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18/09 - Câmara conclui votação de projeto que cria nova Lei de Licitações
Texto tramitava em regime de urgência desde março e agora segue para o Senado. Projeto estabelece como deverá ser o processo de licitação e cria novas modalidades. Lei atual é de 1993. Deputados reunidos no plenário da Câmara durante a sessão desta terça-feira (17) Luis Macedo/Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (17) a votação do projeto que cria a nova Lei de Licitações. Com a aprovação, o texto seguirá para o Senado. O texto-base da proposta já havia sido aprovado em junho, mas os deputados precisavam analisar os destaques para concluir a votação – o projeto tramitava em regime de urgência desde março. A lei atual sobre licitações está em vigor desde 1993. Pela Constituição, o poder público – União, estados e municípios – é obrigado a utilizar as licitações como meio para realizar obras e fazer compras de produtos e serviços. De acordo com o texto do relator, Augusto Coutinho (SD-PE), as normas da nova legislação deverão valer nos níveis federal, estadual e municipal e irão abranger os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. As novas regras, ainda conforme o relatório, não vão valer para empresas estatais, já regidas pela Lei de Responsabilidade das Estatais. O que diz o projeto O projeto prevê as seguintes fases de licitação: preparatória; divulgação do edital; apresentação de propostas e lances; julgamento; habilitação; recursal; homologação. Na prática, a habilitação passa a ser uma etapa posterior ao julgamento de propostas, o que resultará na inversão de etapas. O texto prevê que as licitações devem ocorrer, preferencialmente, de forma eletrônica. A proposta também alterou as modalidades de licitação, incluindo o chamado diálogo competitivo, uma forma de licitação em que os governos chamam a iniciativa privada, para que as empresas apresentem possíveis soluções às demandas de contratação de serviços. Este modelo de atuação será possível no caso de compras que envolvam inovações tecnológica, ou em situações em que o poder público não conseguem definir as especificações técnicas com precisão.
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17/09 - Após pesquisas de viabilidade, governo de MT deve investir na produção de trigo
Primeiras lavouras devem ser erguidas a partir de maio de 2020. A meta inicial é o plantio de 2 mil hectares, crescendo safra após safra até alcançar o patamar de 50 mil hectares. Evento discutiu o cultivo de trigo em Mato Grosso Secom - MT Após pesquisas de viabilidade realizadas pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o governo deve incentivar a cultura de trigo no estado. Na semana passada, foi realizada uma visita técnica em Pedra Preta, a 243 km de Cuiabá com o objetivo de apresentar um plano de cultura aos produtores interessados. Seis variedades estão sendo testadas em campos experimentais e cinco estão prontas para serem cultivadas. O trigo mato-grossense deve ser produzido com o auxílio de pivôs, entre maio e setembro. De acordo com o cronograma previsto pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) o plantio deve iniciar em 2020 com vista à produção de sementes. A intenção é que em 2021 haja a primeira colheita para a indústria. A meta inicial é o plantio de 2 mil hectares, crescendo safra após safra, até alcançar o patamar de 50 mil hectares, que é a demanda industrial. De acordo com o superintendente de Política Agrícola e Pecuária da Sedec, Eldo Leite Gatass Orro, a instalação do moinho Dona Hilda deve cobrir 20% do lucro para quem produzir mais de 80 sacas por hectare. O agrônomo e pesquisador da Empaer, Hortêncio Paro, garante que há viabilidade. “Tecnicamente, o estado está pronto para plantar trigo, já verificamos que estamos produzindo acima de 70 sacas por hectare”, explica. Além da Empaer e da Sedec, representantes da Associação dos Produtores de Feijão, Trigo e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir) participaram do evento.
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17/09 - Safra de café deve ter queda de 20% em 2019, diz Conab
Produção de arábica caiu 27,4% na comparação com o ano passado e puxou para baixo também as exportações. Produção de café arábica caiu quase 30% neste ano, na comparação com 2018 Lucas Soares A produção de café do Brasil em 2019 deve totalizar 48,99 milhões de sacas beneficiadas, estimou nesta terça-feira (17) a estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representaria queda de mais de 20% ante o ano anterior, em meio a um ano de bienalidade negativa do tipo arábica. A produção de café arábica foi projetada em 34,47 milhões de sacas, recuo de 27,4% na comparação anual, enquanto a de robusta deve somar 14,52 milhões de sacas, alta de 2,5% frente ao ano anterior. "Os baixos números da safra tiveram reflexo inclusive nas exportações brasileiras, que também retraíram. Em agosto, atingiram cerca de 3,2 milhões de sacas de 60 kg, o que representa redução de 9,5% em relação ao mesmo período no ano passado", afirmou a Conab em comunicado. A safra foi "influenciada pela bienalidade negativa e afetada pelas más condições climáticas", avaliou a Conab, destacando que o clima atingiu de forma mais intensa o arábica, com altas temperaturas nos cafezais e falta de chuvas no ciclo vegetativo, período importante de desenvolvimento da cultura. Já a área de produção deve cair 2,8% na comparação anual, para 1,8 milhão de hectares, segundo a Conab, em seu terceiro levantamento sobre a safra de café deste ano. "O estudo atribui este fato também à bienalidade negativa, já que os produtores aproveitam este período para realizar tratos culturais nas lavouras e, desta forma, reduzem a área em produção", explicou. Em Minas Gerais, principal estado produtor, a safra será de 24,52 milhões de sacas, com redução de 26,5% na comparação anual, ainda segundo o relatório da Conab.
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17/09 - Com pouco interesse de investidores, WeWork adia abertura de capital
Sustentabilidade do modelo de negócios da empresa e preocupação com conflites de interesse afastaram possíveis investidores do negócio. Pessoas deixam local de escritórios compartilhados da WeWork em Nova York, em imagem de arquivo Brendan McDermid/Reuters A We Company, dona da WeWork, adiou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que estava prevista para este mês, após uma fraca resposta dos investidores por participação na empresa. Quando a We Company lançou o prospecto para a abertura de capital, preocupações sobre um possível conflito de interesses entre o presidente da empresa e a marca deixaram investidores ressabiados e esfriaram a demanda pelo IPO. A sustentabilidade do modelo de negócios, que se baseia em uma mistura de passivos de longo prazo e receita de curto prazo, e como esse modelo suportaria uma crise econômica, também é uma preocupação dos investidores. "A We Company está ansiosa pelo nosso IPO, que esperamos concluir até o final do ano. Queremos agradecer a todos os nossos funcionários, membros e parceiros por seu compromisso contínuo", disse a empresa em um comunicado curto. WeWork reduz poderes de presidente antes de abertura de capital A empresa estava sob pressão para prosseguir com a listagem de ações para garantir financiamento para suas operações, que funcionam num modelo de longo prazo, com alto custo e investimento. Se a We Company tivesse seguido com o IPO com uma avaliação tão baixa, isso representaria uma grande virada no crescimento na última década do setor de capital de risco, que levou ao surgimento de startups como a Uber, Snap e Airbnb. Segundo a agência Reuters, a We Company poderia buscar uma avaliação em seu IPO entre 10 bilhões e 12 bilhões de dólares, um desconto relevante em comparação com a avaliação de 47 bilhões de dólares alcançada em janeiro. De acordo com o jornal "The New York times", a We sofreu pressão do SoftBank para adiar o IPO. O conglomerado japonês já aportou US$ 10,5 bilhões na empresa no decorrer dos anos, e seu último investimento ajudou a atingir a marca de US$ 47 bilhões em valor de mercado. Caso seguisse com avaliação estimada na última semana, a We Company seria avaliada abaixo dos US$ 12,8 bilhões em patrimônio que levantou desde que foi fundada em 2010, segundo o provedor de dados Crunchbase. Isso seria um golpe justamente para o SoftBank que está tentando reunir US$ 108 bilhões com investidores para uma segunda rodada de investimentos a nível global.
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17/09 - Garantia-Safra pagará R$ 25,2 milhões para cobrir perdas de agricultores familiares com a seca
Têm direito ao benefício os produtores com renda mensal de até um salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%. O Ministério da Agricultura autorizou o pagamento de R$ 25,2 milhões a partir deste mês pelo programa Garantia-Safra, que atende agricultores de municípios sujeitos à perda de safra por causa de estiagem ou enchente. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (17). E os recursos serão pagos para agricultores familiares do Norte de Minas Gerais e do Nordeste. O Garantia-Safra prevê o repasse de R$ 850 divididos em 5 parcelas de R$ 170, que são depositadas diretamente no cartão do Bolsa Família. Quem tem direito? Têm direito ao benefício os agricultores com renda mensal de até um salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%. Ao todo, 32 municípios terão o pagamento disponibilizado. Veja a lista divulgada pelo ministério, por estado: Bahia (Lajedinho, Licínio de Almeida, Mansidão, Mucugê); Ceará (Acopiara, Altaneira, Araripe, Assaré, Boa Viagem, Campos Sales, Cariré, Catarina, Cratéus); Maranhão (Santa Rita); Minas Gerais (Angelândia, Jequitaí, Lagoa dos Patos, São João da Ponte); Paraíba (Assunção, Mãe D´Água, Ouro Velho, Sousa, Sumé, Taperoá, Vieirópolis); Pernambuco (Araripina, Santa Filomena, Trindade, Orobó, Saloá, Surubim); Rio Grande do Norte (São Rafael) No acumulado da safra 2017/2018, foram beneficiados 493.638 produtores em 531 municípios, totalizando, aproximadamente, R$ 419,6 milhões em benefícios, diz o ministério.
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17/09 - Ministério reduz previsão para valor bruto da produção agropecuária de 2019
Mesmo assim, seria a segunda maior marca já registrada pelo país. Soja, café e cana devem registrar baixas em relação ao ano passado. Valor bruto com produção de soja deve cair neste ano em relação a 2018 Reprodução/TV Gazeta O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil em 2019 foi estimado nesta terça-feira (17) em R$ 601,9 bilhões, informou o Ministério da Agricultura. É a segunda maior marca já registrada pelo país, mas fica abaixo do previsto no mês anterior. Conforme comunicado do governo, o valor é 1,5% maior que o do VBP de 2018, com R$ 394,8 bilhões correspondentes às lavouras e R$ 207,2 bilhões, à pecuária. Até o mês passado, a projeção para o VBP deste ano era de R$ 603,4 bilhões. Nas lavouras, o ministério destacou altas nos resultados de algodão e milho na comparação anual, prevendo avanços de 14,5% para a fibra e de 22,5% para o grão, o que representa valores recordes para ambos. Principal produto de exportação do Brasil, a soja tem previsão de resultado 12,6% menor que o de 2018. Café (-24,7%) e cana-de-açúcar (-8,9%) também registram baixas, todos afetados por "preços e quantidades", segundo o ministério. A pecuária, por sua vez, deve somar o maior valor dos últimos três anos, impulsionada especialmente pela produção de carnes bovina, suína e de frango, que em 2019 registraram recuperação nos preços e avanço na demanda, em parte devido ao surto de peste suína africana na China.
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17/09 - Governo desbloqueará R$ 8,3 bi do orçamento, anuncia Onyx
Ministro da Casa Civil deu informação após ter se reunido com líder do governo no Senado. Segundo ele, objetivo é publicar decreto de descontingenciamento até a próxima semana. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni Marcelo Camargo/Agência Brasil O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta terça-feira (17) que o governo decidiu desbloquear R$ 8,3 bilhões do orçamento. Onyx deu a declaração em uma entrevista coletiva no Senado após ter se reunido com o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Nesta segunda (16), Onyx se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir o assunto. "Nós, ontem, tivemos uma reunião aonde nós descontingenciamos mais de R$ 8,3 bilhões. Amanhã vai ter uma conversa de consolidação disso para que até o final dessa semana, início da próxima, a gente tenha as portarias, o decreto para poder fazer a redistribuição", declarou Onyx. "Sempre dissemos que contingenciamento é uma poupança. O orçamento é uma viagem ao longo de todo o ano. Então, nós vamos neste final de mês descontingenciar este valor", acrescentou o ministro da Casa Civil. No último dia 11, Onyx chegou a dizer que o governo planejava desbloquear R$ 14 bilhões do orçamento. Na entrevista desta terça-feira, contudo, não detalhou a diferença de valor. Ao todo, até julho deste ano, a equipe econômica já anunciou o contingenciamento de R$ 33,426 bilhões do orçamento. Segundo o governo, o bloqueio desses recursos do orçamento visa o cumprimento da meta fiscal. Articulação política De acordo com o colunista do G1 e da GloboNews Valdo Cruz, a liberação dos recursos é aguardada pelos articuladores políticos para ajudar em negociações de votações no Congresso. Ainda segundo o Blog do Valdo, com o descontingenciamento, o governo espera ter condições de cumprir a promessa de liberar verbas das emendas parlamentares. CPMF 'morreu' Em outro trecho da entrevista concedida nesta terça-feira, Onyx foi questionado se o governo descarta a recriação da CPMF, extinta em 2007. O ministro respondeu, então, ser "óbvio que sim". O secretário da Receita, Marcos Cintra, defendia a recriação do imposto e foi demitido na semana passada. "O presidente disse que não vai ter, não vai ter. CPMF morreu", afirmou Onyx nesta terça-feira.
