 20% do NDB. Bolsonaro lembrou que caberá ao Brasil indicar o próximo presidente do banco, que terá um escritório regional em São Paulo, com uma representação em Brasília. A expectativa do presidente é a de que a abertura do escritório regional impulsione financiamentos a projetos brasileiros. Brics divulga 'Declaração de Brasília', documento final da cúpula do grupo; leia a íntegra Cúpula do Brics: política externa tem 'olhos' no mundo, mas Brasil está em 1º lugar, diz Bolsonaro 'Curva de aprendizagem' Na quarta (13), durante os debates do Fórum Empresarial, o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, K. V. Kamath, chegou a comentar a desigualdade de financiamento. Segundo ele, a “curva de aprendizagem” para lidar com os diferentes governos foi uma das causas da disparidade. “A nossa meta é fazer empréstimos equilibrados para que todos os cinco países tenham o mesmo acesso aos financiamentos. China e Índia tinham projetos mais bem preparados, já analisados pelos seus governos”, declarou Kamath. “No Brasil, tivemos que aprender a lidar com prefeituras, estados. Esse tipo de demora, de aprendizado, atrasou o processo um pouco. Já passamos da curva de aprendizagem e estamos mais acelerados.” O presidente do NDB disse que, para os próximos anos, o banco deve redirecionar o foco para os parceiros privados. Segundo Kamath, neste setor a tendência se inverte, e projetos brasileiros, russos e sul-africanos podem levar vantagem. “Acho que em 2020, todos verão o equilíbrio sendo atingido. Levou dois anos para aprendermos, mas vamos chegar lá.” Na mesma mesa, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, reconheceu as dificuldades do Brasil, mas disse esperar boas notícias no próximo ano. “Não adianta ter o banco (NDB) em projetos de energia, onde o risco associado é absorvido pelo próprio mercado. Precisamos do banco onde o mercado não absorve o risco. (...) Tenho certeza de que a gente vai contar, a partir de agora e cada vez mais, com a presença do banco no financiamento e outras modalidades de suporte, como as garantias”, disse o ministro. Reformas Bolsonaro afirmou no discurso que a presidência de turno brasileira no Brics “privilegiou a busca de resultados concretos, que gerem efeitos positivos para a sociedades dos países membros”. O presidente disse que o Brasil estimulou a aproximação entre o conselho do Brics e o banco do bloco para que fosse possível identificar as demandas do empresariado. Bolsonaro ainda destacou que manterá sua política de buscar “recuperar a economia nacional por meio da desestatização, do investimento privado e de uma ampla agenda de reformas”. Segundo ele, as ações favorecem o equilíbrio fiscal e a melhora do ambiente de negócios. O presidente ainda reforçou o compromisso de levar adiante as reformas do Brasil. Seu governo conseguiu aprovar no Congresso a reforma da Previdência, apresentou uma reforma do pacto federativo e pretende enviar uma reforma administrativa nas próximas semanas. “Asseguro aos integrantes do Cebrics, em particular aos empresários brasileiros, que seguirei pessoalmente empenhado em reerguer nossa economia, levando adiante reformas de que o país precisa”, afirmou. Bolsonaro discursa na sessão plenária da cúpula do Brics Discursos dos demais líderes Vladimir Putin, presidente da Rússia O presidente da Rússia afirmou que a reunião com representantes do conselho empresarial é um instrumento útil para o bloco. Ele ressaltou a necessidade de financiar projetos nos países e de aumentar projetos financiado nas moedas locais. Putin se disse disposto a levantar mais recursos em rublos, moeda russa, para o banco do Brics. O presidente ainda apontou que deseja ver o banco abrir novas agências, dando como exemplo a inauguração de um possível escritório em Moscou em 2020. Putin elogiou as operações da instituição, com financiamento de grandes obras de infraestrutura em seu país. “As operações do novo banco fizeram uma avaliação muito positiva do banco. Acho que todos concordarão que ele fez muito para trazer o banco para um nível de atuação altíssimo”, disse. “Subiu de 12 para 49 projetos aprovados só na Rússia, inclusive, alguns muito importantes envolvendo petroquímica, hidroelétricas, projetos que se destinam a melhorar o fornecimento de água potável, construção de novos edifícios”, listou. Putin destacou o trabalho do conselho empresarial do Brics na busca por projetos. “É muito importante para estimular novos projetos, melhorar a qualidade dos projetos e por isso apoiamos trabalho de grupos temáticos do conselho empresarial”, afirmou. Ele disse que, na presidência rotativa do bloco, dará apoio ao conselho e ao banco. Putin lembrou que a próxima cúpula do Brics será em São Petersburgo e convidou autoridades e empresários. Xi Jinping, presidente da China O presidente da China afirmou que o banco do Brics e o conselho empresarial do bloco são importantes para o financiamento e lançamento de novos projetos. Ele repetiu as críticas ao protecionismo nas relações comerciais. “Unilateralismo e protecionismos estão se torando mais fortes, representa novos desafios para todos os países”, disse. Xi Jinping disse que as ferramentas de investimentos do bloco, como o banco, podem ampliar as parcerias na área de transformação digital. Ele deseja a ampliação da abertura dos mercados, bem como o desenvolvimento com “tecnologia verde”. “O Novo Banco de Desenvolvimento pode ter um papel importante na forma de oferecer apoio financeiro e intelectual. Espero que preservem o espírito Brics de abertura, inclusão e inovação", afirmou o presidente chinês. Segundo ele, no último ano, o fórum do bloco priorizou as perspectivas de longo prazo dos negócios e promoveu cooperação em diferentes áreas, como manufatura, energia, aviação regional, capacitação e economia regional. “Os resultados têm sido bem grandes nessas nove áreas. O NDB de sua parte vem operando de forma tranquila, incorporando novos projetos, melhorando mecanismos e avançando na criação de agencias regionais”, disse. O presidente declarou que espera apoio para incentivar novas políticas nos países e com prioridade em “grupos mais vulneráveis”, bem como nos “retornos econômicos e a responsabilidade social”. Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia O primeiro-ministro disse que o conselho empresarial e o banco do Brics “surgiram como instrumentos em prol de cooperação prática entre países” do bloco. "Nossos sonhos de fortalecer a cooperação econômica intra-Brics só podem se concretizar com apoio do conselho e do banco Brics", afirmou. Modi propôs elaborar um mapa de trabalho para a próxima cúpula do Brics, a fim de ter um caminho para alcançar meta de US$ 500 bilhões de comércio dentro do bloco. Ele defendeu identificar áreas de complementariedade entre as economias dos dois países, apostar em novas tecnologias no agronegócio e buscar aumento do atendimento na área de saúde. Modi ressaltou que os cinco países têm espaço para investimentos de infraestrutura, o que poderá ser financiado pelo banco do Brics. “Nossas econômicas têm grande necessidade de financiamento para infraestrutura e acredito que NDB pode oferecer apoio valioso nesta área”, afirmou. Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul O presidente sul-africano destacou que concorda com o apoio de projetos por parte do banco do Brics para outros países, além dos cinco integrantes do bloco, a fim de dar “escala global” à instituição financeira até 2021. Ramaphosa apontou a "necessidade" de dobrar "esforços" para investir na indústria de transformação e a importância dos países do Brics apostarem em negócios no continente africano. O líder também disse que é preciso se concentrar em um crescimento "equilibrado" dos países do bloco. Ele disse que a África do Sul se preocupa com um crescimento que alcance áreas mais pobres das cidades e do campo. "Precisamos nos concentrar num crescimento compartilhado e equilibrado com cada um dos países", afirmou. Ramaphosa também incentivou apoio entre governantes e setor privado para impulsionar a economia dos países diante do ambiente adverso na economia mundial. “Em um ambiente de crescimento mais lento, onde política monetária e fiscal ficam limitadas, atores públicos e privados precisam colaborar para apoiar o crescimento”, disse.
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14/11 - EUA esperam elevar exportação de carne de aves à China em US$1 bi após fim de embargo
Barreira comercial existia há quase 5 anos e foi em um momento em que os chineses enfrentam problemas no abastecimento de carnes. Reabertura do mercado ocorre em momento em que a China enfrenta uma escassez sem precedentes de proteínas Divulgação/Unitá A decisão da China de suspender a proibição de quase cinco anos a importações de carne de aves dos Estados Unidos deverá acrescentará US$ 1 bilhão anualmente às exportações norte-americanas, disseram autoridades nesta quinta-feira (14). "A China é um importante mercado de exportação para os criadores de aves da América, e estimamos que agora eles poderão exportar mais de US$ 1 bilhão em aves e produtos avícolas a cada ano para a China", disse o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, em comunicado. A alfândega da China informou nesta quinta-feira que suspendeu restrições à importação de carne de aves dos Estados Unidos, com efeito imediato. O plano para suspender a proibição ao produto norte-americano foi anunciado pelo Ministério do Comércio da China no final de outubro, mas a publicação no site da administração aduaneira é um reconhecimento formal da reabertura do comércio. A reabertura do mercado ocorre em momento em que a China enfrenta uma escassez sem precedentes de proteínas, depois da epidemia de peste suína africana matar milhões de porcos no país, maior consumidor global de carne suína. O aval para a retomada do comércio acontece depois de o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos EUA alterar o Registro Federal na semana passada para aprovar as importações de produtos avícolas derivados de aves na China. As aprovações para o setor avícola dos dois lados seguem ainda em meio a negociações entre os países para resolver uma guerra comercial de 16 meses, na qual cada país pagou tarifas de bilhões de dólares em mercadorias uns dos outros. Melhorar o acesso aos produtos agrícolas dos EUA no mercado chinês tem sido uma parte crítica das negociações, com a remoção de barreiras não-tarifárias vistas como chave para alcançar o objetivo de Donald Trump de dobrar as vendas agrícolas para a China. A China proibiu aves e ovos dos EUA em janeiro de 2015 devido a um surto de gripe aviária, e as importações caíram naquele ano para um quinto dos 390 milhões de dólares importados em 2014.
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14/11 - Campinas publica edital para contratação emergencial de 250 agentes de educação infantil
Inscrições para processo seletivo começam na segunda-feira (18). Salário é de R$ 2.264,99 com auxílio alimentação e vale transporte. A Prefeitura de Campinas (SP) publicou nesta quinta-feira (14) o edital para o processo seletivo que vai contratar 250 agentes de educação infantil. As inscrições serão abertas às 8h de segunda-feira (18) e seguem até 14h de 27 de novembro. A contratação é emergencial e temporária. Acesse o Diário Oficial para ver o edital O G1 mostrou, em 5 de novembro, que a falta de monitores fez com que a CEI Sônia Maria Alves Castro Perez, do Jardim Paraíso de Viracopos, limitasse o número de crianças atendidas e tivesse de liberar os alunos aos pais no meio do dia. A unidade é de período integral. Os aprovados no processo receberão salário de R$ 2.264,99, auxílio alimentação de R$ 1.041,51 e vale transporte. Os contratos têm o limite de 12 meses. Os interessados devem ter ensino médio completo. A seleção será feita por prova de títulos e a prefeitura vai considerar documentos que comprovem cursos relacionados à função e realizados nos últimos cinco anos, além de experiência na área de educação infantil desde 2009. "Ambos têm que ser relacionados com a função de agente de educação infantil", aponta a administração municipal. Os responsáveis pelo processo vão analisar a documentação e definir a pontuação de cada candidato para listar a classificação. "Para esse processo seletivo, serão selecionados, no máximo, quatro mil candidatos, que poderão ser chamados durante a validade do edital", diz prefeitura. A Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp) realiza o processo seletivo e as inscrições têm custo de R$ 20. Prefeitura de Campinas abre contratação emergencial de 250 agentes de educação infantil Toninho Oliveira/Prefeitura de Campinas Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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14/11 - Brics divulga 'Declaração de Brasília', documento final da cúpula do grupo; leia a íntegra
Líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul participaram em Brasília da 11ª Cúpula do Brics com o tema 'Brics: crescimento econômico para um futuro inovador'. Líderes do Brics fazem segundo dia de encontro em Brasília Os cinco países membros do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – assinaram nesta quinta-feira (14), no encerramento da 11ª Cúpula do grupo, em Brasília, uma declaração com 73 tópicos sobre o futuro do grupo econômico e da política internacional. No documento, as nações reiteram a “necessidade urgente de fortalecer e reformar o sistema multilateral, incluindo a ONU, a OMC o FMI e outras organizações internacionais”. E dizem que continuarão trabalhando para tornar essas entidades “mais inclusivas, democráticas e representativas”, moldando uma “ordem internacional multipolar mais justa, imparcial, equitativa e representativa”. Em outro ponto, os países voltam a defender uma “reforma abrangente” das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança. Essa posição já tinha sido adiantada em uma reunião informal dos Brics durante o G-20, em Osaka (Japão), em junho deste ano. Membros do Brics, China e Rússia fazem parte dos membros fixos do Conselho de Segurança, acompanhados de Estados Unidos, França e Inglaterra. Já Brasil e Índia compõem o “G4”, grupo com Alemanha e Japão que tenta expandir a formação do conselho. O texto, que passa a ser conhecido como Declaração de Brasília, é assinado pelos presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro; da Rússia, Vladimir Putin; da África do Sul, Cyril Ramaphosa; da China, Xi Jinping, e pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Mudanças climáticas Na declaração, os cinco países reiteram compromisso com as metas de redução das emissões de carbono, fixadas a partir do Acordo de Paris. E cobram que os países considerados desenvolvidos ampliem o financiamento de ações de sustentabilidade no terceiro mundo, como prevê o acordo mundial. O documento não faz referência à saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris – que já tinha sido anunciada, mas só se concretizou no início do mês. Os governos de China e Rússia lamentaram publicamente o caso, enquanto o governo Bolsonaro, alinhado ao presidente Donald Trump, não fez comentários sobre o tema. Não há, na carta, menção direta à Amazônia, tema que foi motivo de críticas ao governo brasileiro neste ano. Segundo a diplomacia brasileira, o tema está contemplado no item 8, que cita desenvolvimento sustentável e respeito à soberania nacional. “A cooperação internacional neste campo, como em todos os outros, deve respeitar a soberania nacional e os regulamentos e disposições legais e institucionais nacionais, bem como práticas e procedimentos.” Conflitos internacionais A multiplicação de conflitos internacionais é tema de sucessivos pontos da Declaração de Brasília. No item 17, por exemplo, os países expressam “séria preocupação com a possibilidade de uma corrida armamentista no espaço exterior”, e reafirmam a “necessidade de realizar atividades de exploração e usos pacíficos do espaço exterior de acordo com o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas”. Assim como em edições anteriores, o documento condena o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, e insta a comunidade internacional a prevenir e combater a expansão de grupos identificados com o terrorismo. Os países do Brics expressam “forte compromisso com a soberania, independência, unidade e integridade territorial” da Síria, e manifestam preocupação com a situação humanitária no país, assim como na República do Iêmen. O texto também menciona o conflito israel-palestino. Os Brics dizem ser “unânimes” na determinação de que os conflitos no Oriente Médio e no Norte da África não sejam “usados como pretexto para atrasar a resolução do conflito de longa data entre Palestina e Israel”. Há, ainda, citações à região do Golfo, ao Afeganistão e à Península Coreana. O documento ignora, ao mesmo tempo, a multiplicidade de conflitos regionais na vizinhança dos membros do Brics. Nos 73 tópicos, não aparece qualquer menção às crises políticas na Venezuela, no Chile e na Bolívia. O documento também não cita a escalada do conflito entre Índia e Paquistão na disputa pela Caxemira, nem os protestos em Hong Kong que pedem maior autonomia em relação ao governo da China. Economia Um dos trechos da declaração destaca a necessidade da contínua implementação de reformas estruturais na área econômica para ampliar o potencial de crescimento dos países do Brics. O texto cita o compromisso das cinco nações com um Fundo Monetário Nacional “forte” e “baseado em cotas”. “Defendemos, ainda, o uso contínuo de políticas fiscais, monetárias e estruturais para alcançar um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo”, diz o documento. A declaração fala também na preservação do fortalecimento do comércio multilateral, com a Organização Mundial do Comércio (OMC) no centro. “É essencial que todos os membros da OMC evitem medidas unilaterais e protecionistas, que são contrárias ao espírito e às regras da OMC”, diz o documento, que defende ainda uma reforma no órgão como medida para garantir a eficácia e a relevância da organização. “Nossos países trabalharão com todos os membros da OMC para levar adiante um processo de reforma necessária que seja equilibrada, aberta, transparente e que promova a inclusão e o desenvolvimento”. No que diz respeito à cooperação econômica e financeira, o texto da declaração lembra que o crescimento global enfraqueceu e os riscos aumentaram desde a última reunião. Nesse contexto, ressalta a importância de "mercados abertos, de um ambiente de negócios e comércio justo, imparcial e não-discriminatório, de reformas estruturais, de concorrência efetiva e justa". No documento, os países destacaram também a criação da Aliança Empresarial de Mulheres do Brics (WBA), que visa a aumentar o papel das mulheres como impulsionadoras do crescimento econômico. Os membros da aliança, cinco por país, devem ser escolhidos no próximo ano. Também estão previstos para 2020 a primeira reunião, a agenda da WBA, métodos de trabalho e assuntos relacionados ao funcionamento do órgão. Combate à corrupção A carta menciona a recuperação de ativos como um dos focos do combate à corrupção. De acordo com o texto, os países do Brics seguem “empenhados em adotar medidas de probidade no setor público e privado para a criar um compromisso com a “cultura da intolerância à corrupção”. "Manteremos nossos esforços em curso em matéria de cooperação na aplicação de leis anticorrupção e na recuperação de ativos, incluindo processos civis e administrativos”, diz a declaração. O texto ainda cita mecanismos multilaterais como forma de coibir a prática por meio da negativa de refúgio a corruptos e facilitar o repatriamento de produtos do crime. Íntegra Leia abaixo a íntegra do documento final: Declaração de Brasília 11ª Cúpula do BRICS Preâmbulo 1. Nós, os líderes da República Federativa do Brasil, da Federação da Rússia, da República da Índia, da República Popular da China e da República da África do Sul, reunimo-nos em 14 de novembro de 2019 em Brasília, Brasil, na Décima Primeira Cúpula do BRICS, realizada sob o tema “BRICS: crescimento econômico para um futuro inovador”. 2. Como líderes de nações vibrantes, reafirmamos nosso compromisso fundamental com o princípio da soberania, respeito mútuo e igualdade e com o objetivo comum de construir um mundo pacífico, estável e próspero. Esses conceitos, valores e objetivos fornecem uma base sólida e uma orientação clara para nossa cooperação mutuamente benéfica e pragmática. Com base no trabalho de sucessivas cúpulas sobre os pilares da economia, paz e segurança, e intercâmbios interpessoais, continuaremos a fortalecer a cooperação do BRICS para o benefício e o bem-estar de nossos povos e a aprofundar os laços tradicionais de amizade entre nossos países. 3. Estamos satisfeitos com os resultados da presidência do BRICS de 2019 (Anexo 1). Recordamos as mais de cem reuniões realizadas este ano (Anexo 2). Saudamos as reuniões ministeriais e outras reuniões de alto nível realizadas este ano nas áreas de finanças, comércio, relações exteriores, questões de segurança nacional, comunicações, meio ambiente, trabalho e emprego, ciência, tecnologia e inovação, energia, agricultura, saúde e cultura. Também tomamos nota da Reunião Anual do Conselho de Governadores do Novo Banco de Desenvolvimento. 4. Saudamos, entre outras conquistas, o estabelecimento da Rede de Inovação do BRICS (iBRICS); a adoção da Nova Arquitetura em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), que será implementada por meio do Comitê Diretor de CT&I do BRICS, e os Termos de Referência da Plataforma de Cooperação em Pesquisa Energética do BRICS. Também saudamos a realização do Seminário do BRICS sobre Estratégias para Combate ao Terrorismo, o Seminário sobre Bancos de Leite Humano e a Reunião do BRICS sobre Recuperação de Ativos. Louvamos a assinatura do Memorando de Entendimento entre Agências de Comércio e Promoção de Comércio e Investimento do BRICS, e a criação da Aliança Empresarial de Mulheres do BRICS. Aplaudimos, ainda, a aprovação do Programa de Pesquisa Colaborativa em Tuberculose e outras iniciativas promovidas pela Presidência do BRICS em 2019. Fortalecendo e reformando o sistema multilateral 5. Continuamos comprometidos com o multilateralismo, cooperação de Estados soberanos para manter a paz e a segurança, promover o desenvolvimento sustentável e garantir a promoção e a proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos e construir um futuro compartilhado mais brilhante para a comunidade internacional. Reafirmamos nosso compromisso de ajudar a superar os desafios significativos atualmente enfrentados pelo multilateralismo, bem como de preservar o papel central da ONU nos assuntos internacionais e em respeitar o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, seus propósitos e princípios. 6. Reiteramos a necessidade urgente de fortalecer e reformar o sistema multilateral, incluindo a ONU, a OMC, o FMI e outras organizações internacionais, nas quais continuaremos trabalhando para torná-las mais inclusivas, democráticas e representativas, inclusive por meio de maior participação dos mercados emergentes e de países em desenvolvimento nas tomadas de decisão internacionais. Renovamos nosso compromisso de moldar uma ordem internacional multipolar mais justa, imparcial, equitativa e representativa. Também sublinhamos o imperativo de que as organizações internacionais sejam totalmente conduzidas pelos Estados Membros e que promovam os interesses de todos. 7. Recordamos o Documento Final da Cúpula Mundial de 2005 e reafirmamos a necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas, incluindo seu Conselho de Segurança, com vistas a torná-lo mais representativo, eficaz e eficiente e aumentar a representação dos países em desenvolvimento, de modo que possa responder adequadamente aos desafios globais. China e Rússia reiteraram a importância que conferem ao status e ao papel de Brasil, Índia e África do Sul nas relações internacionais e apoiam sua aspiração de desempenharem papéis mais relevantes na ONU. 8. Expressamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões - econômica, social e ambiental - de maneira equilibrada e integrada. Todos os nossos cidadãos, em todas as partes de nossos respectivos territórios, incluindo áreas remotas, merecem desfrutar plenamente dos benefícios do desenvolvimento sustentável. A cooperação internacional neste campo, como em todos os outros, deve respeitar a soberania nacional e os regulamentos e disposições legais e institucionais nacionais, bem como práticas e procedimentos. 9. Reiteramos a importância da implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e pedimos esforços redobrados para sua oportuna implementação. Exortamos os países desenvolvidos a implementarem totalmente seus compromissos de Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) e a fornecerem aos países em desenvolvimento recursos adicionais para desenvolvimento. 10. Reiteramos nosso compromisso com a implementação do Acordo de Paris adotado sob os princípios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), incluindo o princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas e respectivas capacidades, à luz das diferentes circunstâncias nacionais. Instamos os países desenvolvidos incluídos no Anexo II a ampliarem a prestação de assistência financeira, tecnológica e de capacitação aos países em desenvolvimento para apoiar ações de mitigação e adaptação. Esperamos que a primeira reposição do Fundo Verde para o Clima (GCF) exceda significativamente, até o final de 2019, a mobilização inicial de recursos, garantindo que as contribuições financeiras dos doadores correspondam à ambição, necessidades e prioridades dos países em desenvolvimento. Estamos também comprometidos em trabalhar pelo sucesso da COP 25 da UNFCCC, particularmente no que diz respeito à obtenção de um resultado abrangente e equilibrado sobre todos os itens restantes do Programa de Trabalho do Acordo de Paris. 11. Recordamos o Memorando de Entendimento em Aviação Regional do BRICS e valorizamos a cooperação entre os países do BRICS no campo da aviação civil. Reconhecendo o papel fundamental desempenhado pelo setor de aviação em mercados emergentes, inclusive nos países do BRICS, e considerando os possíveis impactos do Esquema de Redução e Compensação de Carbono para a Aviação Internacional (CORSIA) no crescimento do setor de aviação, reiteramos nosso compromisso de trabalhar juntos no processo de revisão desse marco jurídico. 12. Estamos empenhados em contribuir e apoiar o desenvolvimento do Marco Global sobre Biodiversidade Pós-2020 e o para êxito da 15º Reunião da Conferência das Partes da Convenção de Diversidade Biológica, a ser realizada em Kunming, China, em 2020. Aprofundaremos nosso diálogo e cooperação nas respectivas posições em matéria de biodiversidade. Esperamos que os três objetivos da CDB sejam considerados no Marco de maneira equilibrada, de modo a evitar a negligência dos frequentementes ignorados pilares de uso sustentável dos componentes da diversidade biológica e do Acesso e Repartição de Benefícios (ABS). 13. Nós estamos comprometidos em implementar os resultados da COP 14 da UNCCD com o objetivo de alcançar o ODS 15.3 até 2030, de combate à desertificação, recuperação de terras e solos degradados, e lutar para alcançar um mundo neutro em termos de degradação da terra. Parabenizamos o aprimoramento da Cooperação Sul-Sul por meio da criação do Centro de Restauração Sustentável da Terra pela Índia para capacitação, intercâmbio de banco de dados e de informações sobre o Programa de Estabelecimento de Metas de Neutralidade da Degradação de Terras. Reconhecemos a Declaração de Nova Délhi sobre “Investindo em terras e desbloqueando oportunidades” e a Declaração de Ordos. 14. Expressamos séria preocupação com as persistentes ameaças à paz e segurança internacionais e nos comprometemos a trabalhar por uma paz duradoura para todos, de acordo com a Carta das Nações Unidas e todas as obrigações internacionais aplicáveis. Reafirmamos nosso compromisso com os princípios de boa-fé, igualdade soberana dos Estados, não-intervenção em assuntos da jurisdição de qualquer Estado e o dever de cooperar, de forma consistente com a Carta das Nações Unidas. A implementação desses princípios exclui a imposição de medidas coercitivas não baseadas no direito internacional. 15. Enfatizamos a importância da Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção e Estocagem de Armas Bacteriológicas (Biológicas) e à Base de Toxinas e sua Destruição (CPAB) como um pilar do sistema de segurança internacional. Sublinhamos a necessidade de cumprir e fortalecer a CPAB, inclusive pela adoção de um Protocolo à Convenção que preveja, inter alia, um mecanismo eficiente de verificação. Reafirmamos que a CPAB é instrumento central quanto a armas biológicas e à base de toxinas. Suas funções, inclusive no que concerne ao Conselho de Segurança da ONU, não devem ser duplicadas por outros mecanismos. Os esforços voltados para a resolução de questões de implementação devem ser consistentes com a CPAB. 16. Reafirmamos o apoio à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e à preservação da Convenção sobre Armas Químicas (CAQ) como um instrumento eficaz de desarmamento e não-proliferação. Ressaltamos a necessidade de os Estados partes da CAQ permanecerem unidos e engajarem em diálogo construtivo com o objetivo de restaurar a cultura de consenso na OPAQ. 17. Expressamos nossa séria preocupação com a possibilidade de uma corrida armamentista no espaço exterior e reafirmamos a necessidade de realizar atividades de exploração e usos pacíficos do espaço exterior de acordo com o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Enfatizamos a necessidade urgente de negociar um instrumento multilateral juridicamente vinculante que possa preencher a lacuna no regime jurídico internacional aplicável ao espaço exterior, inclusive na prevenção da colocação de armas no espaço sideral. Ressaltamos que medidas práticas de transparência e construção de confiança também podem contribuir para esse objetivo. Nesse sentido, congratulamos o trabalho relevante realizado pelo Grupo de Peritos Governamentais das Nações Unidas sobre a Prevenção da Corrida Armamentista no Espaço Exterior (PAROS) e lamentamos que não tenha conseguido chegar a um consenso em seu relatório. Ressaltamos que qualquer instrumento sobre esse assunto deve ser não-discriminatório e conter disposições operacionais sobre o direito de desenvolver tecnologia para fins pacíficos. 18. Destacamos a importância de um ambiente aberto, seguro, pacífico, estável, acessível e não-discriminatório para as tecnologias da informação e comunicação (TICs). Enfatizamos a importância de normas, regras e princípios universalmente acordados, sob os auspícios da ONU, para o comportamento responsável dos Estados no domínio das TICs e defendemos a centralidade das Nações Unidas em seu desenvolvimento. Nesse sentido, saudamos o estabelecimento de um grupo de trabalho de composição aberta sobre o tema na ONU, bem como o lançamento de uma nova edição do Grupo de Peritos Governamentais (GGE). Enquanto apoiamos ambos os mecanismos, ressaltamos que o processo em dois trilhos pode prover complementaridade e sinergia aos esforços internacionais sobre o tema. 19. Reafirmamos nosso compromisso de combater o uso indevido das TICs para atividades criminosas e terroristas. Novos desafios e ameaças a esse respeito exigem cooperação internacional, inclusive por meio de discussões sobre possíveis marcos de cooperação, entre os quais um instrumento regulatório universal vinculante da ONU sobre o uso criminoso de TICs. Reconhecemos o progresso alcançado pelos países do BRICS na promoção da cooperação por meio do Grupo de Trabalho sobre Segurança no Uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (WGSICT), que aprovou seus Termos de Referência revisados, e por meio do Roteiro de Cooperação Prática do BRICS para Garantir a Segurança no uso de TICs. Tendo em conta as Cúpulas anteriores do BRICS, reafirmamos a importância de estabelecer marcos legais de cooperação entre os Estados membros do BRICS para garantir a segurança no uso das TICs e reconhecemos o trabalho do WGSICT na análise e elaboração de propostas sobre esse assunto. Tomamos nota da proposta da Rússia de um acordo intergovernamental do BRICS sobre cooperação para garantir a segurança no uso das TICs e da iniciativa brasileira de acordos bilaterais entre os países do BRICS sobre o assunto. 20. Condenamos o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, que não devem ser associadas a qualquer religião, nacionalidade ou civilização, e reconhecemos os atos terroristas como criminosos e injustificáveis, independentemente de suas motivações, em qualquer momento, em qualquer lugar e por quem quer que os tenha cometido. Instamos esforços conjuntos para combater o terrorismo sob os auspícios da ONU, em conformidade com o direito internacional; reconhecemos o papel principal dos Estados e de suas autoridades competentes na prevenção e no combate ao terrorismo; e expressamos nossa convicção de que uma abordagem abrangente é necessária para garantir resultados efetivos no combate ao terrorismo. Recordamos a responsabilidade de todos os Estados de impedir o financiamento de redes e ações terroristas, incluindo aquelas originadas em seus territórios. Também conclamamos por uma rápida conclusão e adoção da Convenção Abrangente sobre Terrorismo Internacional no âmbito da ONU. Enfatizamos a importância de prevenir e combater o financiamento ao terrorismo, implementando resoluções relevantes do CSNU e saudamos, a esse respeito, a adoção da Resolução 2462 (2019) do CSNU. Para enfrentar a ameaça do terrorismo químico e biológico, enfatizamos a necessidade de iniciar negociações multilaterais sobre uma convenção internacional para a supressão de atos de terrorismo químico e biológico, inclusive na Conferência sobre Desarmamento. 21. Reconhecemos o progresso alcançado na cooperação do BRICS em combate ao terrorismo e saudamos os resultados da Quarta Reunião do Grupo de Trabalho de Contraterrorismo do BRICS, inclusive o estabelecimento de subgrupos temáticos e a realização, em Brasília, do seminário "Estratégias do BRICS para Combate ao Terrorismo". 22. Reafirmamos nosso compromisso de combater os fluxos financeiros ilícitos e de cooperar estreitamente dentro do Grupo de Ação Financeira (GAFI) e os órgãos regionais semelhantes ao GAFI (FSRBs), bem como em outros fóruns multilaterais, regionais e bilaterais. Enfatizamos a importância de preservar e apoiar os objetivos do GAFI e de intensificar nossa cooperação para implementar e aprimorar os Padrões do GAFI. Valorizamos e incentivamos o diálogo entre os países do BRICS em questões-chave da agenda de Combate à Lavagem de Dinheiro/ Combate ao Financiamento do Terrorismo (PLD/CFT), tendo em vista a proposta de institucionalização do Conselho dos BRICS de PLD/CFT. Ressaltamos a importância do trabalho das Unidades Nacionais de Inteligência Financeira (UIFs). Cooperação Econômica e Financeira 23. Desde nossa última reunião, o crescimento econômico global enfraqueceu e os riscos negativos aumentaram. As tensões comerciais e a incerteza política afetaram a confiança, o comércio, os investimentos e o crescimento. Nesse contexto, lembramos a importância de mercados abertos, de um ambiente de negócios e comércio justo, imparcial e não-discriminatório, de reformas estruturais, de concorrência efetiva e justa, promovendo o investimento e a inovação, além de financiamento para infraestrutura e desenvolvimento. Ressaltamos a necessidade de maior participação dos países em desenvolvimento nas cadeias globais de valor. Continuaremos a cooperar no G20 e a promover os interesses dos mercados emergentes (EMEs) e dos países em desenvolvimento. 24. Enquanto observemos que os países do BRICS foram os principais impulsionadores do crescimento global na última década e que atualmente representam cerca de um terço da produção global, estamos convencidos de que a contínua implementação de reformas estruturais aumentará nosso potencial de crescimento. A expansão do comércio entre os membros do BRICS contribuirá ainda mais para fortalecer os fluxos de comércio internacional. Defendemos, ainda, o uso contínuo de políticas fiscais, monetárias e estruturais para alcançar um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo. Exortamos as principais economias de mercado desenvolvidas e emergentes a continuarem o diálogo e a coordenação de políticas no contexto do G20 e de outros fóruns para promover esses objetivos e enfrentar os riscos potenciais. 25. Reafirmamos nosso compromisso com um FMI forte, baseado em cotas e com recursos adequados, no centro da Rede de Proteção Financeira Global. Estamos profundamente desapontados com a 15ª Revisão Geral de Quotas que fracassou em aumentar o tamanho das cotas do Fundo e o realinhamento das porcentagens das quotas dos países membros, inclusive em favor dos mercados emergentes e economias dinâmicas (EMDEs), que continuam sub-representadas no Fundo. Apoiamos também a proteção da voz e da representação dos membros mais pobres. Exortamos o FMI a iniciar o trabalho de reforma de cotas e governança com base nos princípios acordados em 2010 durante a 16ª Revisão Geral de Quotas, com seriedade e em um curto espaço de tempo. 26. Reiteramos a importância fundamental de um comércio internacional baseado em regras, transparente, não-discriminatório, aberto, livre e inclusivo. Continuamos comprometidos com a preservação e o fortalecimento do sistema comercial multilateral, com a Organização Mundial do Comércio em seu centro. É essencial que todos os membros da OMC evitem medidas unilaterais e protecionistas, que são contrárias ao espírito e às regras da OMC. 27. Reconhecemos a importância da necessária reforma da OMC, inclusive na preparação da 12ª Conferência Ministerial da OMC, para garantir a eficácia e a relevância da Organização e sua capacidade de enfrentar melhor os desafios atuais e futuros. Nossos países trabalharão com todos os membros da OMC para levar adiante um processo de reforma necessária que seja equilibrada, aberta, transparente e que promova a inclusão e o desenvolvimento. A reforma deve, inter alia, preservar a centralidade, os valores centrais e os princípios fundamentais da OMC e considerar os interesses de todos os membros, incluindo os países em desenvolvimento e PMDs. 28. Enfatizamos a importância do Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC, com seu sistema vinculante com duplo grau adjudicatório. O Órgão de Apelação é essencial para o funcionamento regular e efetivo da Organização e para o cumprimento de suas regras. Sublinhamos a urgência de superar o impasse na nomeação dos membros para o Órgão de Apelação, e exortamos todos os membros a iniciarem prontamente o processo de seleção para o Órgão de Apelação. 29. Exploraremos, em fóruns apropriados, maneiras de promover e facilitar investimentos em setores produtivos, no comércio eletrônico, nas MPMEs, e em infraestrutura e conectividade, o que ajudará a promover o crescimento econômico, o comércio e a criação de empregos. Ao fazer isso, levaremos em conta os imperativos e políticas nacionais com o objetivo de aprimorar um ambiente de negócios transparente, eficaz e favorável ao investimento. 30. Notamos com satisfação o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) no financiamento de infraestrutura e no desenvolvimento sustentável. Enfatizamos a necessidade de esforços intensificados para a construção de um portfólio de projetos forte, equilibrado e de alta qualidade. Também notamos com orgulho o quinto aniversário da assinatura do Acordo Constitutivo do NDB, em Fortaleza, Brasil, e saudamos a vindoura revisão de meio-período da Estratégia Geral do NDB. 31. Saudamos a abertura dos Escritórios Regionais do NDB e as suas atividades nos países membros. Saudamos a criação do Escritório Regional das Américas em São Paulo, juntamente com seu sub-escritório em Brasília, e esperamos a abertura dos dois Escritórios Regionais restantes do NDB na Rússia e na Índia em 2020. Baseando-se nas funções centrais da Sede do Banco, seus Escritórios Regionais contribuirão para a expansão de suas operações e para a criação de um portfólio de projetos mais robusto para todos os países membros. 32. Reconhecemos o progresso feito pelo Novo Banco de Desenvolvimento no processo de expansão de seus membros. A expansão dos membros do NDB, conforme seu Acordo Constitutivo, fortalecerá o papel do Banco como instituição global de financiamento ao desenvolvimento e contribuirá ainda mais para a mobilização de recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável no BRICS e em outros mercados emergentes e países em desenvolvimento (EMDCs). Esperamos que o Conselho de Governadores conclua os trabalhos preparatórios com o objetivo de tomar decisões oportunas e ponderadas sobre a expansão dos membros no devido tempo. 33. Também atribuímos grande importância a outras iniciativas-chave de cooperação, abrangendo a Força-Tarefa do BRICS sobre PPP e Infraestrutura, a qual facilita o diálogo sobre infraestrutura, incluindo a agenda de infraestrutura do G20, o Mecanismo de Preparação de Projetos do NDB, cuja eficácia será aprimorada com o lançamento de seu primeiro conjunto de projetos o mais cedo possível, e nossa cooperação com vistas a aprimorar a representação dos países em desenvolvimento e das economias emergentes nos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento. 34. Notamos com satisfação outros passos tomados a fim de garantir a prontidão do Acordo Contingente de Reservas (ACR) e saudamos a conclusão de um segundo teste, com elementos adicionais de complexidade, da parte dissociada do mecanismo de ACR, incluindo pagamento. 35. Notamos o progresso alcançado no estabelecimento de um Fundo de Títulos em Moeda Local do BRICS e esperamos o início de suas operações. Apoiamos a colaboração em andamento para desenvolver nossos mercados de títulos locais. Continuaremos a nos comunicar sobre outras áreas possíveis de cooperação monetária, consistentes com o mandato de cada banco central. 36. Reconhecemos a importância da Pesquisa do BRICS sobre Sistema de Pagamentos Internacionais. 37. Avaliamos positivamente os progressos alcançados no âmbito da Estratégia para Parceria Econômica do BRICS, inclusive garantindo crescimento econômico inovador, sustentável e inclusivo, e esperamos sua revisão sob a Presidência Russa em 2020. Aplaudimos o progresso que os membros fizeram na implementação da Agenda de Ação do BRICS sobre Cooperação Econômica e Comercial, promovendo diversas atividades para o compartilhamento de políticas, o intercâmbio de informações, a facilitação e promoção de comércio e investimento e o desenvolvimento de estudos sobre comércio. Saudamos a conclusão da revisão do Estudo Conjunto sobre Comércio do BRICS, que identificou o potencial de comércio e investimento entre os países do BRICS, e instruímos nossos ministros a continuarem a tomar ações que apoiem iniciativas conjuntas de cooperação entre nossos países. 