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17/09 - EUA impõem sanções a empresários colombianos acusados de participar de esquema de corrupção na Venezuela
Empresários lucraram com esquema ilegal de superfaturamento de contratos em programas de alimentação na Venezuela, afirma governo dos EUA. País sul-americano vive colapso econômico. Venezuelanos balançam bandeiras da Venezuela em dia de protestos contra Nicolás Maduro Carlos Garcia Rawlins/Reuters Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (17) sanções a três empresários acusados de ajudar o regime de Nicolás Maduro a obter supostos benefícios ilegais com a chegada e distribuição de alimentos na Venezuela. De acordo com o Secretário de Tesouro dos EUA, os três têm envolvimento com os empresários colombiano Alex Saab e Alvaro Pulido. O governo norte-americano o acusou, em julho, de orquestrar um esquema ilegal que lucrou com o superfaturamento de contratos em programas de subsídios de alimentos. Os três empresários afetados pelas sanções impostas nesta terça-feira são: Amir Saab, irmão de Alex, controla na Colômbia e no Panamá Luis Saab, outro irmão de Alex, controla diversas empresas na América Latina e Europa David Nicolas Rubio, filho de Alvaro Pulido e diretor de empresas na Colômbia e no Panamá A medida se estende a 16 empresas de diversos ramos controladas pelos três na Colômbia, na Itália e no Panamá. Com as sanções, toda propriedade dos três empresários ou das 16 empresas em solo norte-americano estão bloqueadas. Além disso, pessoas ou empresas nos Estados Unidos estão proibidas de fazer negócios com os alvos da medida. 'Fome', em espanhol, durante protesto em 2016. A crise está afetando gravemente um dos setores mais básicos da Venezuela, o de alimentos Reuters/Ivan Alvarado A hiperinflação e a escassez de alimentos nas prateleiras de supermercados intensificaram a crise venezuelana. Pessoas que deixaram a Venezuela relatam fome – e carregamentos com ajuda humanitária, incluindo comida, chegaram ao país neste ano e estiveram no centro da disputa política entre os chavistas e o grupo liderado pelo autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó. 'Corrupção sistêmica' Steve Mnuchin, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, em entrevista em 12 de setembro Sarah Silbiger/Reuters O secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, afirmou que as sanções "aumentam a pressão na rede de Alex Saab". "Eles se aproveitaram da fome do povo venezuelano e facilitaram a corrupção sistêmica na Venezuela", disse, em nota. "O Tesouro vai continuar a ter como alvo aqueles que lucram de maneira corrupta às custas do povo venezuelano", acrescentou Mnuchin.
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17/09 - 3G vende 25 milhões de ações da Kraft Heinz e papéis sofrem desvalorização
Operação movimentou US$ 712,95 milhões. Paralelamente Jorge Paulo Lemann, um dos sócios do fundo, comprou 3,5 milhões de ações. O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo As ações da Kraft Heinz caíam cerca de 4% nesta terça-feira (17) após o segundo maior investidor da companhia de alimentos, o 3G Capital, do brasileiro Jorge Paulo Lemann, vender 25 milhões de papéis no mercado com desconto. Em documento ao mercado na segunda-feira (16), a 3G Global Food Holdings afirmou que vendeu 25,1 milhões de ações da Kraft a US$ 28,44 por ação, valor mais baixo que o preço de fechamento da segunda-feira, de US$ 29,62. A operação movimentou US$ 712,95 milhões e reduziu a participação da 3G Capital na Kraft de 22,14% para 20,1%. Em separado, Lemann, co-fundador da 3G e membro do conselho da Kraft Heinz, revelou que comprou 3,5 milhões de ações da empresa por cerca de US$ 100 milhões. 'Janela de liquidez' O grupo de investidores de origem brasileira continua a ser o segundo maior investidor na companhia norte-americana, atrás da Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett. "A venda foi motivada por janelas periódicas de liquidez para os investidores da 3G no fundo que detém ações da Kraft Heinz", disse um porta-voz da Kraft, adicionando que a 3G não tem intenção de vender qualquer ação adicional da empresa. A redução na participação da 3G Capital na Kraft ocorre no momento em que a companhia enfrenta dificuldades para recuperar resultados e de mudança nos hábitos dos consumidores em direção a produtos mais saudáveis. "Não acreditamos que isso mande um sinal encorajador para o mercado, de que a 3G Capital – acionista controladora – está reduzindo sua participação neste momento específico", disse o analista Laurent Grandet, da Guggenheim. No acumulado do ano, as ações da Kraft Heinz acumulam desvalorização de cerca de 31%.
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17/09 - Arábia Saudita diz que retomou parte da produção em instalações atingidas por ataque
Expectativa da petroleira Aramco é normalizar produção de petróleo até o fim deste mês. Príncipe Abdulaziz bin Salman, ministro da Energia da Arábia Saudita, em coletiva de imprensa após ataques a instalações petroleiras Waleed Ali/Reuters O ministro da energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, anunciou nesta terça-feira (17) que as instalações petroleiras retomaram parte da produção interrompida pelo ataque ocorrido no sábado. Entenda os possíveis impactos dos ataques na Arábia Saudita As explosões interromperam a produção de 5,7 milhões de barris de petróleo por dia – equivalente a mais da metade dos 9,6 milhões produzidos diariamente segundo a agência Associated Press e 5% da produção mundial. Imagem de satélite deste sábado (14) mostra fumaça provocada por incêndios após ataque de drones na Arábia Saudita NASA Worldview/ AP Bin Salman também afirmou que não sabe quem está por trás do atentado. O governo dos Estados Unidos insinuam que o Irã tenha relação com os ataques, enquanto os rebeldes houthis do Iêmen – apoiados pelo regime iraniano – assumiram autoria (leia mais adiante sobre o assunto). ANÁLISE: O risco de guerra contra o Irã Segundo Yassir al-Rumayyan, presidente da Aramco – companhia saudita proprietária das instalações –, a capacidade de produção voltará ao normal até o fim de setembro. Inclusive, a empresa espera ampliar a produtividade para 11 milhões de barris por dia nas próximas semanas e 12 milhões no fim de novembro. Usar reservas ou produzir mais: opções frente à alta do petróleo Nesta terça-feira, os preços do petróleo voltaram a cair após dispararem na segunda-feira. Por volta das 15h20 (horário de Brasília), o petróleo Brent recuava 5,65%, a US$ 65,12 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos caía 5,02%, a US$ 59,74 por barril, segundo a Bloomberg. Ataque a petroleira saudita Fumaça é vista após um incêndio nas instalações da Aramco em Abqaiq, na Arábia Saudita, neste sábado (14) Reuters Drones atacaram ao menos duas instalações da Aramco, maior petroleira do mundo no sábado, em um incidente que fez disparar o preço do petróleo no mundo e acirrou a crise no Oriente Médio. Logo após os ataques, rebeldes houthis iemenitas reivindicaram autoria. O grupo é aliado do Irã e luta do lado oposto à Arábia Saudita na Guerra do Iêmen – a maior crise humanitária do planeta em 2018 segundo a ONU. Os Estados Unidos sugerem que o governo iraniano esteja por trás dos ataques. O presidente Donald Trump, inclusive, disse que Washington não descartava uma resposta militar ao atentado – a Arábia Saudita é aliada dos EUA. Além disso, a monarquia saudita afirmou que os autores do atentado utilizaram armas iranianas. O Irã, entretanto, nega ter relação com os ataques. Nesta terça-feira, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, descartou qualquer negociação com os Estados Unidos. Ataque com drones contra instalações da petroleira saudita Aramco Juliane Monteiro/ G1
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17/09 - Neon Pagamentos compra MEI Fácil
Valor do negócio não foi divulgado. Juntas, as fintechs somam 3,3 milhões de contas e 1,6 milhão de clientes ativos. A fintech Neon Pagamentos anunciou nesta terça-feira (17) que comprou a MEI Fácil, que oferece serviços financeiros para microempreendedores individuais. O valor do negócio não foi divulgado. Com a compra, a starup passa a ter 3,3 milhões de contas e 1,6 milhão de clientes ativos – pessoas ou empresas que fizeram alguma movimentação financeira nos últimos três meses ou que têm saldo. Juntas, as duas vão oferecer contas digitais, maquininhas, cartões, investimentos e outros serviços, como a geração de boletos. As contas da Neon Pagamentos são operadas pelo Banco Votorantim desde maio do ano passado, quando seu antigo parceiro, o Banco Neon, sofreu liquidação judicial. A fintech teve um prejuízo de R$ 41,6 milhões em 2018 e tem cerca de 400 funcionários.
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17/09 - Alta no preço do petróleo pode melhorar cenário para o etanol no Brasil
Se preço da gasolina subir, cresce a atratividade do etanol no país. O salto no preço do petróleo após ataques a instalações na Arábia Saudita é visto como um fator de sustentação ao já positivo cenário do etanol no Brasil, segundo analistas e representantes do setor, reduzindo ainda mais a atratividade de produção de açúcar para as usinas no país. Preços do petróleo têm queda após disparada por ataques na Arábia Saudita Entenda possíveis impactos dos ataques no cenário global e no Brasil Se os preços mais altos do petróleo levarem a um avanço nos valores da gasolina no Brasil, a significativa vantagem do custo do etanol sobre o combustível fóssil nas bombas seria mantida, ou até ampliada, sustentando a forte demanda e melhores margens de lucro para as usinas, disseram eles. 7 fatos: entenda as consequências do ataque à petroleira na Arábia Saudita Considerando que esse cenário ocorra, as usinas continuarão a favorecer fortemente a produção de etanol ante a de açúcar nesta temporada, reduzindo as expectativas para a produção do adoçante em 2019. "Mas tudo depende do que a Petrobras fará, se irá passar para a gasolina o aumento nos preços internacionais", disse Antonio de Pádua Rodrigues, diretor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). A Petrobras, cuja participação no refino de petróleo do Brasil é quase total, define os preços para gasolina e diesel no país. A estatal adotou há dois anos a política de acompanhar os preços internacionais do petróleo, mas tem enfrentado pressão do governo federal para limitar as altas, à medida que a nova administração tenta aumentar sua popularidade. Após o ataque à Arábia Saudita no sábado, a empresa disse que adotará cautela quanto às decisões de preços. Os valores do petróleo recuavam nesta terça-feira, mas permanecem muito acima dos vistos na semana passada. "Será um teste para a Petrobras, vamos ver", disse Rodrigues. No passado, a Unica criticou a companhia por não ajustar os preços internos dos combustíveis quando os valores do petróleo mudavam no mercado internacional. Tomas Manzano, estrategista da Copersucar, importante comercializadora brasileira de açúcar e etanol, afirmou que o novo risco geopolítico deve sustentar os preços do petróleo em níveis mais altos nos próximos meses, abrindo espaço para que os preços do etanol também aumentem. "A expectativa é de algum aumento no preço da gasolina, o que vai beneficiar o etanol", disse Manzano à Reuters durante a Novacana Ethanol Conference 2019. Fabio Meneghin, analista de açúcar e etanol da Agroconsult, afirmou que as usinas podem reduzir as vendas de etanol no mercado à vista ("spot") nesta semana, aguardando por uma possível ação da Petrobras. A consultoria FG/A, entretanto, possui uma visão diferente. O sócio Juliano Merlotto acredita que os altos níveis de produção de etanol no Brasil acarretarão estoques muito grandes nos próximos meses, pressionando os preços e margens de lucro para as usinas. "Os preços do petróleo provavelmente devem retornar aos níveis anteriores uma vez que a situação de oferta se estabilize, e então teremos muito etanol no mercado", disse.