38. Saudamos a realização do Fórum Empresarial do BRICS e reconhecemos os esforços do Conselho Empresarial do BRICS (CEBRICS) para promover o comércio e o investimento entre seus membros, encorajando a cooperação em áreas como infraestrutura, manufatura, energia, agronegócio, incluindo biotecnologia, serviços financeiros, aviação regional, alinhamento de padrões técnicos, desenvolvimento de habilidades e economia digital. 39. Saudamos o estabelecimento da Aliança Empresarial de Mulheres do BRICS (WBA), que visa a aumentar o papel das mulheres como impulsionadoras do crescimento econômico, contribuindo para o empoderamento econômico das mulheres em nossos países e trazendo uma perspectiva distinta sobre assuntos de interesse da comunidade empresarial do BRICS. A agenda da WBA, métodos de trabalho e outros assuntos relacionados ao seu funcionamento serão determinados por seus membros. Esperamos a seleção de cinco membros por país e a realização da primeira reunião da WBA, a ter lugar o mais cedo possível em 2020. 40. Instamos a WBA e o Cebrics cooperarem ativamente e coordenarem suas atividades, a fim de se reforçarem mutuamente e fortalecerem a participação das mulheres em todas as iniciativas empresariais do BRICS, inclusive no CEBRICS. Conjunturas Regionais 41. Reafirmamos nosso compromisso com os esforços coletivos para a solução pacífica de controvérsias por meios políticos e diplomáticos e reconhecemos o papel do Conselho de Segurança da ONU como principal responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais. 42. Em relação à situação na República Árabe da Síria, reafirmamos nosso forte compromisso com a soberania, independência, unidade e integridade territorial do país. Expressamos nossa convicção de que não pode haver solução militar para o conflito sírio. Também reafirmamos nosso compromisso de levar adiante um processo político liderado e apropriado pelos sírios, facilitado pela ONU, em conformidade com a Resolução 2254 (2015) do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Expressamos nosso apoio à criação do Comitê Constitucional, graças aos esforços da ONU, dos Garantes de Astana e de todos os estados envolvidos nos esforços para resolver o conflito por meios políticos. Apelamos a todas as partes para tornar possível a ajuda humanitária sem impedimentos e implementar completamente um cessar-fogo sustentável na região de Idlib, que não abrange os grupos e entidades terroristas designados como tal pelo Conselho de Segurança da ONU. Reafirmamos as obrigações internacionais de combater o terrorismo em todas as suas formas e destacamos a importância da unidade na luta contra as organizações terroristas na Síria, designadas como tal pelo Conselho de Segurança da ONU. Também expressamos preocupação com o sofrimento de comunidades e minorias vulneráveis étnicas e religiosas. Continuamos profundamente preocupados com a situação humanitária na Síria e com o risco de dispersão de terroristas. Exortamos todas as partes a facilitar a ajuda humanitária a todos os sírios em todo o país, sem pré-condições. Tendo em mente a necessidade de proteger os civis à luz do direito internacional dos direitos humanos e do direito internacional humanitário em todo o território da Síria, saudamos os esforços empreendidos para distender a crise no nordeste da Síria, em particular o memorando de entendimento assinado pela Rússia e pela Turquia em 22 de outubro 2019. 43. Reafirmamos nossa preocupação quanto ao conflito em curso e à deterioração da crise humanitária na República do Iêmen e apelamos às partes para facilitar o acesso rápido, seguro e desimpedido de pessoal e suprimentos humanitários no país. Reconhecemos que o conflito iemenita tem impacto significativo na segurança e estabilidade de toda a região e reiteramos nosso apoio ao Processo de Estocolmo e aos esforços das Nações Unidas para uma resolução pacífica do conflito, liderada pelos iemenitas, sob os auspícios das Nações Unidas. 44. Somos unânimes em nossa determinação de que os conflitos em outras partes do Oriente Médio e do Norte da África não devem ser usados como pretexto para atrasar a resolução do conflito de longa data entre Palestina e Israel. Guiados pelo marco legal internacional existente, incluindo-se as resoluções relevantes da ONU, os Princípios de Madri e a Iniciativa de Paz Árabe, reiteramos que a solução de dois estados permitirá que israelenses e palestinos vivam lado a lado, em paz e segurança. Nesse contexto, expressamos, ademais, a necessidade de novos e criativos esforços diplomáticos para atingir-se uma solução justa e abrangente do conflito israelo-palestino, a fim de alcançar a paz e a estabilidade no Oriente Médio 45. Expressamos nossa séria preocupação com a crise em curso na região do Golfo, incluindo ações de um só lado, e reafirmamos nosso apoio à solução dos conflitos existentes por meio de negociações e engajamento diplomático. Ressaltamos a necessidade de promover uma agenda positiva e construtiva na região, na qual todos os países respondam em conjunto a ameaças e desafios comuns. Ressaltamos que, nos termos do artigo 25 da Carta da ONU, os Estados membros da ONU comprometem-se a aceitar e executar as decisões do Conselho de Segurança. 46. Reiteramos nosso apoio contínuo ao povo do Afeganistão em seu esforço para construir um país estável, inclusivo, pacífico e próspero. Acreditamos firmemente que não há solução militar para a situação no Afeganistão. Reafirmamos nosso apoio a um processo de paz e reconciliação que seja apropriado e liderado pelos próprios afegãos. Expressamos preocupação quanto à persistência de ataques relacionados ao terrorismo. 47. Reafirmamos nosso apoio a uma solução pacífica, diplomática e política para a situação na Península Coreana, assim como à sua completa desnuclearização. Sublinhamos a importância da manutenção da paz e da estabilidade no Nordeste Asiático. 48. Exaltamos os esforços da União Africana e organizações sub-regionais para tratar questões regionais e gerenciar conflitos no interesse da paz e segurança do continente, e reiteramos a importância da colaboração entre as Nações Unidas e a União Africana. Instamos todas as partes a cessarem imediatamente todas as ações militares na Líbia e a se empenharem com as Nações Unidas e o Comitê de Alto Nível da UA sobre Líbia e atores relevantes para assegurar uma solução abrangente e sustentável por meio de um processo político apropriado e liderado por líbios. 49. Congratulamos o povo Sudanês pela assinatura, em 17 de agosto de 2019 em Cartum, do Acordo Político e Declaração Constitucional, que consideramos um importante passo para a estabilização da situação política no Sudão. Reconhecemos os esforços da União Africana e do governo etíope, cuja mediação contribuiu para a conclusão das negociações. Cooperação Intra-BRICS 50. Saudamos a realização, pelo Brasil, da Reunião de Ministros das Relações Exteriores/ Relações Internacionais do BRICS no Rio de Janeiro, em 26 de julho de 2019. Os Ministros trocaram impressões sobre as principais questões política, de segurança, econômica e financeira globais de preocupação comum, e sobre meios de fortalecer a cooperação do BRICS. Saudamos também a Reunião de Ministros das Relações Exteriores/ Relações Internacionais do BRICS à margem da 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas como parte da cooperação continuada em áreas de interesse mútuo, incluindo por meio de nossas missões permanentes junto às Nações Unidas. 51. Saudamos a 9ª Reunião de Altos Representantes de Segurança do BRICS, realizada em outubro de 2019, e os congratulamos por reforçarem o diálogo do BRICS sobre contraterrorismo, segurança no uso das TICs, situações de crise internacionais e regionais, manutenção da paz e crime organizado transnacional. 52. Destacamos a importância de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) como um dos principais motores do crescimento econômico, assim como elemento chave para moldar o futuro de nossas sociedades. Saudamos os resultados da 7ª Reunião de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação do BRICS, bem como as iniciativas de cooperação que têm fomentado a colaboração entre pesquisadores, jovens cientistas e órgãos governamentais e ajudado a aproximar nossos ecossistemas de inovação. Expressamos satisfação com os resultados alcançados pelo Plano de Ação de Inovação, bem como com a criação da Rede de Inovação do BRICS (iBRICS). Saudamos a Nova Arquitetura de C,T&I do BRICS destinada a racionalizar e intensificar atividades conjuntas de C,T&I, a serem implementadas por meio do Comitê Diretor de C,T&I do BRICS. 53. Saudamos os resultados da 5ª Reunião de Ministros de Comunicações do BRICS. Continuaremos a fortalecer as atividades conjuntas entre os países do BRICS, a criar novas oportunidades de cooperação e a expandir e intensificar as parcerias já em andamento, inclusive tomando as medidas necessárias para a rápida instalação da Força-Tarefa Digital do BRICS (DBTF). Tomamos nota, com apreço, do resultado da primeira reunião do Conselho do Instituto de Redes Futuras do BRICS (BIFN). 54. Reconhecemos a Nova Revolução Industrial (NIR) como uma oportunidade crítica de desenvolvimento, da qual todos os países devem se beneficiar igualmente, ao mesmo tempo em que notamos os desafios por ela trazidos. Tomamos nota, com satisfação, do progresso na implementação da decisão da Cúpula de Joanesburgo de iniciar a plena operacionalização da PartNIR. Saudamos também a adoção do Plano de Trabalho da PartNIR e dos Termos de Referência do Grupo Consultivo da PartNIR. Continuaremos a adotar iniciativas mutuamente benéficas nas seis áreas de cooperação identificadas no Plano de Trabalho, conforme acordado na Segunda Reunião da PartNIR do BRICS, realizada em Brasília em setembro de 2019, incluindo o estabelecimento de parques industriais e científicos do BRICS, centros de inovação, incubadoras de empresas de tecnologia e redes de empresas. 55. Tomamos nota do avanço na negociação do Acordo de Cooperação sobre a Constelação de Satélites de Sensoriamento Remoto do BRICS e esperamos sua rápida conclusão. 56. Reconhecemos o papel crucial da energia na promoção do desenvolvimento social e econômico, bem como na proteção ambiental. Ao reconhecermos que a transição energética de cada país é única de acordo com suas circunstâncias nacionais, destacamos a importância de garantir o acesso à energia limpa, sustentável e econômica às nossas populações. Nesse sentido, a diversificação de fontes de energia é fundamental para alcançar a segurança energética. Para esse fim, comprometemo-nos a continuar buscando o uso eficiente de combustíveis fósseis e a aumentar a participação de energias renováveis em nossas economias, incluindo biocombustíveis e energia hidrelétrica, solar e eólica. Saudamos a cooperação em cursoentre nossos países no campo da energia. Saudamos a realização da 4ª Reunião Ministerial de Energia em Brasília e a adoção dos Termos de Referência para a Plataforma de Cooperação em Pesquisa Energética do BRICS, que avançará ainda mais nossa cooperação mútua, permitirá a troca aprofundada de opiniões e de boas práticas e contribuirá significativamente para a pesquisa global em energia. 57. Saudamos a 9ª Reunião de Ministros da Saúde do BRICS e o Programa de Pesquisa Colaborativa em Tuberculose, desenvolvido em 2019 pela Rede de Pesquisa em Tuberculose do BRICS com o objetivo de promover novas abordagens científicas, tecnológicas e inovadoras para combater a tuberculose, apoiando projetos científicos em uma ampla gama de questões relevantes relacionadas à enfermidade. Saudamos também a criação da Rede BRICS de Bancos de Leite Humano, conforme proposto no 1º Seminário sobre Bancos de Leite Humano. Enfatizamos a importância de nossa ação coletiva na promoção da pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e ferramentas de diagnóstico para acabar com as epidemias, combater doenças transmissíveis e facilitar o acesso a medicamentos essenciais seguros, eficazes, de qualidade e acessíveis, bem como no fomento de atividades para fortalecer a prevenção de doenças não transmissíveis. 58. Saudamos os resultados das Reuniões de Ministros das Finanças e de Presidentes dos Banco Centrais do BRICS, em abril e outubro, às margens das Reuniões do FMI/GBM. Tomamos nota, com satisfação, o desenvolvimento em em cursoda cooperação em questões financeiras. Ressaltamos a importância de aprimorar a cooperação financeira do BRICS para melhor atender à economia real e satisfazer as necessidades de desenvolvimento de nossas populações. 59. Notamos o progresso alcançado pelas Administrações Aduaneiras do BRICS em relação ao projeto de Acordo de Assistência Mútua Administrativa em Matéria Aduaneira do BRICS e instruímos nossas respectivas autoridades competentes a trabalharem para sua rápida conclusão e entrada em vigor. Saudamos também o significativo progresso alcançado na implementação do Marco Estratégico da Cooperação Aduaneira do BRICS, especialmente no que diz respeito ao Programa de Operador Econômico Autorizado do BRICS, que deverá estar em funcionamento até o final de 2022, incluindo o reconhecimento mútuo de controles e operadores econômicos. Também reconhecemos a prática positiva de estabelecer Centros de Treinamento Aduaneiro do BRICS, e instruímos as autoridades pertinentes a continuar essa abordagem no futuro. Reconhecemos o potencial do Comitê de Cooperação Aduaneira do BRICS e advogamos uma cooperação intra-BRICS aprimorada em fóruns multilaterais relevantes, incluindo nas áreas de facilitação do comércio, de aplicação da lei, de uso de tecnologias avançadas de informação e de capacitação. 60. Apoiamos os esforços para incrementar o comércio e reconhecemos que ações tais como subfaturação têm impacto negativo nas políticas comerciais e indsutriais e no recolhimento de tributos, e precisam ser tratadas. 61. Reconhecemos o apoio contínuo fornecido pelas Autoridades de Receita do BRICS para a implementação de padrões globais de transparência e troca de informações e padrões mínimos contra a Erosão de Base Tributária e Transferência de Lucros (BEPS). Continuamos comprometidos a enfrentar os desafios tributários da digitalização da economia. Esperamos novos progressos na discussão da abordagem de dois pilares desenvolvida pelo Marco Inclusivo sobre o BEPS. Congratulamo-nos com o recente avanço em matéria de transparência fiscal, incluindo o progresso no intercâmbio automático de informações para fins tributários. Apelamos a todas as jurisdições para que assinem e ratifiquem a Convenção Multilateral sobre Assistência Administrativa Mútua em Matéria Tributária. Continuamos comprometidos em aprimorar nossos esforços na prevenção de erosão de base e transferência de lucros, no intercâmbio de informações fiscais e na capacitação de pessoal com base nas necessidades dos países em desenvolvimento. Comprometemo-nos a aprofundar o intercâmbio e a partilha de experiências e boas práticas, bem como a aprendizagem mútua em matéria tributária. 62. Reconhecemos os resultados positivos da 9ª Reunião de Ministros de Comércio do BRICS, apoiada pelo trabalho do Grupo de Contato para Temas Econômicos e Comerciais do BRICS (CGETI) e seus esforços para promover nossa cooperação em temas como investimento, comércio eletrônico, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e direitos de propriedade intelectual, em cooperação com o Escritórios de Propriedade Intelectual do BRICS. Saudamos também a assinatura do Memorando de Entendimento entre as Agências de Promoção de Exportação e Investimentos do BRICS (TIPAs) / Organizações de Promoção de Comércio (TPOs). 63. Apoiamos as conclusões dos Ministros de Comércio do BRICS de que ação internacional decidida e coordenada é necessária para aumentar o crescimento econômico e a sustentabilidade. Um comércio aumentado pode ajudar o crescimento global, mas o déficit de demanda na economia internacional necessita de fontes adicionais de crescimento, as quais investimento em infraestrutura, incluindo em infraestrutura digital, desenvolvimento de competências, particularmente para os jovens, investimento sustentável, investimento em serviços básicos locais, e investimentos externos em áreas de alto potencial de crescimento, incluindo no continente africano. 64. Reafirmamos nosso compromisso de combater a corrupção, inter alia, por meio do fortalecimento dos ordenamentos jurídicos domésticos, quando apropriado, para tratar de maneira mais eficaz casos de corrupção. Seguimos empenhados em adotar medidas de probidade no setor público e promover padrões de probidade em empresas privadas e construir um compromisso global mais forte para uma cultura de intolerância à corrupção. Manteremos nossos esforços em curso em matéria de cooperação na aplicação de leis anticorrupção e na recuperação de ativos, incluindo processos civis e administrativos. Faremos pleno uso da Reunião do BRICS sobre Recuperação de Ativos e fortaleceremos o compartilhamento de experiências e a cooperação nos casos de recuperação de ativos entre os países do BRICS. Reforçaremos o intercâmbio de pontos de vista no âmbito dos mecanismos multilaterais, tais como a UNCAC e o Grupo de Trabalho Anticorrupção do G20, com o objetivo de unir esforços para negar refúgio a corruptos e a infratores econômicos e facilitar o repatriamento de produtos do crime. 65. Reconhecemos os resultados da 5º Encontro de Ministros de Meio Ambiente do BRICS, realizada sob o tema "A contribuição da gestão ambiental urbana para a melhoria da qualidade de vida nas cidades". Enfatizamos a importância das iniciativas de cooperação ambiental do BRICS que contribuem para a qualidade de vida em nossas cidades, por meio do compartilhamento de conhecimento e experiências em questões importantes como gestão de resíduos, economia circular, no contexto de produção e consumo sustentáveis, saneamento e qualidade da água, qualidade do ar urbano e áreas verdes urbanas. Saudamos a proposta da Federação da Rússia sobre a nova dimensão do Programa Rios Limpos do BRICS, concentrando nossos esforços no combate ao lixo marinho. 66. Saudamos os resultados da 9ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS. Na condição de líderes mundiais na produção de produtos agrícolas e lar de grandes populações, destacamos a importância da cooperação do BRICS na agricultura. Reconhecemos a importância da agricultura de bases científicas e do uso de TICs para essa finalidade. Sublinhamos a necessidade de garantir segurança alimentar, qualidade sanitária dos alimentos, combater a desnutrição, eliminar a fome e a pobreza por meio do aumento da produção agrícola, da produtividade, da gestão sustentável dos recursos naturais e do comércio agrícola entre os países do BRICS. 67. Saudamos os resultados da 5ª Reunião de Ministros do Trabalho e Emprego sobre o tema: "BRICS: crescimento econômico para um futuro inovador”. Observamos a transformação no mercado de trabalho impulsionada pela globalização, inovação tecnológica, mudança demográfica e outros fenômenos, bem como as oportunidades e desafios por elas trazidos. Registramos com satisfação o progresso na cooperação do BRICS em relação ao futuro do trabalho, qualidade e emprego produtivo para um sistema sustentável de segurança social e intercâmbio de dados do mercado de trabalho. Ressaltamos que os mercados de trabalho precisam se tornar mais adaptáveis e inclusivos. 68. Reconhecemos o papel da cooperação cultural na melhoria do entendimento entre os povos. Saudamos os resultados da 4ª Reunião dos Ministros da Cultura do BRICS e seus esforços para fortalecer ainda mais o intercâmbio cultural. Esperamos continuar a colaboração em assuntos culturais, incluindo a iniciativa sobre filmes e produções cinematográficas do BRICS. Parabenizamos a organização do 4º Festival de Cinema do BRICS. 69. Reafirmamos a importância dos intercâmbios interpessoais do BRICS no aprimoramento da compreensão mútua, da amizade e da cooperação entre nossos povos e expressamos satisfação pela realização de várias reuniões e atividades nos campos da cultura, governança, artes, esportes, mídias, filmes, juventude e intercâmbio acadêmico. 70. Saudamos o intercâmbio no campo da cooperação parlamentar entre os países do BRICS, e tomamos nota, com satisfação, da reunião do Fórum Parlamentar do BRICS, realizada às margens da Assembleia da União Interparlamentar em outubro. Reconhecemos a importância de sua contribuição para fortalecer as parcerias do BRICS. 71. Também tomamos nota da realização do Seminário de Autoridades de Alto Nível e Especialistas do Judiciário, voltado ao intercâmbio de boas práticas para a modernização e aprimoramento dos sistemas judiciários nos países do BRICS. 72. Rússia, Índia, China e África do Sul parabenizam a presidência brasileira do BRICS em 2019 e agradecem ao governo e ao povo brasileiros por sediarem a 11ª Cúpula do BRICS em Brasília. 73. Brasil, Índia, China e África do Sul estendem total apoio à Rússia para sua presidência do BRICS em 2020 e para a realização da 12ª Cúpula do BRICS em São Petersburgo.