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17/09 - Campinas é eleita cidade mais inteligente e conectada do país no Ranking Connected Smart Cities 2019
É a primeira vez que uma cidade que não seja capital fica na primeira posição do ranking. São Paulo ficou em segundo e Curitiba, em terceiro. Vista aérea do Bosque dos Jequitibás, em Campinas João Maurício Garcia Campinas (SP) foi considerado a cidade mais inteligente e conectada do Brasil em 2019, segundo resultado da quinta edição do Ranking Connected Smart Cities, divulgado nesta terça-feira (17). É a primeira vez que uma cidade que não seja capital lidera a lista. O relatório foi elaborado pela empresa de consultoria e inteligência de mercado Urban Systems, de atuação nacional, com o objetivo de mapear os municípios com maior potencial de desenvolvimento no país. Campinas lidera entre as 100 cidades mais inteligentes do Brasil, segundo a instituição. A metrópole subiu 20 posições em quatro anos. Em 2016 obteve o 10º lugar; em 2017 ficou com a 8ª posição e, ano passado, esteve em 4º lugar, informou a prefeitura. "Campinas, a maior cidade do interior (paulista e brasileiro), é reconhecida por ser polo universitário, polo tecnológico, polo de inovação e região industrial com forte apelo logístico e de distribuição", destaca o estudo. Como é feito o estudo A elaboração do ranking é feita por meio de análise de publicações nacionais e internacionais e indicadores sobre a temática de cidades inteligentes, sustentáveis, conectadas e assuntos correlatos. A instituição considera 70 indicadores que são avaliados nos municípios. O total de pontos é 69,5, e Campinas obteve nota 38,977. A avaliação está acima da metade dos pontos máximos. A premiação ocorreu no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. Destaques de Campinas Campinas ficou em primeiro lugar nas áreas de economia e tecnologia e inovação: Economia: crescimento positivo do PIB per Capta: 1,6%; 94,5% dos empregos formais não estão na administração pública; 9,4% da força de trabalho está ocupada em ocupações nos setores de educação e pesquisa e desenvolvimento. Tecnologia e inovação: 45,7% das conexões de fibra ótica possuem velocidade superior a 34 mbs; possui 29 ligações de internet para cada 100 habitantes; apresenta 21,9 depósitos de patentes por 100 mil habitantes. Se destacou também nas áreas de empreendedorismo, ficando com o segundo lugar; governança, em terceiro lugar; e mobilidade, em quarto. Em mobilidade, o potencial logístico do Aeroporto Internacional de Viracopos ganha destaque, além do movimento de passageiros, que este ano atingiu a melhor marca desde o início da concessão (2012), 7 milhões de pessoas de janeiro a agosto. Veja as dez primeiras colocadas Campinas (SP): 38,977 São Paulo (SP): 38,505 Curitiba (PR): 38,016 Brasília (DF): 37,979 São Caetano do Sul (SP): 37,816 Santos (SP): 37,458 Florianópolis (SC): 37,258 Vitória (ES): 36,814 Blumenau (SC): 35,731 Jundiaí (SP): 35,417 Prefeito de Campinas Jonas Donizette recebe prêmio de cidade mais inteligente e conectada do Brasil. Fernanda Sunega/PMC "A distância do total de pontos máximos das primeiras colocadas mostra uma situação já compreendida entre os estudiosos de cidades inteligentes, a dificuldade em uma mesma cidade se destacar em mais de um eixo daqueles que compõe o estudo de cidades inteligentes, e neste caso, conectadas", afirma a instituição. Segundo a pesquisa, as cidades internacionais que são exemplos de cidades inteligentes também se destacam, muitas vezes, em eixos específicos, como mobilidade, urbanismo, tecnologia e inovação ou segurança, por exemplo. "Isso demonstra a necessidade dos gestores públicos, e de todos aqueles envolvidos no planejar as cidades, da importância de avaliar e diagnosticar sua cidade, tendo em mente o conceito de conexão entre os eixos, permitindo pensar uma maior integração nas ações de desenvolvimento da cidade", diz a análise publicada no ranking. Na região de Campinas, Jaguariúna (SP) foi eleita a mais inteligente entre os municípios com população entre 50 e 100 mil habitantes. No ranking das 100 cidades, ocupa a 24ª posição geral. Quesitos analisados O ranking é baseado em 11 principais indicadores: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança. Entre os quesitos analisados, estão: Automóveis/habitante Ciclovias % de atendimento urbano de água % de tratamento de esgoto Plano diretor estratégico % de banda larga de alta velocidade Cobertura 4,5G Patentes Mortalidade infantil Homicídios Parques tecnológicos Crescimento do PIB per capta Crescimento de empregos Autoridades participam da divulgação do ranking das cidades mais conectadas e inteligentes em São Paulo. ernanda Sunega/PMC Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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17/09 - Indústria de SP fechou 5 mil vagas em agosto, diz Fiesp
Principais destaques negativos ficaram por conta de veículos automotores e produtos de borracha e de material plástico. Indústria Reprodução/TV Fronteira A indústria paulista fechou 5 mil vagas de emprego em agosto na comparação com julho, uma queda de 0,23%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (17) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), nas séries com e sem ajuste sazonal. No acumulado do ano, o saldo já totaliza uma redução de 5,5 mil postos de trabalho. Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 50% apresentaram variações negativas, com 11 demitindo, 7 contratando e 11 permanecendo estáveis. Os principais destaques negativos ficaram por conta de veículos automotores, reboques e carroceria, com uma redução de 1.598 vagas, couro e calçados (redução de 1.426 empregos) e produtos de borracha e de material plástico (recuo de 1.419 postos de trabalho). No campo positivo, os setores de produtos diversos, produtos de minerais não-metálicos e celulose, papel e produtos de papel tiveram aumento de 575, 443 e 372, respectivamente, em vagas de trabalho. A pesquisa apurou também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 37 diretorias regionais do Ciesp. Por grande região, houve um aumento de 0,25% em agosto na Grande São Paulo (inclusive a região do ABCD). Nessa última localização, houve aumento de 0,11%, enquanto que no interior do estado teve queda de 0,48% no interior. Entre as 37 diretorias regionais do Ciesp, 65% apresentaram resultados negativos, sendo 24 com demissões, 8 estáveis e 5 com contratações. Nas 5 que apontaram altas, destaque por conta de Diadema (avanço de 0,91%), com geração de 350 vagas, influenciada por veículos automotores e autopeças (aumento de 4,01%), e produtos têxteis (alta de 3,74%); e por São Paulo (crescimento de 0,24%), com a criação de 850 postos de trabalho, influenciado por produtos alimentícios (alta de 1,60%) e produtos diversos (avanço de 2,31%). Já entre as 24 negativas, destaque para Jaú (recuo de 3,63%), com o fechamento de 900 vagas, com influência de produtos de metal (queda de 17,65%) e artefatos de couro e calçados (diminuição de 12,24%), e Campinas (baixa de 1,06%), com o encerramento de 1.650 vagas, influenciado por equipamentos de informática (recuo de 9,31%) e produtos de borracha e plástico (redução de 2,39%).
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17/09 - USP detecta bactérias resistentes à limpeza e celular como fonte de contaminação em UTIs
Estudo publicado no Reino Unido alerta sobre a necessidade de revisão dos procolos de higiene. Pesquisadores coletaram amostras dentro do Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto (SP). Pesquisa da USP identifica bactérias resistentes à limpeza em UTIs em Ribeirão Preto Um mapeamento realizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto (SP) identificou que a maioria das bactérias está resistente à limpeza diária e que o celular é uma das principais fontes de contaminação nesses ambientes. Os resultados do estudo foram publicados em artigo na revista inglesa “Fronteiras na Saúde Pública”, em agosto deste ano. Segundo o pesquisador Lucas Ferreira Ribeiro, o objetivo do grupo é alertar profissionais da saúde sobre a importância da revisão constante dos protocolos de higiene. “Às vezes, o contato com determinado paciente e o toque em outras superfícies dentro da própria UTI, você pode criar contaminações cruzadas dentro deste ambiente. Então, há a necessidade de estar vigilante e comprometido com a higienização adequada”, diz. A pesquisa destaca ainda que o uso de antibióticos não é o único fator que torna as bactérias resistentes. O uso do mesmo produto químico diariamente também leva os microrganismos - principalmente os que são potencialmente mais preocupantes - se tornarem adaptados e ele. Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto Antônio Luiz/EPTV Para mapear as comunidades de microrganismos, o grupo coletou amostras de superfícies que devem ser limpas diariamente, como colchões, camas, maçanetas e respiradores, em dias de funcionamento normal, sem que as equipes de enfermagem fossem avisadas. Também foram recolhidas amostras das superfícies de computadores, celulares e pastas de prontuários que estavam nas UTIs, assim como dos jalecos utilizados pelos profissionais. As coletas ocorreram antes e logo após a limpeza diária com produtos específicos. “Observamos que na UTI pediátrica havia uma diversidade maior de microrganismos e isso pode estar relacionado à entrada e à saída maior de visitantes. Em ambos encontramos esses microrganismos relacionados com infecções hospitalares”, afirma Ribeiro. Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal em Ribeirão Preto Antônio Luiz/EPTV O pesquisador destaca que muitas bactérias podem estar em visitantes saudáveis e não gerar nenhum tipo de problema, mas, em ambiente de UTI, especialmente pediátrica, esses microrganismos oferecem mais risco, devido à vulnerabilidade dos pacientes. “Mesmo após a limpeza, não houve a diminuição efetiva de bactérias relacionadas com infecção hospitalar. Então, há a necessidade de rever esses protocolos, buscar outros mais eficientes ou mesmo ter rotatividade, não só de limpeza, mas da parte de higienização”, diz. A pesquisa utilizou técnicas de sequenciamento genético de última geração que permitem identificar uma quantidade maior de gêneros e espécies de microrganismos, em comparação com os testes atuais, em que são realizados cultivos de bactérias em laboratório. “Cabe destacar que nenhum hospital é completamente estéril. Já se sabe que o hospital tem uma impressão digital que é diferente em cada ambiente, porém, todos compartilham de uma microbiota”, detalha a microbiologista Maria Eugênia Guazzaroni. USP mapeia bactérias em UTI no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto Antônio Luiz/EPTV A partir dos resultados, os pesquisadores querem conscientizar os funcionários dos hospitais, principalmente aqueles que trabalham com a limpeza, sobre a importância de seguir os protocolos de higiene e esterilização. Outro dado importante do estudo é que o celular é uma das vias de contaminação mais comum. Por isso, profissionais da saúde e até mesmo familiares dos pacientes devem estar atentos para nunca manusear os aparelhos dentro das UTIs. “Pega o telefone, dá uma olhada e naquele momento acaba de contaminar o aparelho. Se ele contaminou o aparelho, ou vai levar para casa, ou vai andar em outro quarto e pode ter o aparelho como fonte de contaminação”, afirma o pesquisador Rafael Silva Rocha. Doutor em biologia molecular pela Universidade Autônoma de Madrid, na Espanha, Rocha alerta que os jalecos nunca devem ser usados pelos profissionais da saúde fora do ambiente hospitalar. Isso porque, também carregam inúmeras bactérias. “O jaleco é um material de proteção pessoal e tem que ser tratado como algo altamente contaminado. Não é enfeite, não é só para mostrar que está sendo usado. Ele tem que ser usado para proteger a si mesmo e outras pessoas, e não tratar como acessório de moda”, diz. USP de Ribeirão Preto aponta celular como uma das principais fontes de contaminação em UTI Antônio Luiz/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca
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17/09 - Usar reservas ou produzir mais: as opções frente à alta do petróleo
Ataques a instalações na Arábia Saudita provocam dúvidas sobre a capacidade de suprimento do produto. Ataque à refinarias na Arábia Saudita atinge 5% da produção global de petróleo Para enfrentar a alta do preço do barril provocada pelos ataques a várias instalações petroleiras na Arábia Saudita, entre as opções estão utilizar as chamadas reservas estratégicas, ou aumentar a produção de cru. Entenda possíveis impactos dos ataques no cenário global e no Brasil O que são reservas estratégicas? Formada principalmente por Estados europeus e americanos, a Agência Internacional de Energia (AIE) obriga seus membros a terem reservas equivalentes a pelo menos 90 dias de importações líquidas de petróleo (calculadas em referência ao ano anterior). O cumprimento desta obrigação é supervisionado diretamente pelo Estado, ou empresas privadas. Em junho de 2019, as reservas francesas correspondiam, por exemplo, a 111 dias de importações líquidas, segundo a agência. Na segunda-feira, a AIE indicou que estava "supervisionando de perto a situação na Arábia Saudita" e afirmou que, "no momento, os mercados estão bem abastecidos com várias reservas comerciais". Fora da AIE, a China, primeiro país importador de petróleo e grande consumidor de energia, tem reservas petroleiras estratégicas equivalentes a 40, ou 50 dias de importações líquidas, de acordo com um número divulgado em março passado pela imprensa oficial chinesa. 7 fatos: entenda as consequências do ataque à petroleira na Arábia Saudita EUA e Arábia Saudita dispostos a mobilizar suas reservas "Autorizei o uso do petróleo da Strategic Petroleum Reserve (SPR), se for necessário, em uma quantidade ainda a ser definida", anunciou domingo no Twitter o presidente americano, Donald Trump, após o ataque, que reduziu pela metade a produção da Arábia Saudita, o primeiro exportador mundial. As reservas estratégicas americanas (chamadas SPR) estão depositadas em quatro plantas subterrâneas na costa do golfo do Texas e de Louisiana. Em 13 de setembro, eram de 645 milhões de barris, segundo a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA). Esta quantidade representa em torno de 275 dias de importações petroleiras líquidas dos Estados Unidos em 2018. Os Estados Unidos puseram parte de suas reservas à venda três vezes em sua história: em 1991, quando lançaram uma operação militar após a invasão do Kuwait por parte do Iraque; em 2005, durante o furacão Katrina; e em 2011, durante a guerra civil na Líbia. A Arábia Saudita também prometeu mobilizar suas importantes reservas, em caso de crise petroleira. O país tem em reserva "níveis significativos de petróleo e de produtos petroleiros" que equivalem a "cerca de 35 dias de exportações do país", indica em uma nota o analista Amarpreet Singh, da Barclays. Quando se usará as reservas? "Até que os danos [às instalações sauditas] sejam detalhados, será difícil avaliar exatamente a possibilidade" de recorrer às reservas estratégicas, afirma o diretor da consultoria Rapidan Energy, Bob McNally, citado pela agência Bloomberg. A agência de classificação de risco Standard and Poor's disse na segunda-feira que prevê uma redução da produção saudita em três milhões de barris ao dia durante um mês. O país produziu uma média de 9,77 milhões de barris ao dia em agosto e exportou sete milhões de barris ao dia em média, completou a S&P. Até o momento, "a administração [Trump] busca tranquilizar os mercados, assegurando que os Estados Unidos e seus sócios dentro da AIE estão dispostos a agir", completou McNally. Outra opção: aumentar a produção Liderada por Riad, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tinha em agosto capacidades excedentes de 3,21 milhões de barris ao dia, afirma a AIE, acrescentando que a maioria (2,27 mbd) está na Arábia Saudita. "O ataque [do sábado] põe em xeque a confiabilidade dos abastecimentos da Arábia Saudita, que tem a maior parte das capacidades de produção excedente do planeta", comentou Amarpreet Singh. Os outros membros do cartel com capacidades não utilizadas (principalmente Kuwait e Emirados Árabes Unidos) podem suprir a falta de petróleo saudita, mas não há garantia de que seja suficiente. Outra incógnita é a capacidade, ou a vontade da Rússia, o segundo exportador mundial de petróleo, de aumentar sua produção. Para isso, seria necessário que a Rússia, que não é membro da Opep, renunciasse a seu acordo em vigor com o cartel para reduzir a produção. Primeiro país produtor de petróleo, os Estados Unidos também poderiam aumentar sua própria oferta, em particular a de xisto. Esta opção tem seus limites, porém, já que seu petróleo é leve e não pode substituir os petróleos pesados do Oriente Médio. Além disso, as infraestruturas e os portos americanos já estão saturados.
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17/09 - Próximo leilão da ANP para exploração de petróleo e gás tem 17 empresas inscritas
Apenas duas licitantes são brasileiras e dentre as 15 estrangeiras apenas uma ainda não tem contratos de exploração e produção no Brasil. Serão ofertados 36 blocos em mar. O próximo leilão de blocos exploratórios de petróleo e gás no Brasil tem 17 empresas inscritas, informou nesta terça-feira a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). A relação das licitantes foi divulgada no Diário Oficial da União. Das 17 empresas inscritas, apenas Petrobras e Enauta são brasileiras. As demais 15 são todas estrangeiras sendo que, dentre elas, somente a Petronas ainda não possui contrato de exploração e produção no Brasil. Veja abaixo a relação de empresas licitantes. Esta será a 16ª Rodada de Licitações, cuja sessão pública de ofertas está prevista para o dia 10 de outubro. Serão ofertados 36 blocos, sob o regime de concessão, nas bacias sedimentares marítimas de Pernambuco-Paraíba, Jacuípe, Camamu-Almada, Campos e Santos. Até o dia 23 de agosto, apenas 12 petroleiras tinham realizado a inscrição. A ANP destacou que a inscrição para a rodada é obrigatória e individual para cada interessada, mesmo para aquelas que pretendam apresentar oferta mediante consórcio. As empresas inscritas poderão apresentar ofertas somente para os blocos localizados nos setores para os quais tenham efetuado o pagamento de taxa de participação e aportado garantia de oferta. Veja quais são as empresas inscritas para a 16ª Rodada: BP Energy do Brasil Ltda Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda. CNOOC Petroleum Brasil Ltda. Ecopetrol Óleo e Gás do Brasil Ltda. Equinor Brasil Energia Ltda. Exxonmobil Exploração Brasil Ltda. Karoon Petróleo & Gás Ltda. Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras QPI Brasil Petróleo Ltda. Repsol Exploração Brasil Ltda. Shell Brasil Petróleo Ltda. Total E&P do Brasil Ltda Enauta Energia S.A Murphy Exploration & Production Company Petrogal Brasil S.A Petronas Petróleo Brasil Ltda. Wintershall Dea Do Brasil E&P Ltda. Próximas rodadas Além da 16ª Rodada, há outros dois leilões previstos para este ano que, a princípio, serão realizados em dias consecutivos na primeira semana de novembro. Para o dia 6 de novembro está agendada a Rodada do Excedente da Cessão Onerosa – uma das mais esperadas pelo governo e pelo mercado. Nela serão ofertadas as áreas de desenvolvimento de Atapu, Búzios, ltapu e Sépia, na Bacia de Santos. Já para 7 de novembro a ANP prevê realizar a 6ª Rodada de Partilha de Produção, que ofertará blocos no polígono do pré-sal denominados Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul, Sudoeste de Sagitário e Norte de Brava. Oferta permanente A ANP mantém a realização da Oferta Permanente, que consiste na oferta contínua de campos ofertados em licitações anteriores que não foram arrematados ou, então, que foram devolvidos à agência. Na primeira sessão pública da Oferta Permanente, realizada no dia 10 de setembro, foram arrematados 33 dos 273 blocos ofertados e 12 das 14 áreas com acumulações marginais disponíveis, o que representou R$ 22,2 milhões em bônus de assinatura e previsão de investimento total de R$ 320,2 milhões. Ao contrário do que ocorre nas Rodadas de Licitação e/ou Concessão, na oferta permanente o ciclo só tem início quando a Comissão Especial de Licitação (CEL) aprova uma declaração de interesse por parte de alguma empresa, acompanhada da garantia de oferta, para um ou mais blocos-áreas. Aprovadas a declaração de interesse e a garantia de oferta, começa um ciclo de 90 dias até que seja realizada a sessão pública de ofertas. Nesse período, outras empresas têm a oportunidade de se inscrever na disputa. Além disso, neste período empresas inscritas podem apresentar declaração de interesse, com garantia de oferta, para o setor que deu origem ao ciclo ou qualquer outro setor constante do Edital. Segundo a ANP, este “processo permite que as empresas estudem por mais tempo as áreas selecionadas”.
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17/09 - Economia brasileira caiu 0,2% em julho, aponta monitor do PIB da FGV
Segundo a FGV, a atividade econômica 'continua travada, com sinais conflitantes'. A economia brasileira registrou queda de 0,2% em julho, na comparação com junho, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (174). No mês de junho, o indicador avançou 0,7% ante maio. Já a comparação interanual, o PIB cresceu 0,8% em julho, mantendo o crescimento da taxa acumulada em 12 meses em 0,9%. Na variação trimestral móvel (de maio a julho), a alta foi de 0,5%, na comparação com o período de fevereiro a abril. O levantamento da FGV veio em linha com o apontado pelo Banco Central. O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do PIB, apresentou um retração de 0,16% em julho, na comparação com o mês anterior, conforme divulgado na semana passada. Segundo a FGV, "a economia continua travada, com sinais conflitantes". "Entre os três grandes setores, a agropecuária e a indústria apresentam taxas dessazonalizadas negativas, salvando-se o setor de serviços que apresenta taxa positiva pelo quarto mês. Na comparação contra o mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento continua fraco (1,3% para o PIB), mas os três grandes setores têm taxas positivas como já ocorre há pelo menos 3 trimestres móveis", avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV. "Os dados mostram que, apesar do crescimento, a economia ainda não consegue se libertar da armadilha do baixo crescimento da economia, em torno de 1%", acrescentou. Segundo o indicador, a queda de 0,2% em julho, em comparação a junho, é explicado, principalmente pela agropecuária (-1,3%) e indústria total, puxada pela eletricidade (-3,6%), transformação (-1,1%) e construção (-1,1%). Já na comparação da série sem ajuste sazonal, o crescimento de 0,8% em julho, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, foi impulsionado, principalmente, pelo setor de serviços (1,8%). Pela demanda, o consumo das famílias cresceu 2,5%, a importação voltou a crescer (1,4%) e as demais séries contribuíram negativamente: consumo do governo (-0,3%), investimentos (-0,8%) e exportação (-2,8%). Para este ano, os analistas do mercado projetam uma alta de 0,87% no PIB, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,87%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Já o governo prevê crescimento de 0,85% em 2019, abaixo do ritmo de avanço de 1,1% registrado em 2018 e 2017. Variação trimestral do PIB Rodrigo Sanches/G1
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17/09 - Preços da gasolina nos EUA sobem após ataques na Arábia Saudita
Segundo associação, maior impacto sobre os preços nas bombas deve ser sentido na Costa Oeste que responde por quase metade das importações dos EUA junto aos sauditas. Preço do petróleo recua depois da maior alta em três décadas Os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram nesta terça-feira (17), após os futuros do petróleo terem disparado quase 15% na véspera, na sequência de um ataque no fim de semana sobre instalações de petróleo na Arábia Saudita, segundo relatório da Associação Automobilística Americana (AAA). O preço médio da gasolina no país subiu 3 centavos de dólar, para US$ 2,59 por galão nesta terça-feira, disse a associação em seu site. Na segunda-feira, a associação apontava um preço de US$ 2,56. No fim de semana, drones atacaram instalações de petróleo da Arábia Saudita, o que tirou do mercado 5,7 milhões de barris por dia em petróleo, ou cerca de 5% da oferta global. Entenda possíveis impactos no cenário global e no Brasil "Os norte-americanos podem esperar um início de aumento dos preços locais nas bombas nesta semana. A alta pode acabar sendo de até um quatro por galão ao longo do mês", disse Jeanette Casselano, porta-voz da AAA. "Se isso é uma tendência de curto ou longo prazo é algo que será determinado pelos preços do petróleo e por quão rapidamente as instalações na Arábia Saudita poderão se recuperar e voltar à operação." O maior impacto sobre os preços nas bombas deve ser sentido na Costa Oeste, que responde por quase metade das importações de petróleo dos EUA junto aos sauditas. Na Califórnia, os preços médios subiram 2 centavos de dólar, para US$ 3,65 por galão nesta terça-feira, de US$ 3,63 na segunda-feira, disse a AAA.
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17/09 - Concurso da Prefeitura de Campinas tem 31,21% de abstenção nas provas das áreas de saúde e segurança; veja gabarito
Segundo a administração, 12.536 pessoas se ausentaram da prova, aplicada para cargos nas áreas de saúde e segurança pública. O prédio da Prefeitura de Campinas Carlos Bassan / Prefeitura A Prefeitura de Campinas (SP) registrou abstenção de 31,21% no segundo dia de provas do concurso público, realizado no domingo (15). Segundo a administração, 12.536 pessoas se ausentaram da prova, que foi aplicada para cargos nas áreas de saúde e segurança pública (Guarda Municipal). O gabarito das provas foi divulgado na manhã desta terça-feira (17) e pode ser conferido no Diário Oficial de Campinas e na página da Vunesp, organizadora do certame. As provas para concorrência a uma das 266 vagas oferecidas pela Prefeitura ocorreram em dois dias: 8 e 15 de setembro. Ao todo, 30,7 mil pessoas não compareceram, somando uma abstenção total de 28,49%. Segundo a Prefeitura, 103 mil candidatos estavam inscritos. Abstenções em 15 de setembro Geral Total: 40.176 convocados Presentes: 27.640 candidatos (68,79%) Ausentes: 12.536 candidatos (31,21%) Manhã Presentes: 16.894 candidatos (70,85%) Ausentes: 6.952 candidatos (29,15%) Cargos: médico (geral, ginecologia e obstetrícia, medicina da família e comunidade, medicina do trabalho, pediatria e psiquiatria) dentista enfermeiro farmacêutico fisioterapeuta médico veterinário nutricionista psicólogo Tarde Presentes: 10.746 candidatos (65,8%) Ausentes: 5.584 candidatos (34,19%) Cargos: agente de apoio a saúde (farmácia) auxiliar de saúde bucal técnico em análises clínicas auditor de controle interno guarda municipal (feminino e masculino) Remuneração chega a R$ 8,2 mil Os salários para uma das 266 vagas variam de R$ 2.156 a R$ 8.232,52. Os candidatos que passarem no concurso terão direito, além da remuneração mensal, a: auxílio-alimentação: valor de R$ 982,56 mensais vale-transporte: benefício opcional para utilização dentro do município de Campinas e concedido mediante desconto de 3% dos vencimentos. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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17/09 - Apple diz que pagamento bilionário à UE 'desafia a realidade e o bom senso'
Decisão de 2016 da União Europeia cobra valor em supostos impostos atrasados da empresa. Tim Cook, CEO da Apple, apresenta o iPhone 11 durante evento na Califórnia REUTERS/Stephen Lam A ordem da União Europeia para a Apple pagar 13 bilhões de euros (cerca de R$ 59 bilhões) em impostos atrasados ​​"desafia a realidade e o bom senso", afirmou a empresa norte-americana, conforme os dois lados debatem um caso chave para a aplicação de medidas duras da UE em relação a acordos para multinacionais. UE pede que Apple devolva à Irlanda valor € 13 bilhões por vantagem fiscal A fabricante do iPhone está apelando para o segundo mais alto tribunal da Europa para anular a decisão da Comissão Europeia de 2016 de que pague a quantia recorde à Irlanda. A Irlanda, cuja economia se beneficiou do investimento de empresas multinacionais atraídas por baixas taxas de impostos, também está contestando a decisão da Comissão. A Apple também acusou a Comissão de usar seus poderes para combater os auxílios estatais "para modernizar as mudanças nas leis nacionais", tentando efetivamente mudar o sistema tributário internacional e, no processo, criar incerteza jurídica para as empresas. O braço executivo da UE rejeitou os argumentos, dizendo que não estava tentando policiar as leis tributárias internacionais e acusou a Irlanda de não ter feito sua lição de casa ao avaliar os impostos da Apple. Os argumentos da Apple no Tribunal Geral vieram depois que o braço executivo da UE afirmar em 2016 que a gigante da tecnologia se beneficiou de auxílios estatais ilegais devido a duas decisões fiscais irlandesas que reduziram artificialmente sua carga tributária por mais de duas décadas. O caso pode ajudar ou interromper a campanha da comissária europeia de concorrência, Margrethe Vestager, que também entrou com uma ação contra o Starbucks, a Fiat, a Engie, a Amazon e outras. O vice-presidente financeiro da Apple, Luca Maestri, lidera uma delegação de seis membros ao tribunal, onde um painel de cinco juízes ouvirá argumentos durante dois dias. "A Comissão alega que essencialmente todos os lucros da Apple com todas as suas vendas fora das Américas devem ser atribuídos a duas filiais na Irlanda", disse o advogado da Apple, Daniel Beard, ao tribunal. Ele disse que o iPhone, o iPad, a App Store, outros produtos e serviços da Apple e os principais direitos de propriedade intelectual foram desenvolvidos nos Estados Unidos, e não na Irlanda, mostrando as falhas no caso da Comissão. "As atividades das filiais não envolveram a criação, desenvolvimento ou gerenciamento desses direitos. Com base nos fatos deste caso, a linha principal desafia a realidade e o bom senso", afirmou Beard. "As atividades dessas duas filiais na Irlanda simplesmente não poderiam ser responsáveis ​​por gerar quase todos os lucros da Apple fora das Américas." Beard rejeitou as críticas à taxa de imposto de 0,005% paga pela principal unidade irlandesa da Apple em 2014, citada pela Comissão em sua decisão, dizendo que o regulador estava apenas buscando "manchetes citando números pequenos". 'Perfeitamente irrelevante' Pagando uma taxa tributária global média de 26%, a Apple disse que é o maior contribuinte do mundo e agora está pagando cerca de 20 bilhões de euros em impostos nos EUA com os mesmos lucros que a Comissão disse que deveriam ter sido tributados na Irlanda. Em seu atual trimestre financeiro, a Apple espera uma receita de US$ 61 bilhões a US$ 64 bilhões e uma margem bruta de 37,5% a 38,5%. O advogado da Comissão, Richard Lyal, disse que o argumento da Apple de que todas as suas atividades relacionadas à propriedade intelectual ocorrem nos Estados Unidos é inconsequente. "Em grande parte, é perfeitamente correto e irrelevante", disse ele, acrescentando que a Irlanda estava tributando as subsidiárias irlandesas da Apple, não o grupo nem a Apple. Ele disse que a Irlanda não examinou as funções desempenhadas pelas unidades irlandesas da Apple, os riscos assumidos e os ativos utilizados pelas subsidiárias. "Eles simplesmente aceitaram um método arbitrário proposto pelas subsidiárias da Apple da Irlanda. Isso por si só gera uma presunção de um acordo especial, um tratamento excepcionalmente vantajoso. É claro que as autoridades fiscais não fizeram nenhuma avaliação em 1991." Ele disse que a Comissão não tem agenda oculta. A Irlanda afirmou ter sido alvo de críticas totalmente injustificadas e que o caso tributário da Apple se deve a uma incompatibilidade entre os sistemas tributários irlandês e norte-americano. "A decisão da Comissão é fundamentalmente falha", disse seu advogado Paul Gallagher ao tribunal. Espera-se que o tribunal decida nos próximos meses, com a parte perdida provavelmente recorrendo ao Tribunal de Justiça da UE e um julgamento final pode levar vários anos.