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14/11 - O que aconteceria no mundo se o GPS parasse de funcionar
Apesar de dependermos do sistema, não há plano universal para lidar com possíveis interferências no GPS. Se sistemas de GPS parassem de funcionar, teríamos que nos localizar sozinhos, mas há outras consequências sobre as quais não pensamos Getty Images/BBC O que aconteceria se os sistemas de GPS parassem de funcionar? Para começar, teríamos que usar nossos cérebros para prestar atenção para o mundo ao redor de nós quando fôssemos de A a B. Talvez isso não fosse algo ruim: teríamos menos probabilidade de parar em rios e penhascos por causa da nossa confiança cega nas ferramentas de navegação. Você provavelmente já ouviu várias histórias sobre pessoas que se perderam justamente por causa do GPS. A minha é de um casal sueco que escreveu errado o nome da ilha italiana de Capri e acabou a quilômetros dali em Carpi, perguntando onde estava o mar. Mas há exceções. Aparelhos que usam GPS, sigla para "sistema de posicionamento global", em inglês, normalmente impedem que a gente se perca. Se falhassem, as avenidas estariam entupidas de motoristas parando para ler placas ou parando para consultar mapas. Se seu transporte envolve trens, não haveria painéis de informação te avisando quando esperar a próxima chegada. Ligue para uma operadora de táxis, e você pode receber respostas irritadas de alguém tentando controlar toda sua frota de motoristas. Abra seu aplicativo de Uber e... bom, você já entendeu. Sem GPS, nossos sistemas de emergência teriam dificuldades: operadores não poderiam localizar as pessoas ligando pelo seu sinal de telefone, ou identificar a ambulância ou carro de polícia mais próximos. Haveria gargalos em portos: contêneires são carregados e descarregados automaticamente usando GPS para guiar os guindastes. Prateleiras de supermercado poderiam ficar vazias, com sistemas de logística parados. Fábricas poderiam ficar sem produção porque seus produtos não chegaram a tempo. Agricultura, construção, pesca, pesquisas — há outras indústrias mencionadas por um relatório do governo do Reino Unido que calcula o custo de uma falha nos sistemas de GPS em cerca de US$ 1 bilhão por dia nos primeiros cinco dias. Se durasse muito mais, teríamos que começar a nos preocupar com o funcionamento de vários outros sistemas que talvez não tivessem nos ocorrido se pensássemos no GPS só com um serviço de localização. É isso, mas também é um serviço de tempo. O GPS é um sistema de navegação formado por 24 satélites que carregam relógios sincronizados a partir de uma precisão extrema. Quando seu smartphone usa GPS para te localizar no mapa, ele está pegando sinais de alguns desses satélites — e está fazendo cálculos baseados no tempo em que o sinal foi enviado e onde o satélite estava. Se os relógios nesses satélites mudarem por um milésimo de segundo, sua localização pode acabar ficando em um lugar a 200 km ou 300 km de onde você está. Então se você quiser informação extremamente precisa sobre o tempo, o GPS é o aparelho para isso. Considere redes telefônicas: suas ligações compartilham espaço com outras por meio de uma técnica chamada multiplexação — os dados são codificados, misturados e decodificados na outra ponta. Uma falha de um centésimo de segundo pode causar problemas. Pagamentos bancários, mercado de ações, redes elétricas, televisão digital, a "nuvem" — tudo depende de diferentes locais estarem de acordo no tempo. Se os GPS falhassem, por quanto tempo e quão bem os sistemas de back-up segurariam esses sistemas? A resposta, não muito tranquilizadora, é que ninguém realmente sabe. Os GPS às vezes são chamados de "utilitário invisível". Precificar o GPS é quase impossível. Como o autor Greg Milner escreve no livro Pinpoint: How GPS is Changing Our World (Precisão: Como o GPS está mudando nosso mundo, em tradução livre), temos que nos perguntar: Quanto vale o oxigênio para nosso sistema respiratório? É uma história incrível para uma invenção que em primeiro lugar ganhou apoio no Exército americano porque poderia auxiliar em bombardeios, embora não tivesse certeza de que precisaria do sistema. Uma resposta típica era: "Eu sei onde estou, por que preciso que um satélite me diga?" O primeiro satélite de GPS foi lançado em 1978 — mas não foi até a primeira Guerra do Golfo, em 1990, que os céticos mudaram de ideia. Enquanto a Operação Tempestade de Areia se deparava com uma tempestade literal, com redemoinhos de areia reduzindo a visibilidade para 5 metros, o GPS permitiu com que soldados marcassem o local de minas, encontrassem o caminho de volta para fontes de água e evitassem ficar no caminho de outros soldados. Salvou vidas, e o Exército tinha tão poucos receptores que soldados pediram para suas famílias nos Estados Unidos gastarem seu próprio dinheiro enviando aparelhos de mil dólares disponíveis comercialmente. Dado a vantagem militar que o GPS dava, por que o Exército dos Estados Unidos estava feliz com todos usando o produto? A verdade é que não tinha muito o que fazer sobre isso. Eles tentaram fazer com que os satélites enviassem dois sinais — um preciso para seu próprio uso e um degradado para civis — mas empresas encontraram formas inteligentes de conseguir mais foco dos sinais degradados. E o boom econômico estava se tornando mais pleno. Em 2000, o presidente Bill Clinton admitiu o inevitável e disponibilizou o sinal com boa qualidade para todos. O pagador de impostos americanos paga bilhões de dólares por ano para manter os GPS funcionando, e isso é muito gentil da parte deles. Mas é razoável que o resto do mundo dependa de sua generosidade? Na verdade, o GPS não é o único sistema global de navegação por satélite. Tem um russo, também, chamado Glonass — mas não é tão bom. A China e a União Europeia têm seus projetos bastante avançados, chamados Beidou e Galileo, respectivamente. O Japão e a Índia também estão trabalhando em sistemas. Esses satélites alternativos podem nos ajudar com problemas específicos ao GPS, mas também podem ser alvos militares sedutores em futuros conflitos. Dá para imaginar uma guerra espacial deixando todo mundo offline. Uma tempestade solar também poderia provocar isso. Também há alternativas terrestres para a navegação por satélite. A principal se chama eLoran, mas ela não cobre o mundo todo. Alguns países estão investindo mais que outros em seus sistemas nacionais. Um grande apelo do eLoran é que seus sinais são mais fortes. Quando os sistemas GPS completam seus trajetos de 20 mil quilômetros em direção à Terra, estão extremamente fracos — o que facilita a intromissão nesses sistemas, se isso for feito por alguém que sabe o que está fazendo. As pessoas pagas para pensar sobre essas coisas se preocupam menos com cenários apocalípticos —acordar um dia e encontrar tudo offline — e mais com terroristas em potencial ou nações que podem criar o caos promovendo sinais imprecisos de receptores de GPS em determinada área. O professor de engenharia Todd Humphreys já mostrou que esse tipo de interferência pode derrubar drones e desviar super-iates. Ele se preocupa que autores de ataques poderiam facilmente "fritar" grades elétricas, acabar com redes de celular ou mercados de ações. A verdade é que é difícil saber quanto dano a interferência em sinais de GPS pode causar. Mas é só perguntar para aqueles turistas suecos em Carpi. Saber que você está perdido é uma coisa; ser incorretamente convencido de que você sabe onde está é outro problema.
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14/11 - Com reformas, Itaú espera que rating do Brasil melhore em até um ano
Banco também avalia que a economia brasileira está em processo de aceleração do crescimento. Neste ano, PIB deve crescer 1%. Em 2020, alta deve ser de 2,2%. Se a economia brasileira seguir com a agenda de reformas, as agências de classificação de risco devem melhorar o rating do país em um ano, no máximo, segundo avaliação do banco Itaú. A volta do grau do investimento, no entanto, vai levar mais tempo e só deve ocorrer em dois anos. “Com as reformas, seria surpreendente se não houver um upgrade (da nota do Brasil) nos próximos seis meses ou em um ano”, disse o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita. O processo de consolidação das contas públicas é monitorado de perto pelas agências de rating. Na terça-feira, o Congresso promulgou a reforma da Previdência. E, na semana passada, o governo apresentou novas medidas para a consolidação fiscal do ajuste. Nas projeções do Itaú, o Brasil só deve voltar a ter superávit primário (economia que o governo precisa fazer para pagar os juros da dívida pública quando as receitas superam as despesas) em 2022. O superávit é importante porque ajuda a estabilizar a dívida da economia. “Ainda estamos num processo de convalescença fiscal”, diz Mário. Atualmente, o Brasil está a três notas de distância do patamar das economias consideradas grau de investimento – o país perdeu esse "selo de bom pagador" no início de 2016. Economia brasileira acelera O banco também avalia que a economia brasileira está num processo de aceleração. Para este ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1%. No ano que vem, o avanço deve ser de 2,2%. Segundo o banco, o avanço do emprego formal medida pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o crescimento do crédito para pessoa física e jurídica e a melhora dos indicadores dos setores de varejo e serviço são sinais dessa recuperação. Por trás dessa melhora, está o impacto da política monetária na atividade. O Itaú avalia que a taxa básica de juros – atualmente em 5% ao ano – deve encerrar 2019 em 4,5%. No ano que vem, vai cair para 4%. “Está ocorrendo uma recuperação na margem e ela parece ser sustentada”, afirma o economista do Itaú Luka Barbosa. “Um dos motivos dessa aceleração é o crescimento do crédito privado, que, por sua vez, tem sido estimulado pela taxa básica de juros.”
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14/11 - Gigante chinesa de sementes investe R$ 40 milhões em unidade de Paracatu
LongPing High-Tech quer dobrar capacidade produtiva da unidade. Investimento inclui novas estruturas e compra de equipamentos para dobrar a capacidade de produção em 2020. Empresa chinesa foi fundada em 1999 e é líder no mercado de arroz híbrido no mundo LongPing/Divulgação A LongPing High-Tech, gigante chinesa especializada em sementes e líder mundial no mercado de arroz híbrido, vegetais e milho, vai investir R$ 40 milhões na ampliação de uma unidade de produção de sementes em Paracatu, na região Noroeste de Minas Gerais. A multinacional divulgou o aporte nesta quarta-feira (13). O objetivo é dobrar a capacidade produtiva e chegar a dois milhões de sacos de milho híbrido ao ano. Segundo a empresa, as obras já começaram em outubro e a previsão é de que estejam concluídas no final do primeiro semestre de 2020. O G1 perguntou ao grupo se o investimento irá gerar novos emprego. Sobre isso, a assessoria de comunicação disse que o aporte não inclui alteração do quadro atual de funcionários nem novas vagas. Projeto O projeto inclui a construção de novas estruturas para expandir a capacidade de recepção e secagem de espigas, além de aquisição de equipamentos de ponta para secagem e seleção com a máxima qualidade, segurança e automação. "O investimento faz parte do plano de crescimento no Brasil e nos permitirá maior eficiência, qualidade e competitividade para atender uma demanda crescente do mercado, respondendo às perspectivas do setor e da cadeia de valor”, afirmou Jader Rodrigues, VP de Operações. Capilaridade Além de Paracatu, a empresa conta ainda com mais quatro unidades de produção e beneficiamento e cinco estações de pesquisa, distribuídas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso, para abastecer o mercado interno e atender produtores rurais nos principais polos agrícolas do País. LongPing High-Tech De acordo com informações da empresa, a LongPing High-Tech é líder mundial no mercado de arroz híbrido e em vegetais e milho na China, além de ter participação global em outros cultivos como trigo, algodão, girassol, canola e milheto. Fundada em 1999 e listada na Bolsa de Valores de Shenzhen em 2000, é voltada ao mercado de sementes. No Brasil, iniciou suas atividades em dezembro de 2017, com unidades de produção e polos de pesquisa distribuídos pelo país. Com investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e soluções, atua no mercado brasileiro com as marcas Morgan e Forseed.
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14/11 - Inadimplência cresce em outubro, e aumenta mais entre os mais velhos, aponta pesquisa
Número de consumidores com contas em atraso cresceu 1,58% na média nacional, e 7,1% na faixa de 64 a 84 anos. O número de consumidores com contas em atraso cresceu 1,58% em outubro, na comparação com igual período do ano passado, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento mostra também que o aumento da inadimplência foi mais expressivo entre a população com idade mais avançada. O crescimento de 7,1% na faixa de 64 a 84 anos, e de 4,1% entre a população de 50 e 64 anos. Já entre os consumidores mais jovens, caiu o número de consumidores com dívidas atrasadas. A retração mais acentuada foi verificada na faixa de 18 a 24 anos, com uma diminuição de 21,6% em outubro na comparação com igual mês de 2018. Também houve recuo da inadimplência nas faixas de 25 a 29 anos (-9,9%) e de 30 a 39 anos (-1,5%). A pesquisa mostra também que a maior parte das dívidas (53%) em aberto no país está ligada a instituições financeiras. O comércio responde por uma fatia de 17%, seguido pelo setor de comunicação (12%) e pelas contas de água e luz (10%). “As dívidas com instituições financeiras são as que têm os juros mais caros do mercado em casos de atraso. E a falta de pagamento desse tipo de dívida pode transformar valores pequenos em cifras praticamente impagáveis, sobretudo por superarem, em muitos casos, a renda do consumidor”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. Segundo o levantamento, a média do valor devido pelos inadimplentes é de R$ 3.254,78, sendo que pouco mais da metade (53,1%) têm dívidas de até R$ 1.000. Empréstimo pessoal vira o principal vilão da inadimplência no Brasil
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14/11 - Cúpula do Brics: política externa tem 'olhos' no mundo, mas Brasil está em 1º lugar, diz Bolsonaro
Presidente afirmou em reunião de líderes do Brics que importância do bloco é 'inquestionável' e crescerá. Líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reuniram em Brasília. Presidente Jair Bolsonaro discursou na sessão plenária da cúpula do Brics O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14), durante reunião de cúpula de líderes do Brics, em Brasília, que a política externa de seu governo “tem os olhos postos no mundo”, mas coloca o Brasil “em primeiro lugar”. Bolsonaro deu a declaração ao discursar na sessão plenária do encontro de cúpula do bloco, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A reunião neste ano é realizada em Brasília, já que o Brasil exerce a presidência rotativa do bloco. Ao se dirigir aos demais líderes do Brics, Bolsonaro afirmou que prioriza o Brasil na política externa de seu governo a fim de ficar em "sintonia" com a sociedade, na tentativa de melhorar as condições de vida dos cidadãos brasileiros. “Senhores chefes de estado e de governo, a política externa do meu governo tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil, para estar em sintonia com as necessidades da nossa sociedade”, disse Bolsonaro, que acrescentou: “Reconhece como parte de suas obrigações ajudar a ampliar o bem-estar de nossos cidadãos, sob forma de avanços em ciência, tecnologia e inovação, de mais e melhores empregos, de mais renda, de melhor sistema de saúde pública, tudo mais que faça diferença para o melhor cotidiano de todos.” Bolsonaro durante discurso na cúpula do Brics Reprodução/TV Brasil Desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro declara que deseja fazer comércio com todos os países do mundo, sem o que chama de "viés ideológico". No discurso, Bolsonaro também destacou que a relevância econômica do Brics é "inquestionável" e tende a crescer nas próximas décadas. “Hoje, a relevância econômica do Brics é ainda mais inquestionável e seguirá crescendo nas próximas décadas. A sua pujança no plano econômico, junto à diversidade e à criatividade e o vigor das nossas sociedades e de nossos povos", disse. O presidente brasileiro pregou a necessidade de ampliar a cooperação entre os cinco países do grupo e lembrou que o mundo percebeu a relevância de economias emergentes durante a crise financeira global da década passada. “Há dez anos, em meio a uma das mais graves crises financeiras da história, tornou-se evidente a importância das economias emergentes para a estabilidade e vitalidade da economia mundial", disse o presidente. Pouco antes do encerramento da cúpula, Bolsonaro submeteu a aprovação a declaração conjunta das delegações que integram o Brics. Segundo Bolsonaro, no documento "está refletida a visão do Brics em relação à necessidade de reformar o sistema multilateral, à importância de fortalecer a arquitetura econômica financeira internacional, ao imperativo de resolver situações situações e crises regionais por meio do diálogo e da diplomacia e ao futuro da cooperação intra-Brics” “O Brics sai fortalecido por essas manifestações claras de convergência, de proposito e interesse comum em levar adiante nossa cooperação”, afirmou. Veja a íntegra da Declaração de Brasília, assinada pelo Brics Líderes do Brics posaram para foto antes de reunião de cúpula no Palácio do Itamaraty Marcos Corrêa/PR Veja abaixo os discursos dos demais presidentes: China O presidente da China, Xi Jinping, voltou a criticar em seu discurso o “protecionismo” e o “unilateralismo” nas relações comerciais entre países. Para Xi, “o aumento do protecionismo e do unilateralismo” criam um “déficit de governança”, o que não é positivo. A China vem travando, nos últimos meses, uma disputa comercial com os Estados Unidos. Xi Jinping não mencionou o fato diretamente. “Precisamos e fortalecer solidariedade e desenvolvimento em prol do bem dos nossos povos em prol do bem de nossos mundos”, disse. “Devemos nos opor ao hegemonismo e a política do poder e adotar uma política construtiva”. O líder asiático também afirmou que a China deseja ampliar sua abertura comercial, acelerando a proteção de propriedade intelectual. “Buscamos uma abertura em múltiplos níveis e múltiplas dimensões da China”, afirmou. O presidente chinês argumentou que mercados emergentes, como os dos países do Brics, “precisam entender” os tempos atuais e aprofundar a parceria em temas como comércio, tecnologia e conectividade. “Esses esforços darão novo ímpeto de alento para fomentar o crescimento econômico e prosperidade de nossos países”, argumentou. Xi ainda ressaltou a importância da agenda 2030, proposta pelas Nações Unidas, e do acordo de Paris, que, segundo ele, fomentará o “avanço coordenado em matéria de desenvolvimento ambiental”. Rússia O presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou na sessão plenária sobre a necessidade de um esforço dos Brics para assumir um “papel de liderança” na Organização das Nações Unidas (ONU). “Deveríamos trabalhar de modo mais vigoroso, mais empenhado e comprometido para promover uma agenda internacional positiva. Deveríamos reunir países de mentalidade afim, em prol da resolução de questões globais e regionais cruciais”, declarou Putin. Essas questões globais, segundo o premiê russo, incluem o combate ao terrorismo e ao que chamou de “propagação da ideologia terrorista”. Em 2020, a Rússia assume a presidência rotativa do Brics – a cúpula será realizada em São Petersburgo. Putin disse que pretende usar a data para relembrar os 75 anos do fim da 2ª Guerra Mundial. “Parece-me importante condenar quaisquer tentativas no sentido de glorificar o nazismo e seus aliados, bem como apoiar resolutamente uma ordem mundial com base no direito internacional e na Carta Fundadora da ONU.” Índia Em seu discurso, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, relembrou que o surgimento do Brics se deu em um ambiente conturbado. O grupo nasceu em 2009, em meio à crise econômica. Segundo ele, o Brics hoje é um dos “propulsores da desenvolvimento econômico do mundo" “Ainda há muitas possibilidades disponíveis para melhorarmos a cooperação para podermos enfrentar os desafios que estão presentes no mundo e na economia mundial. Precisamos prestar atenção especial às nossas políticas de comércio e investimento em nossos países”, declarou. Modi sugeriu que os ministros das relações exteriores dos países que compõem o grupo se reúnam para reduzir custos bancários e taxações sobre transações entre os governos. O primeiro-ministro indiano também manifestou apoio ao conselho do Brics para mulheres empresárias e ressaltou o aumento da participação feminina na política do país. “Na última eleição geral que nós tivemos, pela primeira vez na história, o número de eleitoras foi o mesmo que o de eleitores e o número de mulheres que foram eleitas para cargos públicos supera 1.800”, afirmou. Modi ainda disse que o multilateralismo e o comércio exterior “baseado em regras” enfrenta desafios e pediu atuação conjunta dos Brics para superar barreiras. “Para reformar e fortalecer o Conselho de Segurança, a OMC e outros órgãos globais nós temos que agir juntos”, declarou. O primeiro-ministro citou ainda a ameaça do terrorismo, tráfico de drogas e o crime organizado à economia global, com perdas da ordem de US$ 1 trilhão. “Isso compromete o nosso desenvolvimento e o nosso comércio”, disse Modi. África do Sul O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou que seu país é exportador principalmente de matérias-primas e, por isso, tem a intenção de se integrar ao comércio mundial também na venda de produtos industrializados. "Como um país que é principalmente exportador de matéria prima para seus parceiros do Brics, a África do Sul quer se mover na direção de um comércio com maior valor adicionado. Estimular o crescimento e a diversificação da nossa economia", afirmou Ramaphosa. Ele também defendeu maior cooperação nas relações comerciais entre países e citou como exemplo a criação de uma área de livre comércio no continente africano. "A África como um todo está mais do que pronta para criar parcerias com outros países, para criar uma área de livre comércio que vai entrar em vigor em maio de 2020. Esta é a realização de um sonho de nossos pais fundadores da União Africana. Trará para um único mercado 54 países, com uma população total de 1,2 bilhão de pessoas", completou o presidente.
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14/11 - Milho brasileiro ganha força e ameaça domínio dos EUA em exportações
Brasil exporta hoje quase quatro vezes a quantidade de milho que exportava há uma década, com as vendas decolando após uma série de safras ruins dos americanos entre 2010 e 2012. Produção de milho deve aumentar nesta safra Secom-MT/ Assessoria Os exportadores de milho do Brasil estão desfrutando de um ótimo ano graças a uma grande safra e a melhorias logísticas, ampliando o status do país como um importante fornecedor global do produto e ameaçando o tradicional domínio dos Estados Unidos no setor. Conab vê aumento de 5% na safra de soja do Brasil e maior área de milho Os EUA devem permanecer como principal país exportador por ora, mas recentemente o milho brasileiro capturou mais negócios de clientes típicos dos EUA. Parte disso se deve a circunstâncias verificadas neste ano, mas alguns dos ganhos podem ser mais permanentes. Até outubro, o Brasil havia exportado 34,7 milhões de toneladas de milho em 2019, impressionantemente 60% acima do recorde anterior para o período, de acordo com dados oficiais. O número inclui um recorde mensal de mais de 7 milhões de toneladas, registrado em agosto. Em comparação, os EUA embarcaram cerca de 36,2 milhões de toneladas do grão durante o mesmo período, queda de 40% em relação ao ano anterior. O Brasil colheu uma safra recorde neste ano, superando o ciclo anterior em cerca de 19 milhões de toneladas. No ano passado, a vizinha Argentina, outra importante fornecedora global de milho, sofreu com uma forte seca, assim como o Brasil. A oferta mais fraca dos países sul-americanos no ano passado fez com que compradores globais de milho buscassem pelo produto norte-americano, mais barato e abundante, elevando as exportações do país para perto de níveis recordes. Agora, no entanto, o jogo virou. As amplas safras da América do Sul em grande parte deste ano foram oferecidas com descontos significantes em relação à oferta dos EUA, que foi impactada pelo tempo excessivamente úmido durante a fase de desenvolvimento da cultura. O governo norte-americano projeta que as exportações do país cairão para uma mínima de sete anos, embora analistas possuam o temor de que a estimativa ainda seja muito otimista. O Brasil hoje exporta quase quatro vezes a quantidade de milho que exportava há uma década, com as vendas decolando após uma série de safras ruins dos EUA entre 2010 e 2012. Nem todos os clientes dos dois países são os mesmos, mas muitos deles compram o grão tanto dos EUA quanto do Brasil, e as tendências recentes sublinham o risco que a expansão da oferta sul-americana oferece às exportações dos EUA. Comparando clientes México e Japão são de longe os principais compradores estrangeiros do milho norte-americano, sendo responsáveis por 32% e 27%, respectivamente, de todos os embarques dos EUA em 2019 até setembro. Mas esses países também estão entre os principais destinos do milho do Brasil, embora o México não tenha sempre sido um grande "player" no passado. O Brasil embarcou cerca de 1,4 milhão de toneladas de milho para o México neste ano (até outubro), quase quatro vezes mais que o recorde anterior para o período. O volume de outubro, de 518.345 toneladas, foi uma máxima histórica para qualquer mês. O recente desejo mexicano pelo milho brasileiro foi amplamente guiado pelo menor custo de aquisição na comparação com a oferta dos EUA --assim, é inevitável que em algum momento o pêndulo volte a favorecer os EUA caso a produção do Brasil tropece, por exemplo. O fato, porém, é que embarcar milho para o México está cada vez mais fácil para o Brasil, considerando os maiores volumes com fluxo a partir dos portos do Norte do país, substancialmente mais próximos ao destino final. Além disso, recentes projetos para a expansão da capacidade portuária do México, especialmente no porto de Veracruz, devem facilitar ainda mais a relação comercial. Esses são fatores que devem representar um obstáculo mais permanente ao grão norte-americano. Por exemplo, cerca de 1,97 milhão de toneladas de milho deixaram portos do Norte-Nordeste brasileiro no mês passado, algo em torno de 32% do total, de acordo com dados da agência marítima Williams. Em outubro de 2015, mês que mantinha o recorde anterior, cerca de 930 mil toneladas do grão foram processadas na região, ou 17% do total --e isso significava um grande número à época. A marca do México nas exportações brasileiras ainda é relativamente pequena, representando apenas 4% dos embarques deste ano, mas ainda assim um recorde. Já a fatia do Japão é muito maior, com 14% do total, próxima à máxima anterior. Os embarques de milho do Brasil para o Japão recentemente superaram os dos EUA, totalizando 4,3 milhões de toneladas nos últimos quatro meses. No mesmo período, os EUA enviaram 1,9 milhão de toneladas para o país asiático, volume mais fraco desde 1972. Além disso, as vendas de milho dos EUA para o Japão na temporada 2019/20 figuravam em seus menores níveis em ao menos duas décadas até o final do mês passado. Já as vendas para o México foram as menores em quatro anos. Por outro lado, o Brasil não corre o risco de ver os EUA roubando seu principal cliente, o Irã. Neste ano (até outubro), o Brasil exportou 4,8 milhões de toneladas de milho, ou 14% do total, para o país do Oriente Médio. O Irã já havia sido o mais importante destino do milho brasileiro nos três anos anteriores, embora o Vietnã tenha ocupado o espaço em 2015. Os EUA exportaram pela última vez à República Islâmica em 2015, com uma quantidade de cerca de dois carregamentos.
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14/11 - BNDES tem lucro de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre
De janeiro a setembro, lucro líquido somou R$ 16,51 bilhões. Vendas de participações somaram R$ 10,565 no período. Gustavo Montezano, presidente do BNDES, apresenta os resultados do banco no 3º trimestre Daniel Silveira/G1 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,7 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14). O resultado representa uma alta de cerca de 70% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a setembro, o lucro líquido somou R$ 16,51 bilhões, uma alta de 159,5% em relação aos mesmos meses de 2018, quando ficou em R$ 6,363 bilhões. Segundo o banco, o desempenho é atribuído principalmente ao aumento do resultado com participações societárias, em R$ 8,976 bilhões (alta de 155,8%). Esse desempenho foi afetado especialmente pela venda de papeis, que contribuíram com R$ 10,656 bilhões no período. "Destaque para a incorporação da Fibria pela Suzano e venda de ações da Petrobras e da Vale, ocorridas no primeiro semestre", diz o BNDES em nota. "Juntas, essas operações responderam por 89,1% do resultado com alienações. Com o resultado positivo fortemente apoiado na venda de participações acionárias, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, apontou que, "“de forma geral, o resultado ficou estável em relação ao trimestre passado. Mas mais importante que esse resultado é o reposicionamento do banco”. O executivo anunciou ainda que será lançado, nesta quinta-feira, um hotsite (aberto.bndes.gov.br) com perguntas frequentes de pontos polêmicos sobre a atuação do BNDES, como parte da estratégia do banco de dar transparência às suas atividades. Em dezembro, segundo ele, deve ser apresentado o plano trienal do banco. “Se eu tiver que resumir em poucas palavras a grande é justamente a forma de olhar o seu valor, com menos foco financeiro e mais foco em valor real”, afirmou. Segundo a diretora Bianca Nasser, o resultado do trimestre foi influenciado positivamente pelo produto de intermediação financeira de R$ 3,5 bilhões e pelo resultado de participações societárias de R$ 1,3 bilhão, que foi parcialmente compensado pelas despesas com provisões no valor de R$ 800 milhões. Do acumulado no ano, Bianca ressaltou a relevância do resultado das participações societárias, sobretudo no primeiro trimestre, que contou com R$ 8 bilhões da operação de fusão da Fibria e Suzano e da venda de ações no valor de R$ 2 bilhões da Petrobras e de R$ 600 milhões da Vale. Ativos Em setembro, os ativos do sistema BNDES somaram R$ 750,299 bilhões, uma queda de R$ 51,228 bilhões nos primeiros nove meses do ano. A queda foi resultado, principalmente, do pagamento antecipado de R$ 70 bilhões em dívidas com o Tesouro Nacional. A dívida com o Tesouro, no entanto, ainda somava R$ 230,63 bilhões em 30 de setembro. Ao assumir a presidência do banco, Montezano havia dito que até o final do ano o banco pagaria cerca de R$ 126 bilhões ao Tesouro Nacional. “A gente vai terminar o ano com essa meta superada”, adiantou. Segundo ele, já foram pagos R$ 93,2 bilhões (R$ 88,3 bilhões de dívida com o Tesouro além de R$ 4,9 bilhões de dividendos à União) e serão pagos mais R$ 39,3 bilhões (R$ 34,7 bilhões de dívida com o Tesouro e R$ 4,6 bilhões de dividendos à União) até 31 de dezembro. A carteira de participações societárias, segundo o banco, alcançou R$ 106,047 bilhões ao final do período, uma alta de R$ 9,478 bilhões, apesar das alienações de participações na Petrobras, Vale e Fibria. "O incremento se deveu principalmente à valorização dos papei de sociedades não coligadas, com destaque para Petrobras e Eletrobras.
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14/11 - Brasil fecha acordo para exportar melão para China
Acordo é simbólico por se tratar do primeiro entendimento com os chineses sobre frutas. Lavoura de melão Reprodução/TV Verdes Mares O Brasil fechou acordo com a China que viabiliza a exportação de melão para o país asiático, informou o Ministério da Agricultura nesta quarta-feira (13). Em contrapartida, os chineses poderão vender pera para o mercado brasileiro. China aprova importação de farelo de algodão do Brasil Os protocolos sanitários foram firmados após reunião bilateral entre os presidentes Jair Bolsonaro e Xi Jinping, dentro da XI Cúpula do Brics, em Brasília. O acordo para exportação de melão é simbólico por se tratar do primeiro entendimento com a China sobre frutas. Além da diversificação da pauta exportadora agrícola para a China (a maioria das vendas é de soja e carne), o protocolo tem potencial de alavancar a fruticultura brasileira, principalmente do Nordeste, que hoje direciona as vendas externas para a Europa. No encontro, foi firmado também plano de ação para colaboração agrícola, que prevê transferência de tecnologia, inovação, atração de investimentos e promoção comercial entre os dois países.
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14/11 - Ministra da Agricultura critica Moratória da Soja, mas diz que discussão cabe ao mercado
Pacto entre indústrias para não comprar grãos de áreas desmatadas da Amazônia após 2008 está sendo questionado por agricultores, que querem o fim da medida. Ministra Tereza Cristina participou de evento em Londrina Reprodução/RPC A Moratória da Soja, um pacto entre tradings e indústrias para não comprar a oleaginosa cultivada em áreas desmatadas na Amazônia após 2008, foi criticada na terça-feira (12) pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em entrevista a jornalistas no Paraná, ela qualificou a moratória, que existe há mais de dez anos, como um "absurdo", argumentando que o país tem leis rigorosas para determinar onde se pode plantar soja. A afirmação vem em momento em que a associação de produtores Aprosoja Brasil realiza um movimento com o objetivo de acabar com a moratória, afirmando que possui o apoio do governo do presidente Jair Bolsonaro para tal. "Moratória da Soja é um assunto privado, entre os privados. Eu acho um absurdo, nós temos... como mostrar onde a nossa soja é produzida e se pode ser produzida naquele local", disse a ministra, acrescentando que o Código Florestal do país já é rigoroso o suficiente. O Código Florestal brasileiro permite, por exemplo, que um proprietário utilize até 20% de suas terras para a agricultura na região Amazônica. Procurada para comentar o assunto na quarta-feira (13), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que reúne as companhias se comprometeram com a moratória, não quis comentar o assunto. Em seus comentários, Tereza disse que o Brasil possui a agropecuária mais sustentável do mundo, mas vê como um desafio mostrar isso ao exterior, "para aqueles que teimam ainda em achar que o Brasil não faz da sua agricultura mais sustentável". "Precisamos mostrar, a gente tem que ter dados claros e como comprovar, para que hoje o Brasil não sofra como vem sofrendo. É o que eu disse: nós precisamos de tecnologia, dizer 'olha, tá aqui, nós fazemos certo'. Quem faz errado no Brasil não é o produtor rural", afirmou a ministra. Para indústria, acordo é importante A moratória, por sua vez, é considerada por comerciantes, processadores da oleaginosa e entidades ambientais como importante para limitar o avanço da soja em nova áreas do Bioma Amazônico, preservando florestas. Neste ano, quando as queimadas estavam no foco do noticiário, a Moratória da Soja foi citada como exemplo de programa que evita o desmatamento. Em comentário na última segunda-feira, durante evento do setor de biodiesel, o presidente da Abiove, André Nassar, disse que moratória é a única ferramenta de traders para o monitoramento de um eventual uso de áreas desmatadas na Amazônia para o cultivo de grãos, e que a política continuará a ser utilizada. Nassar concordou que já há legislações no Brasil que abrem caminho para outros tipos de supervisão da agricultura na Amazônia, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), mas disse que ainda precisam ser totalmente implementadas. Ele acrescentou que o desenvolvimento desse sistema e a proposição para seu uso não são papéis de operadores. O Ministério da Agricultura afirma que o CAR vem sendo implementado e foi reaberto prazo para a regularização das áreas. Estudo recente da ONG Imaflora e Trase diz que, dos 21,5 milhões de hectares de plantações de soja na Amazônia e no Cerrado, aproximadamente 2,6 milhões de hectares (12%) estão em propriedades rurais ainda não cadastradas no CAR. Segundo o estudo, é difícil determinar por que algumas propriedades ainda não foram cadastradas, mas é possível que problemas ligados à conformidade com a lei, tais como o desmatamento ilegal ou passivos ambientais, sejam prováveis motivações para o não cadastramento.
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14/11 - Sudeste perde participação na economia, mas concentrou 52,9% do PIB em 2017
PIB caiu em apenas 3 estados em 2017; Rio de Janeiro teve a queda mais intensa, com retração de 1,6%. Participação de São Paulo na economia caiu para 32,2%. O Sudeste continua perdendo participação na economia, mas ainda concentrou mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2017, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A participação do Sudeste no PIB recuou de 53,2% em 2016 para 52,9% em 2017. Em 2002, era de 57,4%. Em 2017, a participação de São Paulo no PIB caiu para 32,2% (ante 32,5% em 2016), enquanto que a fatia do Rio de Janeiro ficou estável em 10,2%. Minas Gerais viu seu peso subir para 8,8% (ante 8,7% em 2016). Já a parcela do Espírito Santo também ficou estável em 1,7%. Na semana passada, o IBGE revisou o PIB nacional de 2017 de 1,1% para 1,3%. Na análise por regiões, divulgada na pesquisa divulgada nesta quinta, o maior crescimento foi registrado pelo Centro-Oeste (3,9%), seguido por Norte (3,8%), Sul (2,4%) Nordeste (1,6%) e Sudeste (0,2%). São Paulo e Rio de Janeiro, a primeira e segunda economias do país, respectivamente, foram os dois estados com a maior perda de participação no PIB entre 2002 e 2017. Os estados que mais ganharam participação em 2017 foram Pará, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais e Rondônia. Veja quadro abaixo: PIB dos estados em 2017 Divulgação/IBGE Rio de Janeiro teve queda mais intensa A pesquisa do IBGE mostra que apenas Rio de Janeiro, Sergipe e Paraíba tiveram retração do PIB estadual no ano de 2017. A queda mais intensa foi a registrada pelo Rio de Janeiro (-1,6%), seguido por Sergipe (-1,1%) e da Paraíba (-0,1%). “No Rio, a queda em volume está ancorada nas atividades de construção civil e de comércio e serviços de informação e comunicação. Temos que lembrar que em 2016 houve Olimpíadas, então a base de comparação é elevada. Isso também corrobora para essa queda”, explicou a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça. Entre 2002 e 2017, a participação do Rio de Janeiro no PIB nacional foi reduzida em 2,7 pontos percentuais. Segundo o IBGE, a maior perda relativa ocorreu no setor de indústrias extrativas. "O estado representava 60% da atividade nacional em 2002 e passou a 31,0% em 2017", destacou. Distrito Federal continua com o maior PIB per capita Em 2017, o Distrito Federal se manteve como o maior PIB per capita do Brasil, com o valor de R$ 80.502, cerca de 2,5 vezes maior que a média nacional. Na sequência, vem São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná. Maranhão e Piauí registraram os menores valores de PIB per capita. Desde o início da série analisada, em 2002, esses dois estados se alternam nas últimas posições do ranking. O PIB per capita do Brasil foi de R$ 31.702 em 2017, com variação de 4,2% em valor em relação a 2016 (R$ 30.422). Sudeste perde participação na economia, mas concentrou 52,9% do PIB em 2017 Divulgação/IBGE Renda dos trabalhadores perde participação pela primeira vez na série Segundo o IBGE, em 2017 foi a primeira vez na série da pesquisa em que a remuneração dos empregados perdeu participação no PIB em relação ao ano anterior, apesar de se manter como principal componente (44,4%) na análise pela ótica da renda. "A redução se deve à queda no número de empregados com carteira de trabalho assinada, o que fez com que o crescimento nominal das remunerações (4,2%) fosse inferior aos 8% dos impostos líquidos de subsídios, sobre a produção e importação e 4,8% do excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto", explicou o IBGE.
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14/11 - Via Varejo tem prejuízo de R$ 244 milhões no 3º trimestre
Prejuízo da varejista cresceu quase 200% em relação às perdas sofridas no mesmo período de 2018. A Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, teve prejuízo operacional líquido de R$ 244 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 194,5% em relação às perdas de R$ 38 milhões sofridas um ano antes. A companhia, que na véspera assustou o mercado ao informar que abriu investigação para apurar denúncias anônimas de irregularidades contábeis, teve um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 242 milhões, queda de 42,5% sobre o desempenho do terceiro trimestre de 2018. Via Varejo apura denúncia de irregularidades contábeis Segundo dados da Refinitiv, analistas esperavam, em média, prejuízo líquido de cerca de R$ 10 milhões e Ebitda de R$ 249,6 milhões para a Via Varejo, dona das bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio. A Via Varejo, que na véspera também informou que resultados preliminares das investigações não confirmaram as irregularidades denunciadas, comentou no balanço que o resultado final foi impactado por queda nas vendas de mercadorias e "menor penetração de serviços financeiros", que levaram a receita líquida recuar 10,7% no período, para R$ 5,69 bilhões. As vendas mesmas lojas recuaram 2,2% no terceiro trimestre ante expansão de 2,6% um ano antes. Mas as vendas no marketplace, operação online que reúne ofertas de terceiros, no conceito GMV subiram 79%, para R$ 463 milhões. O desempenho desse segmento foi bem diferente da operação de comércio eletrônico própria da Via Varejo, cujo GMV faturado no terceiro trimestre recuou 17,3%, para R$ 1,53 bilhão, afetada por "instabilidade das ferramentas no canal online (sites e aplicativos) e a integração da Cnova". Segundo a Via Varejo, em setembro, após ajustes na plataforma online, a empresa pode observar "uma clara evolução de performance do e-commerce e crescimento a partir de então, o que nos dá confiança para a realização de uma grande Black Friday". A companhia, que passou do GPA ao controle da família Klein em meados deste ano, encerrou outubro com 5.477 lojas físicas ante 5.526 um ano atrás. Do total das vendas, 21% foram à vista no terceiro trimestre ante 24% um ano antes. Já as vendas via carnê subiram de 10,5% para 11,2%, enquanto as de cartões de crédito também tiveram avançaram. "A estabilidade da taxa de juros e da inflação, a melhora do grau de confiança dos consumidores e a nova estratégia da companhia, favoreceram o crescimento da demanda por crédito no terceiro trimestre. Neste contexto, a companhia intensificou os seus esforços para a expansão do carnê", afirmou a Via Varejo no balanço.