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17/09 - Arábia Saudita abre mercado para castanhas e derivados de ovos do Brasil e promete ampliar compra de frutas
Segundo o Ministério da Agricultura, produtos têm potencial de mercado superior a US$ 2 bilhões. Governo da Arábia Saudita prometeu comprar mais frutas do Brasil Reprodução/TV Grande Rio O Ministério da Agricultura anunciou nesta terça-feira (17) que a Arábia Saudita autorizou a importação de castanhas e derivados de ovos do Brasil. Além disso, os sauditas vão ampliar as compras de frutas brasileiras. Egito reabre mercado para a importação de leite em pó e queijos do Brasil Em uma postagem em uma rede social, a ministra Tereza Cristina deu exemplos dos produtos que serão exportados: castanhas do Pará (ou castanha do Brasil), manga, uvas de mesa, goiabas, ovo em pó e albumina. De acordo com o governo, os produtos representam um mercado potencial superior a US$ 2 bilhões. Entre os produtos mais vendidos para os sauditas estão carne de frango (in natura), açúcar de cana (bruto), carne bovina (in natura), soja (grão e farelo), milho, açúcar refinado e café (solúvel e verde). Em 2018, as exportações de produtos agropecuários ao país renderam US$ 1,696 bilhão. Foram mais de 2,959 milhões de toneladas. A carne de frango representou 47,4% do valor vendido em 2018 para a Arábia Saudita (US$ 804 milhões e 486 mil toneladas).
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17/09 - Dona da WeWork adia IPO após resposta fria de investidores
Startup norte-americana de escritórios compartilhados estava se preparando para um road show de investidores para sua abertura de capital nesta semana. Pessoas deixam local de escritórios compartilhados da WeWork em Nova York, em imagem de arquivo Brendan McDermid/Reuters A We Company, dona da WeWork, adiou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), deixando de lado os preparativos para lançá-la este mês após uma fraca resposta dos investidores aos seus planos.  A startup norte-americana de escritórios compartilhados estava se preparando para um road show de investidores para sua abertura de capital nesta semana antes de tomar a decisão na última hora na segunda-feira de desistir, disseram fontes familiarizadas com o assunto. A empresa está sob pressão para prosseguir com a listagem de ações para garantir financiamento para suas operações. No Brasil, a WeWork tem operações em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. No período que antecedeu o lançamento de seu IPO, a We Company enfrentou preocupações com seus padrões de governança corporativa, bem como com a sustentabilidade de seu modelo de negócios, que se baseia em uma mistura de passivos de longo prazo e receita de curto prazo, e como esse modelo suportaria uma crise econômica. A Reuters informou na semana passada que a We Company poderia buscar uma avaliação em seu IPO entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões, um desconto relevante em comparação com a avaliação de US$ 47 bilhões alcançada em janeiro.  "A We Company está ansiosa pelo nosso IPO por vir, que esperamos concluir até o final do ano. Queremos agradecer a todos os nossos funcionários, membros e parceiros por seu compromisso contínuo", disse a empresa em um comunicado curto.  Se a We Company tivesse seguido com o IPO com uma avaliação tão baixa, isso representaria uma grande virada no crescimento na última década do setor de capital de risco, que levou ao surgimento de startups como a Uber Technologies, Snap e Airbnb. Isso significaria que a We Company seria avaliada abaixo dos US$ 12,8 bilhões em patrimônio que levantou desde que foi fundada em 2010, segundo o provedor de dados Crunchbase. E isso seria um golpe para o seu maior patrocinador, o SoftBank Group Corp, do Japão, em um momento em que está tentando reunir US$ 108 bilhões com investidores para o seu segundo Vision Fund. O SoftBank estava discutindo apoiar o IPO comprando ações entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão, disseram as fontes. No entanto, a We Company decidiu na segunda-feira que, mesmo com o apoio do SoftBank, o IPO teria levantado pouco mais de US$ 2 bilhões, abaixo da meta de pelo menos US$ 3 bilhões. Essa meta está vinculada a uma linha de crédito de US$ 6 bilhões que a We Company garantiu aos bancos no mês passado, que exige que faça uma abertura de capital até o final do ano e que levante pelo menos US$ 3 bilhões, disse uma das fontes. Se a empresa sediada em Nova York não cumprir essa meta até o final do ano, precisará garantir financiamento alternativo. O Wall Street Journal informou pela primeira vez sobre o possível atraso do IPO. A última vez que o SoftBank investiu na We Company foi em janeiro, avaliando a empresa em US$ 47 bilhões ao injetar US$ 2 bilhões em dinheiro. Ele estava pressionando a empresa a adiar seu IPO.
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17/09 - Bovespa fecha em alta nesta terça
O Ibovespa subiu 0,9%, aos 104.616 pontos. Alta do petróleo: ‘Lado bom é ficar claro que Brasil está longe da área de conflito’ O principal indicador da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta terça-feira (17), com agentes financeiros na expectativa de decisões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil na quarta-feira, enquanto monitoram desdobramentos relacionados aos ataques na Arábia Saudita e negociações comerciais entre EUA e China. O Ibovespa subiu 0,9%, aos 104.616 pontos. Veja mais cotações. As ações da Petrobras, caíam 1,32%, ao contrário do dia anterior, quando subiram mais de 4% e alavancaram o avanço do Ibovespa, após a empresa informar que não irá fazer reajustes "de forma imediata" no diesel ou na gasolina. Para analistas, a forte volatilidade dos preços do petróleo será um "teste" para a política de preços da Petrobras para o diesel e a gasolina. A estatal leva em conta os preços internacionais do petróleo e a variação cambial para definir os preços nas refinarias, embora a companhia não trabalhe mais com uma periodicidade definida para os reajustes. "A decisão acende um sinal de alerta quanto à autonomia da estatal na política de determinação de preços, mas, a princípio, no curtíssimo prazo o efeito da elevação na cotação da commodity é majoritariamente positivo, beneficiando a exportação de petróleo bruto", avaliou a Coinvalores em relatório a clientes. No sábado, ataques provocaram incêndios na unidade saudita da Aramco em Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo, e na instalação de Khurais, provocando a redução da produção da petroleira em cerca de 5,7 milhões de barris por dia, o que representa mais de 5% do suprimento global de petróleo. Por causa disso, os preços do petróleo dispararam na segunda-feira. Juros Investidores aguardam a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), com ampla expectativa de um anúncio na quarta-feira de um segundo corte dos juros neste ano. O presidente Donald Trump vem pressionando as autoridades monetárias para reduzir a taxa, atualmente entre 2,5% e 2,25%. Juros começam a cair e podem impulsionar investimentos em meio à marcha lenta da economia global Analistas do mercado avaliam que a alta do petróleo pode favorecer uma alta da inflação e impedir uma nova queda dessa taxa de juros dos EUA. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide também a nova taxa básica de juros do país, atualmente em 6% ao ano, e a expectativa do mercado é de mais uma redução.
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17/09 - Primeiro da fila do mutirão do emprego no Anhangabaú, idoso busca vaga de motorista 'para não depender' dos filhos
Desempregado há quatro meses, José Augusto de Lima tenta uma das 4 mil vagas disponíveis. Idoso busca vaga de emprego após enfrentar fila no Anhangabaú Gabriela Gonçalves/G1 Um homem de 70 anos encabeçava a enorme fila de desempregados no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, na manhã desta terça-feira (17). Desempregado há quatro meses, José Augusto de Lima tenta uma das 4 mil vagas disponíveis. O idoso chegou às 14h15 de segunda-feira (16). Retirou a senha número um pela prioridade. Retornou às 6h desta terça e está otimista. “Eu acho que vou sair daqui já com uma oportunidade.” Aposentado, ele afirma querer uma vaga de motorista, já que tem mais de 30 anos de experiência profissional atrás do volante. Ele também busca independência financeira da mulher e dos três filhos. “Se eu precisar, eles me ajudam, mas eu mesmo não quero mais depender deles.” Enquanto não consegue um emprego formal, José Augusto se vira como pode. “Quando teve jogo do Brasil, eu fui vender camiseta. Já trabalhei como passeador de cachorro, mas eu também tenho receio por insegurança, né?” Público enfrenta mais de 12 horas de fila num mutirão de empregos em SP Empresas Quarenta e duas empresas oferecem vagas para costureiras, vendedores, pedreiros, atendentes, estoquistas, auxiliar de limpeza, ajudante, telemarketing, estágios e outras vagas. Segundo a organização do evento, serão distribuídas 1.500 senhas por dia para os candidatos até sexta-feira (20). Os candidatos começaram a chegar na sede do Sindicato dos Comerciários na tarde desta segunda (16) e alguns dormiram no local para conseguir uma senha. Depois de enfrentar a fila, os candidatos recebem um lanche e depois fazem um cadastro. Eles precisam trazer documento de identificação, currículo e carteira de trabalho. Fila Há dois anos desempregada, Priscila Pereira, de 34 anos, chegou às 8h10 à fila. “Eu sabia que estava ruim, mas não sabia que era desse jeito.” Formada em gastronomia e com mais de três anos de experiência, ela já trabalhou como babá, cuidadora e tenta voltar para a sua área. “Nada registrado. Eu fiz um monte de entrevistas e ninguém dá nem resposta. Eu ainda moro com meus pais, fico pensando em quem não tem nem isso.” Depois de andar pelo Vale do Anhangabaú à procura do fim da fila, conheceu Pedro Henrique Martins da Silva e Aline Sampaio. Os dois são operadores de caixa e estão desempregados desde que a empresa em que trabalhavam “reduziu custos com funcionários”. Morando sozinha, Aline tem contado com a ajuda do pai para se manter. “E eu não posso contar muito, eu estou na correria. Vou ficar na fila e pegar a senha, não vou desistir”, disse.
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17/09 - Jornal DCI anuncia que encerrará as atividades no impresso e no digital
Última edição irá circular na segunda-feira (23). O DCI (Diário Comércio Indústria & Serviços), jornal de economia fundado em 1934, anunciou que encerrará todas as suas atividades no país. A última edição irá circular na próxima segunda-feira (23) e o site do jornal também será encerrado. O jornal pertence ao grupo SolPanamby, da família Quércia, que também é dono de rádios como a Nova Brasil FM, além de negócios imobiliários e no ramo de café, como o Octávio Café. A empresa adquiriu o DCI em 2002 e 2014 lançou um novo projeto gráfico-editorial. "Apesar de todo o esforço e dedicação, a longeva crise econômica do país, acompanhada da atual conjuntura do cenário regulatório, além da própria mudança da sociedade na maneira de consumir informação, levou seus acionistas a decidirem pelo seu encerramento, sendo sua última edição em 23/09/2019", informou a empresa, em comunicado. Edição desta terça-feira (25) do DCI (Diário Comércio Indústria & Serviços). Reprodução O jornal circulava de segunda a sexta-feira e tinha atualmente uma tiragem de cerca de 11 mil exemplares diários. Segundo o grupo, os 29 funcionários do DCI terão seus contratos rescindidos no dia 23 de setembro. Em entrevista ao G1, o diretor executivo Raphael Müller afirmou que a medida provisória publicada pelo presidente Jair Bolsonaro no início de agosto, desobrigando as empresas de publicarem balanços em jornais impressos, a publicação de balanços financeiros em jornais impressos, não foi fator determinante para a decisão do grupo, mas criou um cenário de maior incerteza e insegurança regulatória. "A publicação de demonstrativos financeiros, editais e tudo que compõe a publicidade legal tem um share muito concentrado na nossa receita. Apesar de análises que fizemos de que não vão prosperar essas medidas provisórias, elas geram uma insegurança regulatória muito grande e, de fato, também desencorajam uma permanência no setor", afirmou. O diretor informou ainda que, apesar das dificuldades econômicas, o DCI estava com "todas as contas saneadas" e que "não tem passivo". "Não é uma decisão tomada de maneira tempestiva, olhando a foto do momento, e sim olhando perspectivas para o futuro mesmo. Faz parte de um longo estudo e muito em virtude da crise econômica brasileira que insiste em não nos deixar, além do próprio cenário de ruptura pelo qual a indústria de mídia passa no mundo todo", acrescentou.
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17/09 - Dólar fecha em queda após chegar a R$ 4,11 nesta terça
Moeda americana perdeu força e foi a R$ 4,07 após tensão externa diminuir com notícia de que a Arábia Saudita deve recuperar produção de petróleo em breve. Notas de dólar REUTERS/Dado Ruvic O dólar fechou em queda nesta terça-feira (17), depois de oscilar durante o pregão, em meio a alívio proporcionado por notícias de que a produção de petróleo da Arábia Saudita deve se recuperar em breve, e também com o mercado à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira. A moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 0,3%, a R$ 4,0768. Na máxima da sessão, chegou a R$ 4,1172 e, na mínima, foi a R$ 4,0733. Veja mais cotações. Ações da Petrobras caem mais de 2% e pressionam Bovespa No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,05%, a R$ 4,0892. No ano, a moeda tem alta acumulada de mais de 5%. "A declaração sobre a recuperação da produção saudita e o tom conciliador deles em cima do motivo do ataque estão sendo vistos de uma forma muito positiva, já que em momento algum eles falaram em revidar, em atacar alguém ou qualquer coisa do tipo", disse à Reuters Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus. A oferta de petróleo da Arábia Saudita foi totalmente retomada após ataques no final de semana interromperem metade da produção do país, disse nesta terça-feira o ministro de Energia saudita. Ele afirmou que a Arábia Saudita seguirá com seu papel de fornecedora segura dos mercados mundiais de petróleo, acrescentando que o reino precisa tomar medidas rígidas para prevenir novos ataques. Nesta terça, os contratos futuros do petróleo encerraram em queda, depois de subirem até 20% na máxima no dia anterior, na esteira dos ataques. Decisões sobre juros nos EUA e no Brasil Investidores também aguardam a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), com ampla expectativa de um anúncio na quarta-feira de um segundo corte dos juros neste ano. O presidente Donald Trump vem pressionando as autoridades monetárias para reduzir a taxa, atualmente entre 2,5% e 2,25%. Na semana passada, o Banco Central Europeu (BCE) cortou as suas taxas de juros para território ainda mais negativo e anunciou mais estímulos com o relançamento de compras de ativos sem data para um término. Juros começam a cair e podem impulsionar investimentos em meio à marcha lenta da economia global No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide também na quarta a nova taxa básica de juros do país, atualmente em 6% ao ano, e a expectativa do mercado é de mais uma redução.
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17/09 - GDF publica edital de concurso para auditor fiscal; salário é de R$ 15 mil
Provas estão previstas para fevereiro de 2020. Das 120 vagas, 40 são para início imediato. Auditor fiscal da Receita do DF durante operação em transportadora Dênio Simões/Agência Brasília A Secretaria de Economia do Distrito Federal divulgou, nesta terça-feira (17), o edital do concurso para auditor fiscal, com 120 vagas. A remuneração inicial é de R$ 14.970. São 40 vagas imediatas e 80 destinadas à formação de cadastro de reserva. O último concurso para o cargo ocorreu em 2001. Veja o edital (a partir da página 29) As inscrições para o concurso vão de 22 de novembro a 19 de dezembro, pela internet, no portal do Cebraspe, banca organizadora da prova. A taxa é de R$ 55. Os interessados precisam ter diploma de conclusão de curso de nível superior em qualquer área. Liga de concursos públicos e vagas de emprego A prova objetiva, com 160 questões, será aplicada em 2 de fevereiro de 2020. A prova discursiva está prevista para 12 de abril. Concurso de auditor fiscal no DF Escolaridade: nível superior Número de vagas: 120 (40 para início imediato) Salário inicial: R$ 14.970 Inscrições: de 22 de novembro a 19 de dezembro Banca organizadora: Cebraspe Prova objetiva: 2 de fevereiro de 2020 Prova discursiva: 12 de abril de 2020 Taxa de inscrição: R$ 55 Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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17/09 - Barra de endereços do Google Chrome deixa de exibir nomes de sites certificados
Mudança afeta certificados de validação estendida (EV-SSL), os mais caros da categoria, e unifica exibição em celulares e computadores. O Google fez mais uma mudança na forma com que o navegador Chrome apresenta os recursos de segurança usados por páginas criptografadas, ou HTTPS. O ícone do cadeado está mantido — ao menos por enquanto —, mas alguns sites, que antes tinham o direito de exibir o nome da empresa na barra de endereços, não terão mais esse diferencial a partir do Chrome 77. O nome na barra de endereços era uma exclusividade dos sites detentores dos chamados certificados digitais de validação estendida (conhecidos pela sigla EV-SSL). Todos os certificados digitais dão direito ao cadeado e ao uso do HTTPS para que um site se comunique com o visitante por meio da criptografia, mas apenas a validação estendida dava direito ao nome na barra. Pesquisas citadas pelo Google para justificar a mudança concluem que usuários não observam a falta ou a presença do nome ao decidir quando digitar um dado sensível. A companhia também citou um caso em que um certificado foi emitido para uma empresa registrada como "Identity Verified" (Identidade Verificada). Como o rótulo exibido na barra depende do nome legal da empresa dona do site, isso poderia confundir os usuários em vez de facilitar a identificação de sites legítimos. Chrome 77 não exibe mais o nome da empresa ou organização certificada. Neste comparativo, o nome "Mozilla Foundation" deixou de ser mostrado na barra de endereços. Reprodução O Google não é o primeiro a adotar essa medida. A Apple removeu a exibição do nome cadastrado nos certificados estendidos em 2018 no iOS, o sistema operacional que era usado no iPhone e, à época, no iPad. A fabricante depois levou a mudança para o Safari do macOS, usado em notebooks e computadores da marca. Por falta de espaço, o Google já não mostrava informações completas do EV-SSL em celulares. A Mozilla, desenvolvedora do Firefox, deve acompanhar a Apple e o Google no Firefox 70, planejado para outubro. Essa versão deve remover os elementos da barra de endereço relativos aos certificados de validação estendida. Na prática, empresas que adquiriram esses certificados para seus sites — ao custo de até R$ 2 mil, enquanto os mais simples podem ser obtidos de graça — deixarão de ter os maiores diferenciais oferecidos por eles. Os detalhes do certificado agora só aparecem na janela de informações do site, acionada por um clique ou toque no cadeado. Para que servem esses certificados? Para que um site possa usar criptografia, apresentar o cadeado e usar o protocolo HTTPS corretamente, ele deve enviar um certificado digital ao navegador web durante a conexão. Esse certificado precisa estar assinado por uma autoridade certificadora (AC), que deve ser confiada pelo próprio navegador web. Se a assinatura não for válida, o navegador gera um erro e alerta o usuário sobre a possibilidade de fraude na conexão. Para obter essa assinatura digital de uma autoridade certificadora, o site deve passar por um processo de validação. O objetivo é impedir a assinatura de certificados para sites que o solicitante não controla. Se fosse possível obter certificados para qualquer site, hackers poderiam criar páginas clonadas no mesmo endereço das páginas oficiais e não haveria nenhuma forma de identificar golpes na web. Com a validação, apenas o Google deve obter um certificado para "google.com", por exemplo. O processo de validação pode ocorrer de três maneiras: domínio (DV), organização (OV) ou estendido (EV). Certificados de validação estendida, além de validarem a titularidade do site, também validavam as informações da entidade responsável pelo site e seu país de origem. A validação de domínio (DV) confere apenas a titularidade do endereço, podendo ser realizada de forma automática e até gratuita. A proteção para a transmissão de dados é a mesma em todos métodos de validação. Certificados OV e EV apresentam informações adicionais sobre os sites quando o usuário clica sobre o cadeado na barra de endereços do navegador, mas cada navegador expõe esses dados de uma maneira específica. A criptografia de dados embaralha o conteúdo de uma transmissão, impedindo a espionagem dos dados trafegados. Essa prática também garante a integridade da informação: se algo for alterado no trajeto, os dados não poderão ser desembaralhados corretamente, denunciando a tentativa de interferência. Google quer aposentar o 'cadeado' O Google Chrome já está rotulando sites sem certificados digitais como "não seguros". Antes, esse rótulo era reservado aos sites que apresentavam certificados digitais inválidos. Essa é a primeira medida em uma série de etapas anunciadas pelo Google ainda em 2018. A empresa pretende eliminar completamente o cadeado de segurança dos sites, invertendo a lógica tradicional dos navegadores. Dessa forma, conexões antes apresentadas com "seguras" (visual com cadeado) serão consideradas normais (visual neutro) e conexões sem criptografia, antes realizadas sem aviso (neutras), serão "inseguras". A palavra "seguro", que aparecia ao lado dos cadeados na barra de endereços, já foi removida. Ainda não há data para a remoção do cadeado — um dos ícones mais reconhecidos da segurança na web. Etapas planejadas pelo Google para retirada do cadeado de segurança na web. Reprodução Conteúdo criptografado predomina O uso de certificados digitais e criptografia costumava ser obrigatório apenas para páginas de pagamentos, bancos e outros sites com conteúdo sensível. No entanto, ataques cibernéticos empurraram praticamente toda a web para a criptografia ao longo dos últimos dez anos. Em 2010, o Facebook foi obrigado a adotar criptografia para o site inteiro após a revelação da técnica de ataque "FireSheep", que era aplicável a qualquer serviço on-line e permitia o roubo de contas em redes Wi-Fi. Em 2014, o Google informou que passaria a favorecer sites com criptografia nos resultados das pesquisas e, em 2015, ataques de sequestro de tráfego interferiram no conteúdo de anúncios, demonstrando a relevância da integridade oferecida pela criptografia à publicidade na internet. De acordo com o Google, usuários hoje passam 91% do tempo de navegação do Chrome para Windows em sites com HTTPS; no Android, é 90% do tempo. Levando em conta usuários do Chrome em todas as plataformas, os brasileiros passam 90% do tempo navegando em sites criptografados — há três anos, a cifra era de 70%. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1
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17/09 - Candidatos dormem em fila do mutirão do emprego no Vale do Anhangabaú
Fila, com mais de mil pessoas em busca de recolocação profissional, começou na tarde desta segunda-feira (16) no Centro de SP. Candidatos ficam 12 horas em fila de emprego no Centro da cidade Mais de mil pessoas formam uma fila na manhã desta terça-feira (17) para concorrer a uma das 4 mil vagas oferecidas por uma feira de empregos no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo. Os candidatos começaram a chegar na sede do Sindicato dos Comerciários na tarde desta segunda (16) e dormiram no local para conseguir uma senha. Primeiro da fila busca vaga de motorista 'para não depender' dos filhos As vagas oferecidas por mais de 40 empresas são para trabalhar como: ajudantes gerais, caixas, repositores, padeiros, confeiteiros, vendedores, entre outros. Segundo a organização do evento, serão distribuídas 1.500 senhas por dia para os candidatos até a próxima sexta-feira (20). Candidatos em fila de emprego no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo Reprodução/TV Globo Fila de candidatos para mutirão de emprego no centro de São Paulo Reprodução/TV Globo Parte da fila de candidatos no centro de São Paulo Reprodução/TV Globo Concentração de candidatos para o mutirão de empregos no centro de SP Reprodução/TV Globo Initial plugin text
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17/09 - Preços do petróleo têm queda de 6,5% após disparada por ataques na Arábia Saudita
No dia anterior, o barril do tipo Brent, referência no mercado mundial, disparou 14,6%, maior alta desde a criação deste tipo de contrato, em 1988. Os preços do petróleo tiveram queda nesta terça-feira (17), após a disparada na segunda-feira em consequência dos ataques contra instalações na Arábia Saudita que provocaram o temor de redução da oferta global da principal fonte de combustível do planeta escassez e de uma escalada militar com o Irã. Os contratos futuros do petróleo Brent despencaram US$ 4,47, ou 6,5%, e fecharam a US$ 64,55 por barril, segundo a Reuters. A queda desta terça veio depois de o ministro de Energia da Arábia Saudita afirmar que o reino restabeleceu boa parte de sua produção petrolífera afetada por um ataque ocorrido no final de semana, que havia interrompido 5% da produção global da commodity. Durante uma entrevista coletiva nesta terça-feira, o ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, também disse que manterá toda a oferta de petróleo a seus clientes neste mês. Ele acrescentou que a produção petrolífera do país em outubro será de 9,89 milhões de barris por dia. O Brent chegou a cair mais de 7% ao longo da coletiva de imprensa, ainda de acordo com a Reuters. Príncipe Abdulaziz bin Salman, ministro da Energia da Arábia Saudita, em coletiva de imprensa após ataques a instalações petroleiras Waleed Ali/Reuters Na segunda-feira, a cotação do Brent, referência no mercado mundial, disparou 14,6%, o aumento mais expressivo desde a criação deste tipo de contrato, em 1988. O barril de WTI, referência de petróleo no mercado de Nova York, subiu 14,7% na segunda-feira, maior aumento em uma sessão desde dezembro de 2008. O petróleo chegou a subir 20% durante a sessão. Entenda possíveis impactos dos ataques no cenário global e no Brasil 7 fatos: entenda as consequências do ataque à petroleira na Arábia Saudita Os ataques de drones no sábado (14) provocaram incêndios na unidade saudita de Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo, e na instalação de Khurais, provocando a redução da produção da petroleira em cerca de 5,7 milhões de barris por dia, o que representa mais de 5% do suprimento global de petróleo. Além do aumento dos preços, os ataques provocaram o temor de uma escalada militar entre Estados Unidos e Irã, acusado por Washington e Riad de responsabilidade pelas ações. As autoridades sauditas ainda não divulgaram um cronograma específico para a retomada da produção total do país, que é o maior exportador de petróleo do mundo e, geralmente, o fornecedor de última instância. O ministro da energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, realizará uma entrevista coletiva nesta tarde. "Todos os olhares estarão voltados para a coletiva de imprensa saudita", disse Samuel Ciszuk, sócio fundador da ELS Analysis, de Estocolmo. "Precisamos de uma avaliação adequada dos danos, e então precisamos ver um plano de recuperação. Antes disso, não sabemos realmente quanto petróleo ficará fora (do mercado) e por quanto tempo, e essa é a pergunta básica que as pessoas têm feito desde sábado". Petrobras vai segurar preço dos combustíveis Em nota divulgada da noite de segunda-feira (16), a Petrobras informou que está acompanhando a variação dos preços nos mercados internacionais e que não irá fazer reajustes "de forma imediata" no diesel ou na gasolina. Alta do petróleo: Petrobras vai segurar preço da gasolina "Reconhecendo que o mercado de preços de Petróleo apresenta volatilidade e que a reação súbita dos preços ao evento ocorrido pode ser atenuada na medida em que maiores esclarecimentos sobre o impacto na produção mundial sejam conhecidos, a Petrobras decidiu por acompanhar a variação do mercado nos próximos dias e não fazer um ajuste de forma imediata", informou a estatal. Para analistas, a disparada dos preços do petróleo será um "teste" para a política de preços da Petrobras para o diesel e a gasolina. A estatal leva em conta os preços internacionais do petróleo e a variação cambial para definir os preços nas refinarias, embora a companhia não trabalhe mais com uma periodicidade definida para os reajustes. No ano passado, ainda sob a gestão do presidente Michel Temer, o governo pressionou a Petrobras a mudar sua política de preços para os combustíveis em resposta a uma greve de caminhoneiros, o que levou o então presidente da empresa, Pedro Parente, a deixar o cargo.