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14/11 - CGU e AGU assinam acordo de leniência com OAS, que pagará R$ 1,92 bilhão até 2047
Negociações com a OAS, investigada no âmbito da operação Lava Jato, foi reiniciada em dezembro de 2018. Empresa volta a ficar habilitada a ter contratos com os governos federal, estaduais e municipais. CGU e AGU assinam acordo de leniência com OAS, que pagará R$ 1,92 bilhão até 2047 A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria Geral da União (CGU) anunciaram nesta quinta-feira (14) a assinatura de um acordo de leniência com o grupo OAS, investigado na operação Lava Jato – que apura irregularidades cometidas pela Petrobras e empreiteiras. O acordo de leniência é uma espécie de delação premiada para empresas, em que a companhia colabora com investigações em troca da diminuição das penalidades. De acordo com o governo, o grupo pagará R$ 1,92 bilhão até dezembro de 2047, com correção pela taxa básica da economia, a Selic, atualmente em 5% ao ano. Os valores serão destinados à União, no valor de R$ 1,03 bilhão, e às "entidades lesadas" (empresas estatais). R$ 720 milhões correspondem à restituição de valores pagos a título de propinas; R$ 800,37 milhões correspondem ao enriquecimento ilícito obtido em razão da influência em contratos fraudulentos; R$ 320,06 milhões correspondem à multa administrativa, prevista na lei anticorrupção; R$ 84,73 milhões correspondem à multa civil, prevista na lei de improbidade administrativa. O valor, calculado de acordo com a capacidade de pagamento da OAS – que passa por recuperação judicial – envolve os pagamentos de danos, enriquecimento ilícito e multa, por conta de "contratos fraudulentos envolvendo o uso de recursos públicos federais", informaram os órgãos. Em nota, a OAS chamou o acordo de "importante marco" na colaboração entre a empresa e autoridades do país. A OAS também afirmou ainda que o acerto com a CGU e a AGU não compromete o caixa da empresa e fortalece o combate à corrupção. "A companhia conseguiu construir um acordo que possui forma e prazo de pagamento que se encaixam perfeitamente na capacidade de cumprimento da empresa, sem comprometer seu fluxo de caixa, e que certamente fortalece a segurança jurídica no combate à corrupção, o que possibilita à empresa continuar conquistando novos negócios, assegurando também o interesse público na manutenção e oportunidades de empregos", afirmou a empreiteira na nota (veja a íntegra abaixo). O ministro da CGU, Wagner Rosário, afirmou que todos os danos identificados estão sendo pagos pela empresa, mas explicou que, caso futuramente se comprovem novas irregularidades, a empresa terá que pagar essa diferença. Esse é o 11º acordo de leniência assinado pela CGU na Lava Jato, envolvendo o pagamento de R$ 13,6 bilhões. Com o acordo, a empresa volta a ficar habilitada a ter contratos com os governos federal, estaduais e municipais. Segundo o governo, as negociações foram iniciadas em 2016, mas, por conta de uma "postura não colaborativa" da empresa, foram encerradas. As tratativas foram retomadas em dezembro de 2018 e se encerraram em novembro de 2019 – momento no qual, informaram a CGU e a AGU, a OAS colaborou com "informações e provas sobre atos ilícitos cometidos por mais de 304 pessoas físicas e 184 pessoas jurídicas". Os órgãos informaram, ainda, que o acordo preserva integralmente as atribuições do Tribunal de Contas da União (TCU) para o ressarcimento de eventuais prejuízos apurados futuramente. "Em caso de inadimplemento ou descumprimento do acordo pelo grupo OAS, haverá perda integral dos benefícios pactuados no acordo de leniência, vencimento e execução antecipada de dívida, entre outras penalidades, assegurado ao Poder Público a utilização integral do acervo probatório fornecido", informou o governo. Veja a nota da OAS São Paulo, 14 de novembro de 2019 - A OAS assinou nesta quinta-feira (14) o acordo de leniência, no valor de R$ 1,9 bilhão, com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU). Esse é um importante marco no processo de colaboração da empresa com as autoridades do país. Em conjunto com a CGU e AGU, a companhia conseguiu construir um acordo que possui forma e prazo de pagamento que se encaixam perfeitamente na capacidade de cumprimento da empresa, sem comprometer seu fluxo de caixa, e que certamente fortalece a segurança jurídica no combate à corrupção, o que possibilita à empresa continuar conquistando novos negócios, assegurando também o interesse público na manutenção e oportunidades de empregos. "Assim que assumimos a companhia, nos empenhamos totalmente para que esse acordo fosse estabelecido. Este acerto de contas com malfeitos do passado abre as portas para o futuro que queremos e trabalhamos diariamente a fim de construir uma empresa sólida, ética, cumpridora de suas obrigações e que gere riquezas e empregos para o país”, afirma Josedir Barreto, presidente da OAS. Desde março de 2018, a OAS dispõe de uma nova gestão, que vem trabalhando na reestruturação da empresa, apostando em uma governança profissionalizada, drástica redução de despesas, revisão e otimização dos processos internos e fortalecimento da área de Compliance. “Esse tem sido um trabalho constante para a criação de um modelo enxuto, íntegro e eficaz dentro de todas as áreas da empresa, além disso, o apoio à área de Compliance é incondicional e irrestrito”, acrescenta o vice-presidente corporativo, José Manuel Parada. “A partir de agora, cada vez mais, as equipes estarão 100% voltadas para a conquista de novos negócios, apresentando sua capacidade técnica já existente e excelência na prestação de seus serviços em engenharia, seja para clientes públicos ou privados”, explica o presidente Josedir Barreto. “Este acordo vira uma página e abre a possibilidade de construção de novas histórias”, finaliza.
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14/11 - Bovespa opera em alta na véspera de feriado
Na véspera, a bolsa fechou em queda de 0,65%, a 105.059 pontos. Imagem do interior da B3, Bolsa de Valores de SP Cris Faga/Estadão Conteúdo O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (14), após duas quedas consecutivas, em semana encurtada por feriado nacional, com balanços trimestrais ditando o ritmo dos negócios enquanto as negociações comerciais entre EUA e China continuavam no radar dos investidores. Às 14h13, o Ibovespa tinha alta de 0,05%, a 106.114 pontos. Veja mais cotações. Na véspera, a bolsa fechou em queda de 0,65%, a 105.059 pontos. Na cena doméstica, o mercado teve mais ânimo com dados da atividade econômica brasileira, que teve em setembro a segunda alta mensal consecutiva e o melhor desempenho em quatro meses, fechando o trimestre com o resultado mais forte em um ano, conforme sinalizado pelo Índice de Atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma "prévia do PIB". Ainda no cenário nacional, o presidente Jair Bolsonaro afirmou em Brasília que não vai entrar em guerra comercial, em referência às disputas entre Estados Unidos e China, e destacou que o Brasil não tem restrições de parceiros no comércio internacional. Na mais recente notícia do embate comercial entre as duas maiores economias do mundo, a alfândega da China informou nesta quinta-feira que suspendeu restrições à importação de carne de aves dos Estados Unidos, com efeito imediato, destaca a Reuters. Mais cedo, o Ministério do Comércio chinês afirmou que o país asiático e os EUA estão mantendo discussões "profundas" sobre a primeira fase de um acordo comercial, e o cancelamento de tarifas é uma condição importante para se chegar a um pacto.
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14/11 - Governo aumenta de US$ 300 para US$ 500 limite de compras em free shops terrestres a partir de 2020
Medida se aplica aos viajantes que voltam ao país por via terrestre, fluvial ou lacustre e vale para os free shops nas áreas de fronteira, como a de Brasil e Paraguai. O Governo Federal aumentou a cota para compras em free shops terrestres de US$ 300 para US$ 500. A medida entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2020. A portaria que autoriza o aumento foi assinada pelo ministro Paulo Guedes, da Economia, e publicada no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (14). A medida se aplica aos viajantes que voltam ao país por "via terrestre, fluvial ou lacustre". O principal impacto é nos free shops nas áreas de fronteira, como aqueles que existem na divisa entre Brasil e Paraguai. Em outubro, o governo já tinha aumentado o valor da cota para compras em free shops de portos e aeroportos. O valor vai dobrar. Os viajantes poderão comprar até US$ 1 mil também em janeiro do próximo ano, atualmente o limite é de US$ 500. Os itens importados vendidos em free shops são isentos do Imposto de Importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do recolhimento de PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação. A portaria, porém, não altera a cota isenta de impostos de compras de brasileiros realizadas no exterior, atualmente fixada em US$ 500.
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14/11 - Bolsonaro diz que não entra em guerra comercial e que Brasil negocia com o mundo todo
Presidente foi questionado sobre críticas dos líderes da China e da Rússia, em fórum empresarial do Brics, a medidas protecionistas no comércio mundial. O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14), ao ser questionado sobre críticas de líderes do Brics ao protecionismo nas relações comerciais, que não entra em “guerra comercial” e que o Brasil “faz comércio com o mundo tudo”. Bolsonaro deu a declaração ao sair do Palácio da Alvorada, antes de seguir para o Palácio Itamaraty, onde receberá os demais chefes de governo do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro de cúpula do bloco ocorre em Brasília. Em rápida conversa com jornalistas, Bolsonaro foi perguntado sobre críticas ao protecionismo feitas pelos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, durante fórum empresarial do Brics, na quarta-feira (13). “Não entro nessa guerra comercial. Brasil faz comércio com o mundo tudo. Queremos o bem do nosso povo através desse tipo de relacionamento”, disse Bolsonaro, que é fã declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sem citar diretamente o governo norte-americano, que trava uma guerra comercial com a China, Xi Jinping afirmou na quarta que o momento é de "grandes transformações" em todo o mundo, o que, para ele, gera "inúmeras oportunidades, mas também desafios". O presidente chinês disse ainda, diante de uma plateia de empresários e autoridades, que o "crescente protecionismo" e "ameaças no mundo", sociais e econômicas, podem comprometer o comércio internacional e o investimento, levando a uma "desaceleração" na economia mundial. "Temos que enfrentar as dificuldades que estão a comprometer nosso desenvolvimento econômico, propor novos caminhos para nossa indústria", afirmou. Segundo Xi Jinping, a China vai “abrir ainda mais o seu mercado”. Já o presidente russo declarou que a economia global "continua complexa" e deve cair em 2019 ao menor nível de crescimento nos últimos dez anos. "Temos visto crescimento de atitudes protecionistas, de problemas alfandegários, e os países do Brics têm que se esforçar para não se deixar abater por essas coisas. Temos que manter o nível de vida de nossas populações e até aumentá-lo", argumentou. Brics Antes de seguir para o Itamaraty, Bolsonaro fez um balanço do primeiro dia de atividades do encontro do Brics. Na quarta, ele teve reuniões bilaterais com Xi Jinping e com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e participou ao lado dos demais líderes do bloco do fórum empresarial e de um jantar. Segundo Bolsonaro, o balanço “é muito bom” e parece uma “reunião de velhos amigos”. Na quarta-feira, ele defendeu ampliar as relações comerciais com os países do bloco.
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14/11 - 'Prévia' do PIB medida pelo Banco Central registra alta de 0,44% em setembro
No 3º trimestre, economia registrou crescimento de 0,91%, segundo o IBC-Br. ‘Prévia’ do PIB medida pelo BC tem alta de 0,44% em setembro O nível de atividade da economia brasileira registrou alta de 0,44% em setembro, na comparação com agosto, indicou nesta quinta-feira (14) o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br). O indicador medido pelo Banco Central é considerado uma "prévia" do PIB. Com o resultado, a economia brasileira terminou o 3º trimestre com um crescimento de 0,91% frente aos 3 meses anteriores – maior alta trimestral desde o terceiro trimestre de 2018 (1,67%), segundo a agência Reuters. Na comparação com setembro de 2018, o IBC-Br subiu 2,11%, enquanto no acumulado em 12 meses o índice teve alta de 0,99%. A expansão do mês ficou acima do esperado pelo mercado. A mediana das projeções colhidas pelo Valor Data era de uma alta de 0,39%. Variação mensal do IBC-Br Economia G1 O resultado de setembro representa uma aceleração frente a alta de 0,22% registrada em agosto. Em julho, o indicador apontou estagnação (variação zero). O índice foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de compensação para comparar períodos diferentes). O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial do PIB do 3º trimestre será divulgado pelo IBGE no dia 3 de dezembro. No 1º trimestre, houve queda de 0,1% e, no 2º trimestre, alta de 0,4%. Perspectivas Os indicadores econômicos já divulgados mostram uma relativa melhora da economia no 3º trimestre, após uma perda do ritmo de recuperação no início do ano, apesar do desemprego ainda alto. Nesta semana, o IBGE divulgou que as vendas no varejo registraram a 5ª alta consecutiva em setembro, no melhor resultado para o mês em dez anos. O setor de serviços teve no mesmo mês o melhor desempenho para o mês desde 2014, zerando as perdas no ano. Já a produção industrial registrou a segunda alta mensal seguida. Os economistas das instituições financeiras projetam para 2019 uma alta de 0,92% para o PIB do Brasil, após um avanço de 1,3% em 2017 e 1,1% em 2018. A previsão do governo é de um crescimento de 0,9%. Para 2020, a estimativa do mercado subiu para 2,08%, de acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central. Diferenças entre PIB e IBC-Br O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB. No segundo trimestre, por exemplo, o indicador do BC recuou 0,1% na comparação com o primeiro, enquanto o PIB cresceu 0,4%. O cálculo dos dois têm diferenças metodológicas – o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Em relatório, o diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, disse que o resultado do IBC-Br “parece consistente com uma expansão do PIB de 0,4% a 0,5% no terceiro trimestre”. O analista já definiu o indicador do IBC-Br como uma “aproximação imperfeita” do PIB. Governo aumenta previsão do PIB para 0,9%, em 2019
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14/11 - Dólar opera em leve alta e se aproxima de R$ 4,20
Na véspera, a moeda dos EUA fechou em alta de 0,42%, vendida a R$ 4,1856, segunda maior cotação de fechamento da história. Notas de dólar REUTERS/Dado Ruvic O dólar opera com leve alta nesta quinta-feira (13), após ter encerrado o dia anterior na segunda maior cotação nominal de fechamento da história (desconsiderando a inflação), em véspera de feriado local. Às 14h11, a moeda norte-americana subia 0,15%, vendida a R$ 4,1917. Na máxima da sessão chegou a R$ 4,1982, e na mínima recuou a R$ 4,1636. Veja mais cotações. A sessão era marcada por dados fracos em importantes economias globais, enquanto no Chile a moeda voltava a mostrar firme desvalorização mesmo depois de o banco central local anunciar medidas para um peso em declínio, destaca a Reuters. Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,42%, vendida a R$ 4,1856 – maior cotação de fechamento desde a máxima histórica registrada em 13 de setembro do ano passado (R$ 4,1952). Na parcial de novembro, a moeda acumula alta de 4,38%. No ano, tem valorização de 8,04% frente ao real. O crescimento da produção industrial da China desacelerou significativamente mais do que o esperado em outubro. A produção industrial cresceu 4,7% em relação ao ano anterior em outubro, segundo dados oficiais divulgados na noite de quarta-feira. A agenda de indicadores desta quinta trouxe como destaque também o PIB da zona do euro, que apresentou expansão de 0,2% no 3º trimestre, o do Japão, que apresentou expansão de 0,1%, e o da Alemanha, que escapou de entrar em recessão técnica. "Apesar de modestos, os resultados vieram em linha com a expectativa de mercado e com o nosso entendimento de que o risco de recessão das principais economias globais tem se tornado menor", avaliou a equipe da XP Investimentos. O que explica a alta Analistas não descartam que seja questão de tempo a moeda bater um novo recorde histórico de fechamento, mas ressalvam que o nível de R$ 4,20 ainda funciona como uma forte resistência. "A questão é: se não tiver força para furar esse nível, o dólar volta, mas se a alta for substancial, você tem o acionamento de ordens automáticas de compras que vão retroalimentar os ganhos", disse à Reuters Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos. A última vez que o dólar ameaçou a linha de R$ 4,20 foi no fim de agosto, o que levou o Banco Central a anunciar uma operação extraordinária de venda de moeda no mercado à vista. Desde então, o BC tem feito troca de instrumentos (de swap cambial para dólar à vista), sem aumentar sua posição cambial líquida. A recente série de altas da moeda começou em 6 de novembro, depois da frustração com o leilão do excedente da cessão onerosa. O fortalecimento da moeda foi impulsionado ainda pelo aumento das incertezas políticas locais após a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, evento que coincidiu com escalada da instabilidade política em outras economias da América Latina, destaca a Reuters. Dólar vai a R$ 4,18: entenda as causas e efeitos na economia
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14/11 - PIB do Japão cresce a um ritmo anualizado de 0,2% no 3º trimestre
Foi o quarto trimestre consecutivo de crescimento, mas ficou abaixo do esperado. A economia do Japão se expandiu a um ritmo anualizado de 0,2% entre julho e setembro, registrando o quarto trimestre consecutivo de crescimento, mostraram dados do governo. A leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre ficou abaixo da mediana das estimativas dos economistas em pesquisa da Reuters (+0,8%) e veio depois de uma alta revisada de 1,8% entre abril e junho. Em base trimestral, o PIB aumentou 0,1%, menos que a taxa de 0,2% prevista. O consumo privado, que representa cerca de 60% da economia, cresceu 0,4%, e os gastos de capital aumentaram 0,9%, enquanto as exportações caíram 0,7%.
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14/11 - PIB da zona do euro cresceu 0,2% no 3º trimestre, confirmam dados oficiais
Na comparação anual, a alta foi de 1,2%. Alemanha evita recessão técnica. Nova nota de 100 euros Yara Nardi/Reuters A economia dos 19 países que fazem parte da zona do euro cresceu 0,2% no terceiro trimestre, na comparação com o período imediatamente anterior, segundo revisão divulgada nesta quinta-feira (14) pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Foi a mesma taxa registrada no 2º trimestre, confirmando um ritmo modesto de crescimento da região. Na comparação anual, a alta foi de 1,2%. A Alemanha escapou da recessão técnica ao registrar um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre, após uma queda de 0,2% no 2º trimestre, segundo divulgou nesta quinta o Escritório Federal de Estatísticas (Destatis). Risco de recessão na Europa é 'muito baixo', indica BCE O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis De Guindos, afirmou nesta quinta que a probabilidade de a economia europeia entrar em recessão é muito baixa, mas destacou que o bloco está passando por um período contínuo de crescimento abaixo do normal. O crescimento na Europa permanece "abaixo do potencial", disse De Guindos em uma conferência bancária do BNP Paribas, acrescentando que o BCE precisa "prestar muita atenção" à situação. Em sua opinião, o BCE precisaria expandir seu "kit de ferramentas" de política monetária, acrescentando outros instrumentos para que o banco central possa reagir a futuras desacelerações econômicas, mas ele não disse quais poderiam ser.
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14/11 - JBS tem lucro de R$ 356 milhões no 3º trimestre
Receita líquida cresceu 5,6% na comparação anual, para R$ 52,184 bilhões. Logo da JBS Paulo Whitaker/Reuters A JBS registrou um lucro líquido de R$ 356,7 milhões no 3º trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 133,5 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado, entretanto, ficou bem abaixo do lucro de R$ 2,18 bilhões registrado no 2º trimestre. A companhia de proteínas informou em balanço divulgado nesta quinta-feira (14) que apurou receita líquida de R$ 52,184 bilhões no período de julho a setembro, o que representa uma aumento anual de 5,6%. O destaque foi a operação brasileira, com aumento de 11,4% em relação ao 3º trimestre do ano passado. "Aproximadamente 73% das vendas globais da JBS foram realizadas nos mercados domésticos em que a companhia atua, e 27% por meio de exportações", informou. As vendas da Seara subiram 7,4%, para 5,4 bilhões de reais, com um aumento de 10 por cento nos preços ajudando a minimizar redução de 2,3% nos volumes vendidos, destaca a Reuters. A empresa também citou um crescimento de 19% na exportação de suínos da Seara. As vendas de frango e suínos da unidade para a China cresceram 46% em dólares. Na unidade dos Estados Unidos, que inclui Austrália e Canadá, a receita líquida foi de US$ 5,6 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 3,8% na base anual, apoiada principalmente em aumento de 3,2% nos preços enquanto os volumes ficaram praticamente estáveis. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Editada) ajustado da JBS no terceiro trimestre foi de R$ 5,92 bilhões, salto de 33,6% sobre o mesmo período do ano passado.
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14/11 - Economia da Alemanha cresce 0,1% no 3º trimestre e escapa de recessão
Resultado do PIB do 2º trimestre foi revisado para uma queda maior, de 0,2%, ao invés do 0,1% anunciado na primeira estimativa. Prédio do Reichstag, em Berlim. Ingo Joseph/Pexels A Alemanha registrou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre, escapando por pouco da recessão técnica, impulsionada por fortes gastos do consumidor, mostraram dados preliminares divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Escritório Federal de Estatísticas (Destatis). Ao mesmo tempo, o Destatis revisou em baixa o resultado do segundo trimestre de 2019, com uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,2%, ao invés do 0,1% anunciado na primeira estimativa. Na comparação anual, o PIB da maior economia da Europa cresceu 0,5% de julho a setembro, após expansão de 0,3% de abril a junho, mostraram números oficiais dessazonalizados. Analistas consultados pela Reuters esperavam contração na economia alemã de 0,1% no terceiro trimestre e expansão de 0,5% ano a ano, com ajuste sazonal. Economistas consideram que um país entra em recessão técnica ao registrar dois trimestres seguidos de retração.