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17/09 - Investimento em infraestrutura no Brasil precisa mais que dobrar, aponta estudo
País investe hoje R$ 133 bi em infraestrutura, mas precisaria elevar quantia a R$ 295 bi para manter e modernizar o setor. Com crise no setor público, recursos devem vir da iniciativa privada. País precisa investir mais de 4% para manter e modernizar investimentos em infraestrutura CCR RodoNorte Para manter e modernizar portos, aeroportos e rodovias, o Brasil precisa de R$ 162 bilhões a mais do que investe atualmente – o que significa mais que dobrar o valor atual. Neste ano, os investimentos públicos e privados em projetos de infraestrutura devem representar 1,87% do Produto Interno Bruto (ou R$ 133 bilhões). O ideal, no entanto, é que esse percentual subisse a 4,15% do PIB (R$ 295 bilhões), indica um levantamento da consultoria Inter.B. Os cálculos da consultoria consideram uma estimativa de PIB de R$ 7,12 trilhões em 2019 (em 2018, o PIB ficou em R$ 6,8 trilhões em valores nominais). Segundo a pesquisa, apenas se os aportes superarem o patamar de 4% do PIB durante os próximos 20 anos, o país terá condições de garantir a manutenção e a ampliação da infraestrutura. "A brecha hoje é de R$ 162 bilhões em valores nominais (sem correção pela inflação). Teríamos que mobilizar isso do setor privado, porque a capacidade do setor público nos próximos anos é muito limitada", diz o presidente da Inter.B, Claudio Frischtak. O investimento em infraestrutura é fundamental para que o país consiga acelerar o desenvolvimento econômico. Com melhores serviços em aeroportos e estradas e uma rede de saneamento mais eficiente, por exemplo, o país vai se tornar mais competitivo e, dessa forma, acelerar o crescimento do PIB. As obras também contribuem para movimentar a economia porque geram emprego. Brasil precisa mais do que dobrar o investimento em infraestrutura Rodrigo Cunha/Arte G1 Dependente de grandes obras, o setor de infraestrutura tem sido duramente afetado pela crise fiscal da União, estados e municípios. Sem recursos em caixa, o poder público não consegue realizar novos empreendimentos, nem concluir os que já estão em andamento. No ano passado, a Inter.B mapeou 7,4 mil obras paralisadas apenas no programa "Agora é Avançar", do governo federal. Se elas fossem concluídas, acrescentariam R$ 115 bilhões à economia do país. O orçamento do setor público também está pressionado pelo teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior. Como boa parte dos recursos é consumida por despesas obrigatórias, como salários de servidores e aposentadorias, sobra pouco para investir. Em 2020, a equipe econômica projeta que o investimento do governo federal deve ser de apenas R$ 19,4 bilhões, abaixo dos R$ 22,8 bilhões esperados para este ano e dos R$ 38,4 bilhões realizados em 2018. "O setor público não tem nenhuma condição de acompanhar, vamos ficar satisfeitos se ele mantiver o nível nominal (de investimentos). Logo, o setor privado vai ter que ocupar esse espaço", diz Frischtak. Do total investido em infraestrutura no país atualmente, mais de dois terços já vêm do setor privado (65%), segundo o levantamento da Inter.B. E a tendência é que essa parcela cresça para algo em torno de 84%, segundo o economista. A parcela de investimentos públicos inclui aportes do governo federal, das administrações estaduais e municipais e também de empresas estatais. Furar o teto é solução? A pequena margem de manobra do governo para realizar investimentos por causa do teto de gastos abriu um debate sobre uma eventual flexibilização da medida para tentar ampliar a capacidade de investimento num quadro em que a economia brasileira dá sinais de fraqueza. No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro disse que, em dois ou três anos, a alta das despesas vai zerar a capacidade de investimento federal. A mensagem foi interpretada como uma sinalização a uma eventual flexibilização do teto. Um dia depois, Bolsonaro defendeu "preservar" o teto de gastos. 'Isso é uma questão de matemática', diz Bolsonaro sobre mudar regra de gastos do governo "Nesse debate de curto prazo, tem havido uma série de críticas no sentido de que o governo deveria relaxar a restrição fiscal e gastar mais", afirma Fabio Giambiagi, chefe do Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "A minha visão é que ainda não chegou o momento de mexer no teto." Num artigo recente, Giambiagi defendeu que uma mudança no teto só deveria ocorrer em 2023. Até lá, o país não deve mexer na regra, sobretudo diante do crescente endividamento do país. Não há consenso entre os economistas sobre afrouxar o controle das despesas federais. "Se for para investimento, em qualquer coisa, por mim [o governo] fura o teto, não tem problema. Não dá para ter milhões de desempregados", afirma o pesquisador Claudio Considera, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE). Claudio Frischtak, da Inter.B, se diz "totalmente contra" a flexibilização. Segundo ele, é grande o risco de que a proposta acabe levando a uma extinção total do teto, o que desagradaria o mercado, provocando aumento dos juros e diminuindo ainda mais o espaço para investimentos. "Tem que se ajustar o piso, reduzir os gastos, principalmente com pessoal e previdenciário, de todos os poderes e de todas as instâncias. O resultado disso é pelo menos manter o nível de investimentos públicos. As reformas são apenas para a gente deixar de empobrecer. Não vamos crescer 5%, esquece", afirma. Marco regulatório A fraqueza da infraestrutura nos últimos anos fica evidente quando se analisa o estoque de capital – ou seja, tudo o que foi investido no setor. Hoje, o indicador está em 36% do PIB, patamar muito aquém do registrado por outros países. Em economias emergentes, como na Índia e China, o nível é de 58% e 76% do PIB, respectivamente. A meta do governo é elevar o estoque de infraestrutura para 38% do PIB ao fim da atual gestão, em 2022, avançando até 61% do PIB em 2040. "É viável (alcançar esse patamar), mas é preciso despolitizar os projetos de infraestrutura e trabalhar mais a questão da demanda", diz Paulo Resende, professor da Fundação Dom Cabral. Estoque de capital em infraestrutura brasileiro é baixo comparado a outros países Rodrigo Cunha/Arte G1 A agenda do país para atrair o setor privado para os projetos de infraestrutura é longa, segundo analistas. Ela envolve avançar nos marcos regulatórios, ou seja, deixar as regras mais claras para os investidores, e fortalecer as agências reguladoras. "O Brasil precisa começar a entender que não é só demanda que atrai investidor. É uma moeda de dois lados: há a demanda de um lado e o marco regulatório do outro", afirma Resende. Hoje, numa escala de zero a 10, o professor diz que a confiança dos investidores internacionais varia entre 4 e 5. Um dos projetos que deve contribuir para atrair investidores para o setor, segundo os especialistas, é o novo marco do saneamento, aprovado no Senado e em discussão na Câmara. O texto prevê a prestação de serviços por empresas privadas e a abertura de licitações no setor com o fim do direito de preferência das companhias estaduais, por exemplo. "O setor privado vai ter que ocupar espaço para aumentar o investimento. E aí precisamos de menos ruído, sem maltratar as agências. Porque os investidores entendem isso como aumento do prêmio de risco, de incerteza jurídica", diz Frischtak, em referência a críticas feitas recentemente por Bolsonaro às reguladoras.
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17/09 - Governo autoriza mais 63 agrotóxicos, sendo 7 novos; total de registros em 2019 chega a 325
Ritmo de liberação no ano segue sendo o mais alto da série histórica. Governo autoriza mais de 60 agrotóxicos; total de registros em 2019 chega a 325 O Ministério da Agricultura registrou nesta terça-feira (17) mais 63 agrotóxicos. Desse total, 2 são princípios ativos (que servirão de base para produtos inéditos) e 5 são novos produtos que estarão à venda. Os demais 56 são genéricos de pesticidas que já existem no mercado. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União. Veja aqui a lista de novos agrotóxicos registrados Com os novos registros, o total de agrotóxicos liberados chega a 325, superando o volume do mesmo período de 2018, quando houve 309 registros — veja o gráfico abaixo. Assim, o ritmo de liberação deste ano segue sendo o mais alto da série histórica do ministério, iniciada em 2005. Segundo o o governo, do total de produtos registrados em 2019, 310 são produtos genéricos e 15 são à base de ingredientes ativos novos. Ritmo de liberação de agrotóxicos no Brasil desde 2005 Juliane Monteiro/G1 Do total de produtos registrados em 2019, 185 são produtos técnicos, ou seja, destinados exclusivamente para o uso industrial. Outros 140 são produtos formulados, aqueles que já estão prontos para serem adquiridos pelos produtores rurais mediante a recomendação de um engenheiro agrônomo. Destes, 14 são produtos biológicos e orgânicos. Novas substâncias Entre as novidades estão os princípios ativos fluopiram, que é usado para matar fungos, e o dinotefuram, um inseticida. Eles serão usados pela indústria, que poderá desenvolver produtos a partir dessas substâncias para o agricultor (o chamado produto formulado). No caso do fluopiram, ao mesmo tempo já foi liberado um registro de produto formulado, para utilização nas lavouras. Lista dos novos princípios ativos registrados no Brasil Rikardy Tooge/G1 O dinotefuram é utilizado no controle de insetos sugadores, como percevejos. Ele poderá ser aplicado em 16 atividades: arroz, aveia, batata, café, cana-de-açúcar, centeio, cevada, citros, feijão, milheto, milho, pastagem, soja, tomate, trigo e triticale. Ele é considerado extremamente tóxico pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O pesticida não tem registro para uso agrícola na União Europeia (apenas doméstico) e está em reavaliação nos Estados Unidos, onde o primeiro registro consta de 1985. Para uso agrícola, o produto tem aval desde 2004. Já o fungicida fluopiram é um produto indicado para combater parasitas que atacam a raízes das plantas (nematoides) e terá autorização para 7 culturas: algodão, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, milho e soja. O Ministério da Agricultura afirmou que o produto estava na fila para registro no Brasil havia 10 anos. Ele possui registro na União Europeia e também está autorizado nos Estados Unidos desde 2012 (e em análise para uso residencial). (ATUALIZAÇÃO: Ao contrário do que foi publicado inicialmente, o fluopiram possui autorização para uso agrícola nos EUA desde 2012 e a análise do registro se deve apenas para uso residencial do princípio ativo. A informação foi corrigida às 14h15) Novos produtos à venda O governo liberou 5 agrotóxicos inéditos para os produtores rurais, baseados nos seguintes princípios ativos: são 3 à base da mistura de sulfoxaflor e lambda-cialotrina, 1 formulado a partir de fluopiram e 1 com base no fluorpiauxifen-benzil. Todos são considerados medianamente tóxicos pela Anvisa. Princípios ativos que basearam novos pesticidas para os produtores rurais Rikardy Tooge/G1 Desses pesticidas, os mais polêmicos são os que têm como base o sulfoxaflor, que é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em estudo no exterior. Genéricos O Ministério da Agricultura também autorizou 56 novos produtos genéricos, sendo 47 para quebra de patentes para a indústria (produto técnico equivalente) e 9 para utilização dos produtores rurais (produto formulado equivalente). Lista de princípios ativos que foram utilizados na formulação de agrotóxicos genéricos Rikardy Tooge/G1 Liberação acelerada Segundo o governo, a maior velocidade na liberação de agrotóxicos se deve a medidas de desburocratização que foram adotadas desde 2015 na fila de registros. O objetivo, de acordo com o ministério, é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente mais corretas para substituir produtos antigos. Isso porque as empresas que desenvolvem agrotóxicos só podem registrar itens de ação parecida se eles tiverem um risco à saúde menor ou igual do que os que já estão no mercado. A associação que representa as fabricantes de agrotóxicos (Andef) afirma que a fila do Brasil é mais lenta em comparação com a da União Europeia e dos Estados Unidos. Segundo as empresas, o desenvolvimento de um princípio ativo inédito para agrotóxico leva de 10 a 11 anos e custa em torno de US$ 286 milhões. Agrônomos dizem que é melhor ter mais produtos registrados do que correr o risco de que os produtores recorram a agrotóxicos "piratas", mas alertam que, quanto maior o uso, mais resistência as pragas têm ao veneno. Para ambientalistas, no entanto, a aceleração do ritmo de aprovações é uma forma de o governo colocar em prática tópicos do polêmico projeto de lei 6.299/02, que ficou conhecido como "pacote do veneno", que ainda está em discussão na Câmara dos Deputados. Para produtores rurais, o registro de novos produtos, especialmente os genéricos, é uma forma de baixar os custos de produção. Em Mato Grosso, maior estado produtor, os agrotóxicos equivalem a 21% dos gastos nas lavouras de soja. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: "cópias" de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final "genérico".
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17/09 - Inscrição para concurso do Coren-MT pode ser feita até domingo; salário chega a R$ 5,6 mil
São ofertadas 21 vagas para os cargos de enfermeiro, administrador, assistentes de administração (nível médio) e técnico em secretariado. Coren-MT Divulgação/TJAM As inscrições para o concurso público do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) podem ser feitas até domingo (22). São ofertadas 21 vagas para os cargos de enfermeiro, administrador, assistentes de administração (nível médio) e técnico em secretariado. Os salários variam entre R$ 1.867,56 e R$ 5.616,19. A prova objetiva acontecerá no próximo dia 1º de dezembro, em Cuiabá, Barra do Garças, Cáceres e Sinop. As inscrições podem ser feitas por meio do endereço eletrônico. Para os cargos de nível superior, o valor da inscrição é de R$ 120 e para os de nível médio, R$ 80. O concurso será realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O objetivo é ampliar as equipes de fiscalização no interior do estado.