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14/11 - Entenda por que é perigoso usar o WhatsApp Web em computadores públicos
Saiba também se é possível recuperar dados de um celular após a restauração das configurações de fábrica. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras. Sessões do WhatsApp Web devem ser encerradas dentro do aplicativo do WhatsApp. Reprodução Mensagens sem autorização no WhatsApp Chegando no trabalho, fui chamado por uma colega para me alertar que "eu tinha postado foto em grupo errado". Como assim? Desconhecia o conteúdo. No dia anterior, tinha ido a uma "lan house" para imprimir boleto e usei o "WhatsApp Web" para baixar o documento. A permanência na lan house pode ter ocasionado essa postagem? É possível alguém clonar meu número? Por que fariam isso para me ridicularizar? A foto foi postada em dois grupos e um familiar. Pedi desculpas aos grupos, pelo constrangimento gerado sem minha vontade. – Marcos Marque Marcos, não é possível saber por que decidiram fazer isso. De qualquer forma, não é possível que tenham clonado seu número por causa disso. O problema, no entanto, foi o acesso ao WhatsApp Web. O WhatsApp Web não deve ser usado em nenhum computador público, nem mesmo em computadores compartilhados ou de outras pessoas. Alguém pode ter conseguido acesso ao seu WhatsApp de forma acidental (porque tentou abrir o WhatsApp Web que você deixou aberto, por exemplo) e resolveu fazer uma "brincadeira" de mau gosto. Também existe a possibilidade de que foi algo planejado, ou seja, que alguém instalou um programa de monitoramento que gravou sua sessão aberta e impediu o fechamento dela. Existem dois riscos principais: Se um software espião estiver ativo no computador, todas as suas mensagens do WhatsApp podem ser armazenadas. Você não precisa clicar para abrir uma conversa; quando a sessão é autorizada, todas as suas mensagens ficam expostas para qualquer software que estiver instalado na máquina. A sessão do WhatsApp Web não é encerrada quando você fecha o navegador. É obrigatório utilizar a configuração do WhatsApp Web no seu celular para finalizar sessões abertas. Se você se esquecer disso, a sessão do WhatsApp Web continuará aberta e outras pessoas que usarem o computador poderão enviar mensagens pela sua conta. De modo geral, não é seguro abrir nenhuma conta (e-mail, armazenamento em nuvem ou outras) em qualquer computador que não seja particular. Se você precisa de acesso a algum arquivo em um computador público, você pode utilizar um link de compartilhamento a partir de um serviço de armazenamento (como Google Drive ou OneDrive) e acessar esse link, sem fazer login no computador público. Se você tem essa necessidade com muita frequência, você pode criar uma conta de e-mail exclusiva para ser acessada em computadores públicos. Envie os arquivos que você precisa para essa conta e nada mais. Mude sua senha após cada acesso. Você também pode usar um pendrive se o seu celular for compatível com armazenamento externo. Há pen drives compatíveis com celulares e computadores que facilitam a troca de dados entre ambos. Alguns HDs externos também podem receber arquivo via Wi-Fi, mas eles são mais raros no mercado brasileiro. Lembre-se de formatar seu pen drive após usá-lo em um computador público, já que existe o risco de contaminação por vírus. Embora existam ferramentas "imunizadoras", a única prática que garante que o pen drive fique livre de vírus é a formatação. Ao reconectar o pen drive no seu computador, clique com o botão direito na unidade do pen drive e escolha "Formatar" (isso vai apagar todos os dados armazenados). O blog não recomenda conectar o celular diretamente por USB em computadores de terceiros. Quanto mais restrito for o contato entre o computador público e seus dispositivos e serviços on-line, menor a chance de problemas. Muitos celulares já vêm criptografados de fábrica, o que dificulta ou até impede totalmente a recuperação dos dados. O cartão SD tende a ficar de fora da proteção, mas também pode ser protegido. Reprodução Recuperar dados de telefone antigo Alguém consegue entrar no meu WhatsApp através de um celular que eu usava, sendo que resetei para o padrão de fábrica? Alguém consegue invadir os meus dados, fotos, e app através desse mesmo celular que não uso mais? – Roberta Oliveira Roberta, a maioria dos telefones hoje utiliza criptografia. Isso garante a segurança do armazenamento do dispositivo: mesmo que você retire o chip físico de memória da placa lógica do celular e o coloque em uma leitora para acesso direto, os dados estarão embaralhados. Essa proteção normalmente não inclui o que está no cartão micro SD, mas, desde que você retire o cartão do aparelho, isso não é um problema. Quando você redefine o celular para o padrão de fábrica, o sistema deve eliminar a chave que permitia decifrar os dados. Na prática, seus dados deveriam ser irrecuperáveis. Infelizmente, alguns celulares possuem vulnerabilidades que permitem resgatar arquivos após o processo de redefinição. No entanto, é preciso conhecimento dessas falhas — ou seja, alguém não encontraria esses arquivos no seu telefone por acaso. Seria algo muito calculado e proposital. Se você usava um iPhone ou um Android mais recente (que veio de fábrica com versão 6 ou superior), a chance de problemas é menor. Celulares muito antigos (Android 5 e anterior) não devem ser repassados nem vendidos — eles estão obsoletos e devem ser descartados ou, no máximo, aproveitados em funções de menor importância, como fazer e receber chamadas, ouvir música ou assistir filmes e séries por streaming, jogar, entre outros. Na dúvida, você pode alterar a sua senha dos serviços como iCloud ou conta Google para que todas as autenticações armazenadas no telefone antigo não sejam mais válidas. Você pode conferir os seus dispositivos na Conta Google e remover os que não usa mais. Lá, você também pode checar se a autenticação do dispositivo foi utilizada recentemente para acesso à sua conta. De qualquer forma, no caso específico do WhatsApp, ele não pode ser acessado. Quando você ativa o WhatsApp em um aparelho novo, a sua identificação no WhatsApp muda. Mesmo que a chave do celular antigo seja recuperada, ela não dá mais acesso à sua conta. Se o telefone não tinha criptografia, aí será relativamente "fácil" recuperar os dados. Quer dizer, não é tão fácil assim, mas é bem mais simples do que nas situações em que a criptografia foi usada. Vale a pena saber: navegar na internet é uma das atividades mais perigosas, porque o navegador está em constante contato com conteúdo de origens diversas. Em aparelhos muito antigos, limite-se a apps de conteúdo confiável e evite links externos para garantir a integridade do sistema. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Selo Altieres Rohr Ilustração: G1
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14/11 - Fim de ano abre milhares de vagas temporárias e esporádicas; veja como funciona cada contratação
Além das vagas temporárias, que são o principal recurso usado pelas empresas para atender à demanda extra de serviços, há ainda as vagas intermitentes, que atendem à necessidade de trabalhos em períodos alternados. Oferta de vagas de trabalho temporário para Natal deve ser a maior dos últimos anos Para atender à demanda de final de ano, os últimos meses do ano trazem milhares de oportunidades temporárias e esporádicas de trabalho abertas pelos setores de comércio e serviços e são uma forma de os desempregados voltarem ao mercado de trabalho. Além das vagas temporárias, que são o principal recurso usado pelas empresas para atender à demanda extra de serviços por um período determinado, há ainda as vagas intermitentes, que atendem à necessidade de trabalhos esporádicos, em períodos alternados. Porém, apesar de ambas as modalidades preverem direitos trabalhistas como férias, 13º e FGTS, as formas de contratação são distintas e têm finalidades diferentes. Os especialistas em Direito de Trabalho afirmam que os trabalhadores intermitentes não podem ser contratados para vagas temporárias. "O intermitente atua na empresa de forma esporádica e/ou excepcional e sem exclusividade, apenas para cumprir determinadas tarefas em determinados momentos, quando convocado, podendo atuar por horas, dias ou meses. Já o trabalhador temporário está diretamente associado à prestação de serviços destinados a atender à necessidade transitória de substituição de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços, em períodos específicos", explica o advogado Luiz Andrade, do Baraldi Mélega Advogados. Oferta de emprego temporário no varejo será a maior em 6 anos; veja setores com mais vagas e dicas para ser efetivado Decreto regulamenta trabalho temporário; veja principais pontos Em quase 2 anos de reforma trabalhista, 15% das vagas criadas no país são para intermitentes Veja abaixo como funciona cada uma das modalidades de contratação. Trabalho temporário O trabalho temporário tem legislação própria e o empregado tem praticamente os mesmos direitos do funcionário efetivo, que são: Salário equivalente ao da categoria Jornada de 8 horas Horas extras Adicional por trabalho noturno Repouso semanal remunerado Seguro acidente de trabalho Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) Férias e 13º salário proporcionais Contribuição previdenciária De acordo com Andrade, o trabalhador é contratado por uma empresa de trabalho temporário, que o coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços, para suprir a necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou para atender à demanda complementar de serviços. "Isso significa que a contratação não se pode dar de forma direta; a empresa interessada em um empregado temporário deverá procurar uma prestadora de serviços, sendo de responsabilidade da prestadora remunerar e dirigir o trabalho do empregado concedido à tomadora", alerta. A empresa tomadora de serviços (contratante do trabalhador temporário) deverá garantir as condições de segurança, higiene e salubridade do local de trabalho, bem como a alimentação e eventual atendimento médico. O contrato de trabalho do empregado temporário é por prazo determinado, não podendo exceder 180 dias, podendo ser ampliado por mais 90 dias, totalizando 270 dias (9 meses). Depois desse prazo, o empregado só poderá ser recontratado como temporário após 90 dias do término do contrato de trabalho, ressalta Andrade. No momento da contratação do empregado temporário deverá constar os motivos para contratação, e a empresa tomadora não pode utilizá-lo para atividades distintas daquelas especificadas em seu contrato de trabalho, ressalta Andrade. As principais características do trabalho temporário, segundo a advogada Lariane Pinto Del-Vecchio, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, são: A empresa contratante deve ter um registro prévio na Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia; O contrato deve ser por escrito e deve conter a qualificação das partes, especificação de serviços prestados, prazo de prestação de serviços e valor; O prazo normal do contrato pode ser de até 180 dias, podendo ser prorrogados por mais 90 dias totalizando 270 dias; A empresa tomadora do serviço deve garantir as mesmas condições de segurança, higiene e salubridade de seus trabalhadores; É necessário estabelecer contrato de prestação de serviço entre tomadora de serviços e a empresa de trabalho temporário. O advogado trabalhista Daniel Moreno, do Magalhães & Moreno Advogados, destaca que o contrato temporário é permitido apenas nos casos de necessidades temporárias e transitórias de mão de obra, como, por exemplo, a indústria de chocolates na época da Páscoa. "Porém, afim de suprimir direitos dos trabalhadores, algumas empresas tentam se valer dessa modalidade de contrato de forma irregular, contratando trabalhadores temporários sem uma justificativa real de aumento de demanda. Nesses casos, se acionado, o Judiciário poderá afastar a modalidade contratual temporária e, consequentemente, condenar a empresa ao pagamento das respectivas diferenças", diz. Ruslan Stuchi, sócio do Stuchi Advogados, afirma que os principais problemas enfrentados pelo trabalhador temporário estão relacionados ao FGTS e aos direitos previdenciários. "Em caso de acidente de trabalho, e o funcionário ficar incapacitado por mais de 15 dias, ele terá direito à estabilidade", afirma. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a oferta de vagas temporárias para o Natal de 2019 será a maior em seis anos. Segundo projeção da entidade, serão contratados 91 mil trabalhadores temporários neste fim de ano para atender ao aumento das vendas. O número é 4% maior do que o registrado em 2018 (87,5 mil). Oito em cada 10 vagas deverão ser preenchidas por vendedores (57 mil), operadores de caixa (13 mil) e pessoal de almoxarifado (4,6 mil). Trabalho intermitente 121 mil empregos formais são criados em agosto; trabalho intermitente cresce O contrato de trabalho intermitente é uma prestação de serviços em períodos alternados, e o trabalhador é remunerado de maneira proporcional, somente pelo período trabalhado. Além disso, a prestação de serviços esporádica deve ser registrada em carteira e há direitos trabalhistas previstos como férias e 13º proporcionais e depósito do FGTS. As principais características do trabalho intermitente são: Alternância de períodos de trabalho e de inatividade em horas, dias ou meses previamente determinados e trabalho não contínuo, mas com subordinação ao empregador; O trabalhador intermitente deve ser convocado com pelo menos três dias de antecedência e ele tem 24 horas para aceitar o trabalho; Contrato de trabalho deve ser obrigatoriamente escrito, especificando valor da hora ou do dia trabalhado, local e prazo para o pagamento, local de trabalho, turnos e formato de reparação recíproca para o caso de cancelamento de um trabalho previamente agendado; O trabalhador é convocado somente quando for necessário para a empresa. Não há jornada de trabalho mínima, somente máxima, que são 8 horas diárias e 44 horas semanais. O tempo excedido deverá ser remunerado com o adicional de horas extras; A empresa pode contratar para trabalhar apenas aos finais de semana ou na última semana do Natal, por exemplo. A alternância de períodos, com contrato celebrado por escrito contendo o valor da hora de trabalho e o pagamento ocorrendo ao final de cada prestação de serviço, não configura vínculo empregatício. De acordo com o advogado Giovanni Magalhães, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, o trabalhador intermitente tem o direito de receber a remuneração acordada no contrato de trabalho, férias proporcionais mais um terço, 13º salário e repouso semanal remunerado. A remuneração paga não pode ser inferior ao salário mínimo e todas as verbas devidas proporcionais devem ser pagas ao final de cada período de prestação de serviço, tudo registrado em recibo de pagamento. Ou seja, se o pagamento for por hora trabalhada, o valor do período não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou dos demais empregados do estabelecimento com a mesma função. E o empregado recebe após cada período de prestação de serviços a remuneração acrescida de férias mais 1/3 e 13º salário proporcionais. Além disso, o empregador é responsável pelas contribuições previdenciárias e pagamento do FGTS. O trabalhador intermitente tem ainda direito a férias quando o período de trabalho for superior a 12 meses para um mesmo empregador e pode parcelá-las em até três períodos, segundo Magalhães. O contrato de trabalho, de acordo com os advogados, é automaticamente reincidido após 12 meses de inatividade e a rescisão, quando o trabalhador não for demitido por justa causa ou por rescisão indireta, ele deve receber metade do valor do aviso prévio, 20% sobre o valor do saldo de FGTS e as demais verbas trabalhistas pagas integralmente. Ao contrário do contrato temporário, que exige a intermediação de uma prestadora de serviços na contratação para a empresa tomadora de serviços, no trabalho intermitente, a relação empresa e trabalhador é bilateral, ou seja, a empresa pode contratar o profissional diretamente. Desde que a modalidade de contratação entrou em vigor, em novembro de 2017, até setembro deste ano, foram criadas 115,3 mil vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. O número de postos gerados representa 12% do total de vagas criadas no mesmo período no país (962 mil). Cerca de 70% dessas vagas foram abertas nos setores de comércio e serviços. Em 2018, foram quase 52 mil vagas intermitentes, 9,4% do total de 545,6 mil postos criados. Os meses de novembro e dezembro foram os que tiveram maior saldo de vagas. Já neste ano, até setembro, 58 mil vagas foram abertas - 7,6% do total de 762 mil vagas. Os meses de maio e junho, que têm aumento de vendas por causa do Dia das Mães e Dia dos Namorados, registraram maior procura por intermitentes. Veja abaixo: Saldo de vagas de trabalho intermitente e total de postos criados Arte/G1
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14/11 - Calendário PIS-Pasep 2019-2020: pagamento de abono salarial para nascidos em novembro começa nesta quinta
Pagamentos irão até junho de 2020. Quem nasceu nos meses de julho a dezembro receberá o benefício ainda no ano de 2019. Calendário do PIS Pasep Reprodução/TV Globo Começa a ser pago nesta quinta-feira (14) o abono salarial PIS do calendário 2019-2020, ano-base 2018, para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em novembro. O PIS é pago na Caixa Econômica Federal. Também será liberado o Pasep, que é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil, para quem tem final da inscrição 4. Quem nasceu nos meses de julho a dezembro ou tem número final de inscrição entre 0 e 4 receberá o benefício ainda no ano de 2019. Já os nascidos entre janeiro e junho e com número de inscrição entre 5 e 9 receberão no primeiro trimestre de 2020. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2020, prazo final para o recebimento. O valor do abono varia de R$ 84 a R$ 998, dependendo do período trabalhado formalmente em 2018. No caso do PIS, mais de 1,8 milhões de trabalhadores receberão o abono em outubro, totalizando R$ 1,3 bilhões, segundo a Caixa. No total, serão cerca de R$ 16,5 bilhões para mais de 21,6 milhões de beneficiários do PIS até o final do calendário. Calendário de pagamento do PIS Reprodução/DOU Calendário de pagamento do Pasep Reprodução/DOU Quem tem direito Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2018. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2018. Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa Econômica Federal, e os servidores públicos, no Banco do Brasil. É preciso apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep. No caso do PIS, para quem é correntista da Caixa, o pagamento é feito 2 dias antes do restante dos outros trabalhadores. Já no caso do Pasep, o crédito em conta para correntistas do Banco do Brasil será efetuado a partir do 3º dia útil anterior ao início de cada período de pagamento. Valor depende dos meses trabalhados O valor do abono é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2018 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2018 completo. Por exemplo, se o período trabalhado foi de 12 meses, vai receber o valor integral do benefício, que é de um salário mínimo (R$ 998). Se trabalhou por apenas um mês, vai receber o equivalente a 1/12 do salário (R$ 83), e assim sucessivamente. Para saber se tem direito e como sacar Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação. Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos. Veja como localizar o número do PIS na internet Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.
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14/11 - Cúpula do Brics reúne líderes do bloco em Brasília nesta quinta; veja roteiro e temas
Chefes de Estado e de governo de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul vão emitir declaração conjunta. Pauta inclui crises regionais, clima e economia. Líderes políticos de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reúnem em Brasília, nesta quinta-feira (14) para a 11ª Cúpula dos Brics. O encontro acontece no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, desenhada por Oscar Niemeyer. As comitivas chegaram a Brasília na terça (12) e na quarta (13). Além do presidente Jair Bolsonaro, estão na capital: o presidente da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o presidente da China, Xi Jinping; o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Na manhã desta quinta, os cinco se reúnem no Itamaraty em duas sessões: uma fechada e outra aberta, com transmissão. Em seguida, participam de um diálogo com empresários e com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como “Banco do Brics”. O banco foi criado em 2014, com US$ 50 bilhões de capital previsto e objetivo de financiar projetos de infraestrutura nos cinco países. A representação do NDB no Brasil, com sede em São Paulo e escritório em Brasília, deve ser inaugurada durante a cúpula, de acordo com o Itamaraty. Declaração de Brasília Ao fim do encontro, os países emitirão uma carta conjunta, a ser denominada “Declaração de Brasília”. O texto vem sendo preparado há semanas pelos “sherpas”, nome dado ao principal negociador de cada país no Brics. A expectativa, segundo fontes do Itamaraty, é de que a declaração avance sobre pontos sensíveis da geopolítica mundial, como as mudanças climáticas e os conflitos no Oriente Médio. Temas regionais – como a instabilidade política na América Latina, o conflito na Caxemira e os protestos em Hong Kong – podem entrar, mas de modo indireto. Em edições anteriores, os países avançaram sobre temas polêmicos. Em 2017, por exemplo, a cúpula condenou a realização de testes nucleares na Coreia do Norte e o terrorismo no Afeganistão, além de reiterar a “necessidade urgente de uma solução justa, duradoura e abrangente para o conflito israelo-palestino”. Em 2018, o grupo conclamou os demais países a implementar plenamente o Acordo do Clima de Paris, e cobrou que países desenvolvidos financiem ações sustentáveis no terceiro mundo. Também condenou o uso de armas químicas nos conflitos na Síria. Cúpula do Brics começa em Brasília com foco em economia e comércio Primeiro dia No primeiro dia de evento, nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro recebeu em reuniões bilaterais o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Na primeira reunião, no Palácio Itamaraty, Brasil e China assinaram protocolos para ampliar a cooperação e os investimentos coordenados em áreas como logística e telecomunicações. Ao fim, Bolsonaro disse que o país asiático “cada vez mais faz parte do futuro do Brasil”. A reunião com Narendra Modi foi no Palácio do Planalto, à tarde. Segundo o Palácio do Planalto, o governo brasileiro deseja aprofundar a cooperação entre os países em áreas como biocombustíveis e ciência e tecnologia. Os cinco chefes de Estado se reuniram, também, no encerramento de um fórum de empresários dos Brics, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No discurso, Bolsonaro afirmou que quer ampliar os negócios com os demais países do bloco. Vladimir Putin e Xi Jinping criticaram o crescimento de medidas protecionistas no mundo. Argumentaram que a economia retornará ao patamar de dez anos atrás e, por isso, os países do Brics precisam adotar algumas ações. Narendra Modi, por sua vez, pediu aos países que identifiquem setores empresariais considerados "prioritários" para o grupo nos próximos 10 anos. E o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse que cada oportunidade de fazer negócios, investir e colaborar é também uma oportunidade de os países do Brics compartilharem conhecimento e desenvolver a parceria internacional.
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14/11 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim abre processo seletivo na área da saúde
Processo seletivo é para contratação de 46 agentes comunitários de saúde e 19 agentes de combate a endemias, além de cadastro de reserva. Salário é de R$ 1.250,00. A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim abriu um processo seletivo, nesta quarta-feira (13), para contratação de 46 agentes comunitários de saúde e 19 agentes de combate a endemias, além de cadastro de reserva. Confira o edital. Há vagas para agentes de saúde e agentes de endemias Divulgação/PMCI Para ambas as funções a carga horária é de 40 horas semanais e a remuneração, R$ 1.250,00. Das vagas disponíveis, 5% são reservadas para candidatos com deficiência. Os interessados terão até o dia 29 de novembro para efetuarem as inscrições, que devem ser feitas pelo endereço eletrônico da instituição contratada para realizar a seleção: www.incpconcursos.org.br. A seleção será composta por prova objetiva, prova de títulos e comprovação documental. A prova objetiva será aplicada no dia 12 de janeiro de 2020, em dois turnos. Pela manhã, farão a avaliação os inscritos para agente comunitário de saúde, e à tarde, será a vez dos candidatos a agente de combate a endemias. A prova terá 40 questões e duração de três horas. Para realizar a avaliação, o candidato terá de portar o Comprovante de Convocação para Prova (CCP) – que poderá ser retirado exclusivamente no site do INCP – , documento original de identificação oficial com foto e caneta esferográfica de tinta azul ou preta (tinta fixa), de material transparente. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Espírito Santo
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13/11 - MP para incentivar contratação de jovens também altera legislação trabalhista
Além das regras do programa Verde Amarelo, MP assinada na última segunda-feira (11) flexibiliza o trabalho aos domingos e aumenta a carga horária de bancários. Além de criar o programa Verde Amarelo, destinado a incentivar a contratação de jovens, a medida provisória 950 assinada na última segunda-feira (11) também alterou uma série de regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as mudanças, está a ampliação da possibilidade de trabalho aos domingos, abertura de agências bancárias aos sábados e aumento da carga horária de bancários para oito horas diárias. Por se tratar de uma MP, as alterações entraram em vigor de imediato. Se o Congresso Nacional não votar a medida em até 120 dias, a MP perde a validade. O Congresso ainda poder alterar ou mesmo rejeitar a medida provisória. Veja abaixo as principais mudanças na legislação trabalhista feitas pela MP. Programa do governo de incentivo à contratação de jovens gera discussão jurídica Trabalho aos domingos COMO ERA: A CLT prevê descanso semanal de 24 horas consecutivas ao trabalhador. Esse descanso deve coincidir com o domingo. Em caso de serviço que exija trabalho aos domingos, será estabelecida escala de revezamento, além de ser necessária permissão prévia da autoridade competente. COMO FICOU: Para os setores de comércio e serviços, o repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo no mínimo uma vez, em um período máximo de quatro semanas: para o setor industrial, o trabalhador terá de folgar pelo menos um domingo em um período máximo de sete semanas. O texto ainda prevê que o trabalho aos domingos e aos feriados será remunerado em dobro, exceto se o empregador determinar outro dia de folga para compensar o trabalho ao domingo. Bancários COMO ERA: A jornada de trabalho de bancários era de seis horas contínuas nos dias úteis, com exceção dos sábados. A jornada de seis horas não se aplicava a funções de direção, gerência, fiscalização e chefia. COMO FICOU: A medida retira a restrição de trabalho aos sábados. A MP prevê ainda que a jornada de trabalho de seis horas diárias – com 30 horas semanais – só vale para os trabalhadores de bancos que operam exclusivamente no caixa. Para os demais bancários, a jornada será de oito horas, com permissão de jornada superior mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Multa do FGTS COMO ERA: Em caso de demissão sem justa causa, as empresas pagavam 40% do valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador e 10% para o governo. COMO FICOU: A MP acabou com a multa adicional de 10% do FGTS, cobrada das empresas, nas demissões sem justa causa. A MP não altera, porém, a multa de 40% que os trabalhadores recebem na demissão sem justa causa – que continuará sendo paga normalmente pelos patrões.
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13/11 - Tire suas dúvidas sobre a reforma da Previdência
Tire suas dúvidas sobre a reforma da Previdência
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13/11 - Natura tem lucro abaixo das previsões no terceiro trimestre
Fabricante brasileira de cosméticos teve lucro líquido de R$ 68,6 milhões no período, queda de 48,4% ante mesma etapa de 2018. A Natura registrou lucro e resultado operacional abaixo das estimativas de analistas no terceiro trimestre, em meio a maiores investimentos e despesas não recorrentes com a compra da rival Avon. Loja da Natura no shopping Morumbi, em São Paulo Taís Laporta/G1 A fabricante brasileira de cosméticos anunciou nesta quarta-feira (13) que teve lucro líquido de R$ 68,6 milhões no período, queda de 48,4% ante mesma etapa de 2018 e bem abaixo da previsão média de analistas compilada pela Refinitiv, de R$ 145,6 milhões. Já o resultado medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 398,9 milhões entre julho e setembro, declínio de 17,4% ano a ano e menor do que os R$ 480,3 milhões da pesquisa Refinitiv. Mais cedo, a Natura informou que a compra da Avon foi aprovada por acionistas de ambas as empresas.
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13/11 - Banco Central chileno anuncia injeção de US$ 4 bi para frear a queda do peso
Em um comunicado, o BC local informou que decidiu intervir no câmbio para 'mitigar eventuais tensões' nos mercados financeiros. O Banco Central de Chile anunciou a injeção de US$ 4 bilhões por meio de leilões de 30 a 90 dias para frear a queda do peso local. A moeda local voltou a fechar em um mínimo histórico nesta quarta-feira (13). Em um comunicado, o BC chileno informou que tomou essa decisão para "mitigar eventuais tensões" nos mercados financeiros, "com a combinação dos acontecimentos sociais recentes e a menor liquidez que usualmente se observa na última etapa do ano". Manifestantes entra em confronto com as forças de segurança e se protegem de jato d'água no Chile Reuters O peso chileno caiu 1,5% nesta quarta, a 794,97 por dólar, registrando seu mínimo histórico no fechamento, em meio à convulsão social que afeta o país sul-americano há quase um mês. Protestos no Chile: os 3 acordos nacionais que Piñera propõe para tentar conter a violência política Na terça-feira, a moeda local fechou a 783 pesos por dólar. Antes da crise, o menor valor histórico havia sido registrado em outubro de 2002, quando chegou a ser cotado a 761 pesos por dólar. As preocupações com a paralisia do comércio, que funciona a conta-gotas em Santiago devido aos incidentes gerados durante os protestos, e a falta de certeza sobre como a situação política se refletiram na queda livre da moeda local.
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13/11 - Bolsonaro diz a líderes do Brics que quer ampliar negócios com países do grupo
Presidente deu declaração ao participar do Fórum Empresarial do Brics. No evento, Vladimir Putin (Rússia) e Xi Jinping (China) criticaram crescimento de medidas protecionistas no mundo. Bolsonaro discursa durante reunião da cúpula dos Brics em Brasília O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (13) aos líderes do Brics que quer ampliar os negócios com os países do grupo. O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Bolsonaro deu a declaração ao participar, em Brasília, da cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial do bloco. "Os empresários que estão aqui hoje presentes alimentam uma esperança muito grande no novo governo. Queremos, sim, ampliar e facilitar cada vez mais o ambiente de negócios. As oportunidades são muitas, o Brasil nunca esteve num patamar como o nosso momento", afirmou. Cúpula do Brics começa em Brasília com foco em economia e comércio Segundo Bolsonaro, o comércio do Brasil com os países do Brics somou US$ 110 bilhões em 2018 e, diante disso, o governo tem feito "o dever de casa" para tornar o Brasil mais atraente para negócios, propondo, por exemplo, algumas reformas. "O Brasil ainda tem um caminho a percorrer, novas reformas se apresentam para nós, para que nós possamos ter a certeza de que o ambiente de negócios do Brasil cada vez se torne mais atrativo. O Brasil é um dos poucos países do mundo que têm um amplo mercado, das mais variadas oportunidades, para oferecer a todos", disse. Bolsonaro defendeu ainda a adoção de "medidas de aproximação" que demonstrem que o Brasil quer cada vez mais fazer negócios com o Brics. O presidente disse ainda que os chefes de Estado são "muitas vezes" o "cartão de visita" um para o outro, o que demonstra estarem de "braços abertos" para um ambiente de negócios "mais profundo e diversificado" no Brics. Depois do encontro empresarial, à noite, os líderes do Brics foram a um jantar no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. Cúpula do Brics começa em Brasília com foco em economia e comércio Críticas ao protecionismo Durante o encontro empresarial em Brasília, o presidente da China, Xi Jinping, afirmou que o momento é de "grandes transformações" em todo o mundo, o que, para ele, gera "inúmeras oportunidades, mas também desafios". Xi Jinping disse ainda que o "crescente protecionismo" e "ameaças no mundo", sociais e econômicas, podem comprometer o comércio internacional e o investimento, levando a uma "desaceleração" na economia mundial. "Temos que enfrentar as dificuldades que estão a comprometer nosso desenvolvimento econômico, propor novos caminhos para nossa indústria", afirmou. "A decisão da China de abrir ainda mais o seu mercado continua, portanto, temos a mesma perspectiva de aumentar o nosso crescimento no futuro. Queremos abrir nossa economia, aumentar nossas importações e exportações e criar ambiente favorável no nosso país", acrescentou. Também presente ao fórum, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a economia global "continua complexa" e deve cair em 2019 ao menor nível de crescimento nos últimos dez anos. Diante disso, ressaltou, os países do Brics devem contribuir para melhorar esse cenário. "Temos visto crescimento de atitudes protecionistas, de problemas alfandegários, e os países do Brics têm que se esforçar para não se deixar abater por essas coisas. Temos que manter o nível de vida de nossa populações e até aumentá-las", completou. Saiba o que cada líder do Brics falou no discurso em Brasília Setores 'prioritários' para o Brics Terceiro a discursar nesta quarta-feira, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pediu aos países que identifiquem setores empresariais considerados "prioritários" para o grupo nos próximos 10 anos. Para ele, é possível incentivar, por exemplo, a circulação de pessoas entre os países do Brics, seja para turismo, negócios ou trabalho. "A estabilidade política, previsibilidade e reformas propícias ao empresariado tornaram a Índia a economia mais próspera e aberta dos dias de hoje. [...] Há possibilidades ilimitadas na Índia. Convido as empresas dos países Brics que tirem proveito dessas oportunidades de negócios, para que criem e ampliem suas possibilidades na Índia", acrescentou. Fórum do Brics reúne líderes mundiais e empresários Primeiro a discursar no evento empresarial, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse que cada oportunidade de fazer negócios, investir e colaborar é também uma oportunidade de os países do Brics compartilharem conhecimento e desenvolver a parceria internacional. "O benefício dessas parcerias é claro e visível em todos os nossos países. Na África do Sul, somos o pais que acolhe os fabricante de ônibus do Brasil, de trens da Rússia, entre outros segmentos de negócio. Também, empresas automotivas da Índia, e fabricante e produtores de maquinário e telecomunicações da China", afirmou. Ramaphosa disse também que o continente africano tem aberto "enormes oportunidades de crescimento".
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13/11 - IBGE reduz em 0,5% previsão de safra de café do Brasil de 2019
Na comparação com 2018, ano de alta do ciclo bianual do café arábica, a produção em 2019 teve queda de 16,5%, segundo o IBGE. A safra do café, já colhida, é estimada em 50 milhões de sacas em 2019. Globo Rural A safra de café do Brasil de 2019, já colhida, foi estimada nesta quarta-feira (13) em 50 milhões de sacas de 60 kg, redução de 0,5% ante a projeção do mês anterior, de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com 2018, ano de alta do ciclo bianual do café arábica, a produção em 2019 teve queda de 16,5%, segundo o IBGE. Para o arábica, a produção estimada foi de 34,8 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 0,8% em relação ao mês anterior. No Espírito Santo, as estimativas declinaram 8,7% em decorrência da queda de 8,5% no rendimento médio, explicou o instituto. A área plantada e a área a ser colhida declinaram 0,1%, acrescentou o IBGE em relatório. Para o café conilon, a produção do Brasil foi estimada 15,2 milhões de sacas de 60 kg, alta de 0,1% em relação ao mês anterior.
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13/11 - Celulares pré-pagos com cadastros desatualizados serão bloqueados em 17 estados, diz Anatel
Medida vale para Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que celulares pré-pagos que não tiverem cadastro atualizado depois de terem recebido notificação das operadoras terão as linhas bloqueadas na próxima segunda-feira (18). A medida vale para consumidores dos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo. Celulares pré-pagos estão perdendo espaço para os pós no Brasil Segundo a Anatel, menos de 1% dos 91 milhões de celulares pré-pagos dessas regiões apresenta alguma pendência cadastral. Esta é última fase da campanha de comunicação aos consumidores com cadastros desatualizados, realizada pelas operadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Tim e Vivo, dentro do Projeto Cadastro Pré-Pago, acompanhado pela Anatel. O objetivo, segundo a agência, é garantir uma base cadastral "correta e atualizada", a fim de evitar a ocorrência de fraudes (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, ampliar a segurança dos consumidores. Como atualizar o cadastro Quem tiver a linha pré-paga bloqueada poderá fazer a atualização dos dados cadastrais junto à sua prestadora por meio dos canais de atendimento, como call center e espaço reservado ao consumidor na internet. Nesse contato, devem ser informados o nome completo e o endereço com o número do CEP. No caso de pessoa física, é necessário o número do CPF e, para pessoa jurídica, o CNPJ. Também poderão ser solicitadas informações adicionais de validação do cadastro. Para garantir que o SMS de solicitação de recadastramento recebido foi, de fato, encaminhado pela prestadora contratada, o consumidor pode conferir os números utilizados pelas prestadoras para envio destas mensagens na página Cadastro Pré-Pago, no portal da Anatel na internet. Linhas bloqueadas em outros estados O Projeto Cadastro Pré-Pago foi dividido em 3 etapas. A primeira, que se termina nesta segunda, foi voltada à notificação dos consumidores com cadastro desatualizado. Ela foi subdividida em três fases: entre abril e agosto últimos, envolveu linha com código 62, do estado de Goiás, onde 4,3 mil linhas foram bloqueadas e 3,6 mil foram atualizadas – 46% dos cadastros notificados; entre agosto e outubro, foram incluídos o Distrito Federal e os estados do Acre, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Tocantins, além das regiões abrangidas pelos códigos 61 e 64, ambos de Goiás. Foram bloqueadas 40 mil linhas e mais de 29 mil foram atualizadas (37% das notificadas). agora, em 18 de novembro, as linhas dos demais estados notificadas e que não forem atualizadas serão bloqueadas. Em 2020, serão iniciadas a segunda e a terceira etapas do Projeto Cadastro Pré-Pago. Elas incluem um Portal de Consulta de Linhas por CPF, previsto para o dia 6 de janeiro, e "outras medidas para melhoria dos procedimentos de habilitação de novos chips", que a a Anatel não detalhou.
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13/11 - Guedes fala em livre comércio com China: veja principais produtos negociados
Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, avalia que abrir mercado aos chineses, neste momento, seria suicídio comercial. A exportação brasileira para a China está concentrada em três produtos básicos: soja, petróleo e ferro respondem por 83% das vendas. O Brasil compra da China principalmente itens industrializados como plataformas de petróleo, produtos manufaturados e eletrônicos. Dados do Ministério da Economia mostram que, em 2017 e 2018, respectivamente, o Brasil registrou superávit comercial (mais vendeu do que comprou) de US$ 20,16 bilhões e de US$ 29,19 bilhões. Nos dez primeiros meses deste ano, o saldo positivo somou US$ 21,45 bilhões. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (13) que o governo brasileiro estuda a formação de uma área de livre comércio com a China. A declaração foi feita durante seminário do banco dos Brics. Guedes não deu detalhes das tratativas. "Estamos conversando com a China sobre a possibilidade de considerarmos uma ‘free trade area’ [área de livre comércio]. Estamos buscando um alto nível de integração. É uma decisão. Queremos nos integrar às cadeias globais. Perdemos tempo demais, temos pressa", afirmou o ministro no seminário. Nesta quarta e quinta-feira (14) é realizada em Brasília a 11ª cúpula do grupo formado por cinco países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Guedes afirmou, ainda, que não se incomodaria se o atual superávit se equilibrasse mais à frente. Para isso, disse, as exportações brasileiras poderiam avançar 50%, enquanto que as compras feitas no país asiático poderiam dobrar ou, até mesmo, triplicar nos próximos anos. Para ele, o importante seria uma integração maior com a China. Principais produtos exportados para a China em 2018 soja: 43% das vendas externas petróleo: 23% do total ferro: 17% do total celulose: 5,4% carne bovina: 2,3% ligas de ferro: 1,4% Principais importações da China em 2018 plataformas de petróleo: 11% do total produtos manufaturados: 10% circuitos de telefonia: 3,7% aparelhos transmissores e receptores: 3,5% químicos orgânicos: 3,1% circuitos integrados: 2,5% 'Suicídio comercial' Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, um acordo de livre comércio com a China teria que ser intermediado pelo Mercosul – bloco regional que engloba o Brasil, a Argentina, Paraguai e Uruguai. De acordo com ele, as regras do grupo impedem negociações tarifárias bilaterais entre duas nações, sem passar pelo Mercosul. Na avaliação do economista, atualmente o Brasil não teria condições de fazer um acordo de livre comércio com a China, pois isso poderia representar, em sua visão, uma "quebradeira" da indústria nacional – ao competir com produtos chineses no mercado doméstico. "Nesse momento, abrir o mercado seria um suicídio comercial", afirmou. Castro cita que a China praticamente não tem acordo comercial com nenhum país diante do baixo custo dos produtos chineses. "Além de custo não competitivo, também temos o custo Brasil, adicional de cerca de 30% sobre os produtos manufaturados", afirmou ele. Ao detalhar o custo Brasil, o presidente da AEB citou, por exemplo, a infraestrutura brasileira ruim e as regras tributárias complicadas. "Aprovada a reforma previdenciária, se a reforma tributária vier a ser aprovada, além de alguma evolução nos investimentos em infraestrutura e finalização do portal único de comércio exterior, isso pode reduzir custos e tornar o produto brasileiro mais competitivo", declarou Castro. Atualmente, concluiu o presidente da AEB, o Brasil não tem "condição nenhuma" de competir com a China. "Nosso preço é fora da realidade. [A abertura comercial] tem que ser uma coisa lenta e gradual, na medida em que conseguimos reduzir o custo Brasil", disse.
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13/11 - Concurso da Câmara Municipal de Santa Rita, PB, divulga resultado preliminar da prova objetiva
Concurso oferece 10 vagas de ampla concorrência para cargos de assistente e técnico legislativo, contador e procurador e assessor jurídico. Concurso da Câmara Municipal de Santa Rita divulga resultado preliminar da prova objetiva Mano de Carvalho/Arquivo O resultado preliminar da prova objetiva do concurso da Câmara Municipal de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, foi divulgado nesta quarta-feira (13), pela Comissão Permanente de Concursos (CPCon). Veja o resultado preliminar da prova objetiva do concurso da Câmara Municipal de Santa Rita O concurso oferece dez vagas de ampla concorrência divididas em duas para agente legislativo, três para assistente legislativo, uma para assessor jurídico, contador, procurador jurídico e técnico legislativo, cada. Para pessoas com deficiência, foram oferecidas uma vaga para agente legislativo, assistente legislativo e técnico legislativo, cada. Também foram divulgados os resultados dos recursos quanto às provas objetivas, que podem ser consultados no site da organizadora. O resultado final do concurso deve ser publicado no dia 29 de novembro, de acordo com o edital.
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