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17/09 - Menos de 10% dos profissionais com deficiência ocupam cargos de liderança
Maior concentração desses trabalhadores está nos cargos de assistente (57%), segundo pesquisa da Santo Caos em parceria com a Catho. Deficiente durante trabalho em empresa de Franca (SP) Reprodução EPTV Menos de 10% dos profissionais que têm algum tipo de deficiência ocupam postos de liderança nas organizações. É o que revela pesquisa da Santo Caos, consultoria de engajamento por meio da diversidade, em parceria com a Catho. A pesquisa, realizada com mais de 1.000 participantes, entre gestores e profissionais com deficiência, apontou as funções em que esses profissionais mais são encontrados: assistente (57%) analista (17%) técnico (12%) coordenador (5%) gerente (4%) aprendiz (3%) estagiário (2%) diretor (0,4%) vice-presidente e/ou presidente (0,2%) Para a gerente sênior da Catho, Tábitha Laurino, os dados refletem uma rasa inclusão, em que a contratação tende a ser feita apenas para o cumprimento da Lei de Cotas. Neste cenário, encontram-se profissionais que, quando contratados, possuem baixas perspectivas profissionais e pessoais, somado também à desmotivação. A lei de cotas foi criada há 28 anos para garantir o emprego às pessoas com deficiência física, auditiva, visual, mental e múltipla. No Brasil há 31 milhões de deficientes em idade produtiva, mas apenas 418 mil estão empregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério do Trabalho de 2018. A Lei 8213/91 determina que empresas de 100 funcionários ou mais incluam de 2% a 5% dos cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiências habilitadas na seguinte proporção: até 200 empregados: 2% de 201 a 500 empregados: 3% de 501 a 1.000 empregados: 4% de 1.001 em diante: 5% "Os dados evidenciam que as empresas possuem um espaço para crescer. Existem diversas práticas que podem ser aplicadas no ambiente corporativo, tais como a aplicação de grupos de discussão, onde esse profissional pode ser ouvido de forma efetiva; encontros com experiências sensoriais, onde toda a equipe de trabalho pode vivenciar minimamente sobre como é a vida de uma pessoa com deficiência, reuniões de feedbacks entre os times; dentre outros", afirma a gestora. Já para Guilherme Françolin, sócio-diretor da Santo Caos, ainda há uma grande barreira para ser quebrada na maneira como as empresas enxergam o desenvolvimento de pessoas e a promoção de pessoas com deficiência. "Capacidade de liderança estão ligadas a competências comportamentais e técnicas. Entretanto, sabemos que ter deficiência não impede uma pessoa de ter a capacidade de liderar. Dar oportunidade, representatividade e visibilidade são fundamentais para tirarmos os profissionais dos cargos de entrada. Afinal, a busca das organizações atualmente é por líderes com maior empatia, capacidade de mudança e adaptação. Acreditamos que uma gestão inclusiva e diversa são fundamentais para engajar a equipe a lidar com cenários turbulentos e trazer resultados" afirma Françolin. Isolamento A falta de perspectiva em um plano de carreira efetivo também reflete diretamente no ambiente corporativo. Ainda segundo a pesquisa, 34% dos profissionais com deficiência se sentem isolados no trabalho. Paralelamente a esse déficit, há o impacto do baixo engajamento também em outros pilares. Um profissional que não se sente parte da equipe não se orgulha do seu local de trabalho e não adere às práticas da empresa. Para os especialistas, estimular a inclusão traz diversos benefícios como aumento do nível de comprometimento, motivação, engajamento e produtividade; criação de um ambiente de equilíbrio e maior sinergia; estruturação do quadro de funcionários e crescimento contínuo com alcance dos resultados desejados.
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17/09 - Previdência: senadores propõem 78 emendas para tentar mudar texto antes do 1º turno de votação
Prazo para apresentação acabou nesta segunda (16); emendas serão analisadas pelo relator, Tasso Jereissati, e pela CCJ. Votação em 1º turno está prevista para o próximo dia 24. O Senado concluiu nesta segunda-feira (16) as cinco sessões de discussão, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência. Ao todo, os senadores apresentaram 78 emendas de plenário para tentar mudar o texto da reforma. Agora, com a conclusão da discussão em primeiro turno, a PEC voltou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que o relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), possa elaborar o parecer sobre as emendas de plenário. Antes de a PEC chegar ao plenário, há cerca de duas semanas, os senadores apresentaram quase 500 emendas na CCJ. O relator propôs a rejeição da maior parte. A expectativa é que a Comissão de Constituição e Justiça conclua a análise das sugestões até esta quinta (19). A votação da reforma da Previdência em primeiro turno está prevista para o dia 24 de setembro. Já o segundo turno, para até 10 de outubro. Entre as 78 emendas, estão propostas que visam alterar o pedágio de 100% para trabalhadores próximos da aposentadoria; modificar as regras para aposentadorias especiais; e retirar alteração no pagamento anual do Pis/Pasep. Reforma da Previdência: Senado faz última sessão de discussão em primeiro turno Tramitação das emendas A tendência é que Tasso Jereissati opine pela rejeição de emendas que possam alterar o conteúdo da chamada PEC principal da reforma. Isso porque Tasso e defensores do texto querem evitar que o tema retorne para nova análise da Câmara, o que atrasaria a entrada em vigor das novas regras. Eles defendem a realização de eventuais mudanças de conteúdo por meio da chamada PEC paralela, um segundo texto que também está em análise pelo Senado. O que prevê a reforma da Previdência? Entre outros pontos, a PEC principal da reforma da Previdência prevê: idade mínima de aposentadoria: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres; tempo mínimo de contribuição para trabalhadores do setor privado: 15 anos para mulheres e 20 anos para homens (15 anos para homens já no mercado de trabalho); tempo mínimo de contribuição para o funcionalismo público: 25 anos para homens e mulheres; idade mínima de aposentadoria para trabalhadores da área rural: 55 anos para mulheres e 60 anos para homens; idade mínima de aposentadoria para professores: 57 anos para mulheres e 60 anos para homens; policiais federais, legislativos, civis do DF e agentes penitenciários: idade mínima de 55 anos para homens e mulheres poderem se aposentar; regras de transição: para quem já está no mercado de trabalho. Segundo estimativas do secretário da Previdência Social do Ministério da Economia, Rogério Marinho, a atual redação da PEC principal geraria economia de R$ 876,7 bilhões em 10 anos. De acordo com o colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti, a equipe econômica do governo monitora o andamento da PEC principal no Senado para evitar novas mudanças a fim de preservar o impacto da reforma. 'PEC paralela' A última sessão de discussão sobre a "PEC paralela", em primeiro turno, está prevista para a próxima quarta (18). Até o momento, o texto – que facilita a adesão de estados e municípios a novas regras previdenciárias para servidores públicos – recebeu 24 emendas de plenário. Se aprovada pelo Senado, a PEC paralela ainda terá de ser analisada pela Câmara dos Deputados. Assim como a PEC principal, a proposta paralela precisa ser votada em dois turnos. Não há datas previstas para as votações do segundo texto em plenário.
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17/09 - Manifestantes fecham ruas no Haiti em dia de greve geral contra escassez de combustíveis
Capital Porto Príncipe teve ruas fechadas e barricadas incendiárias. Sem estoque e com brigas entre motoristas, postos de gasolina suspenderam fornecimento de combustíveis. Manifestante joga combustível em barricada nesta segunda-feira (16) durante protesto em Porto Príncipe contra falta de combustível no Haiti Andres Martinez Casares/Reuters Ruas desertas, barricadas incendiárias em uma encruzilhada estratégica: as principais cidades do Haiti tiveram greve geral nesta segunda-feira (16) convocadas pelas redes sociais por causa da escassez de combustíveis no país. Em Porto Príncipe, assim como em outras cidades do país, os postos de gasolina agora suspenderam toda a distribuição de combustível, devido à falta de estoques disponíveis ou por enfrentamentos causados pela grande afluência de usuários. Ruas de Porto Príncipe ficaram bloqueadas nesta segunda-feira (16) em protesto a escassez de combustíveis no Haiti Andres Martinez Casares/Reuters Grande parte dos muitos pedestres que circulam pelas calçadas da cidade levam com eles um galão amarelo, que se tornou um símbolo da escassez de combustível que afetou o país durante mais de três semanas. "Tivemos que brigar nos últimos postos que ainda distribuíam gasolina", expressou Mathurin Gideon, motorista de uma caminhonete que usa para o transporte público na capital haitiana. O tanque do veículo do motorista ficou vazio durante vários dias, e ele já não tem mais dinheiro para manter a família. "Esta é a primeira vez em quinze anos que vejo que estamos realmente paralisados", destacou Gideon. "Os mototaxistas podem comprar um pouco de gasolina no mercado negro porque podem reassá-lo ao preço da corrida. Mas nós não podemos fazer isso porque nossos passageiros não podem pagar e se negam a pagar mais", acrescentou. VEJA TAMBÉM: Ataques na Arábia Saudita faz preço do petróleo disparar Prisões e confiscos Manifestante aponta arma de brinquedo em barricada nesta segunda-feira (16), dia de greves no Haiti contra escassez de combustíveis no país Andres Martinez Casares/Reuters Durante o fim de semana, a polícia fez operações para deter manifestantes confiscou vários barris de combustível armazenados ilegalmente em propriedades privadas. Também puderam ser ouvidos disparos automáticos na segunda-feira em várias localidades de Porto Príncipe e um supermercado foi incendiado no centro da cidade. Polícia haitiana patrulha rua de Porto Príncipe nesta segunda-feira (16), dia de protestos no Haiti Andres Martinez Casares/Reuters Nesta segunda, a previsão anunciada pelo BMPAD (escritório de monetização de programas de assistência para o desenvolvimento) – o organismo público haitiano que regula o mercado de produtos derivados de petróleo – tentou ser tranquilizadora. Ignace Saint-Fleur, diretor-geral do órgão, disse à AFP que se esperam quatro carregamentos de combustível para o fim de setembro por um volume que representa o consumo médio do país durante três semanas.
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16/09 - Arábia Saudita afirma que armas usadas em ataque a petroleira foram fabricadas no Irã
Regime iraniano nega, mas afirma que ofensiva foi uma reação iemenita aos ataques da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen. Autoridades sauditas dizem que armas usadas em ataques são do Irã A coalizão liderada pelo governo da Arábia Saudita no Iêmen afirmou nesta segunda-feira (16) que o armamento utilizado no ataque a instalações da petroleira Aramco foram fabricadas no Irã. O regime iraniano nega. A ofensiva, ocorrida no sábado, reduziu o abastecimento de petróleo no mundo e despertou o temor de uma escalada militar entre os Estados Unidos e o Irã. "A investigação segue, e todas as indicações mostram que as armas usadas provêm do Irã", declarou o porta-voz da coalizão, o coronel Turki al-Maliki, em Riad, na Arábia Saudita O militar acrescentou que o grupo investiga a origem dos disparos. A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo e um peso pesado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Fumaça é vista após um incêndio nas instalações da Aramco em Abqaiq, na Arábia Saudita, neste sábado (14) Reuters O ataque fez a produção de petróleo da Arábia Saudita cair pela metade e elevou os preços do produto em todo o mundo. Entenda aqui os possíveis impactos. As autoridades do Kuwait também abriram uma investigação porque, segundo relatos locais, um drone invadiu o espaço aéreo do país e sobrevoou o palácio do emir kuwaitiano no sábado – mesmo dia do ataque à Arábia Saudita. Rebeldes houthis – grupo militante xiita do Iêmen apoiado pelo Irã – reivindicaram a autoria da ofensiva contra a petroleira. A Arábia Saudita iniciou a intervenção na guerra iemenita em 2015 em apoio ao governo local. Mundo repercute ataque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, na segunda-feira (16) Reuters/Al Drago O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que "parece" que o Irã é o responsável e disse se dispor a ajudar a Arábia Saudita, mas também declarou que gostaria de "evitar" uma guerra com o regime de Teerã. Além disso, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse não haver provas de que este "ataque sem precedentes contra o abastecimento energético mundial" tenha origem no Iêmen. 7 fatos: entenda as consequências do ataque à petroleira na Arábia Saudita Em tom mais agressivo, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, declarou que os Estados Unidos vão "defender" a ordem internacional, que está sendo enfraquecida pelo Irã. "Os militares dos Estados Unidos (...) estão trabalhando com nossos parceiros para fazer frente a este ataque sem precedentes e para defender a ordem internacional, com base em um sistema de regras, contra a tentativa de debilitá-lo" por parte do Irã. Teerã rebateu, julgando essas acusações "sem sentido" e "incompreensíveis", segundo o porta-voz do Ministério iraniano das Relações Exteriores, Abas Musavi. Hassan Rohani, presidente do Irã, em entrevista coletiva em Ancara, Turquia, nesta segunda-feira (16) Pavel Golovkin/Pool/AFP O presidente do Irã, Hassan Rohani, disse que os ataques são uma reação aos constantes bombardeios sauditas ao Iêmen. "O povo do Iêmen foi obrigado a reagir. Está apenas se defendendo", declarou Rohani. O presidente da Rússia, Vladimir Putin – que, inclusive, estava em reunião com Rohani na Turquia – propôs à Arábia Saudita a compra de "sistemas de mísseis russos" antiaéreos para "proteger seu território" e "qualquer local de infraestrutura". De onde partiu o ataque? Imagem de satélite deste sábado (14) mostra fumaça provocada por incêndios após ataque de drones na Arábia Saudita NASA Worldview/ AP Os rebeldes houthis insistem na autoria dos ataques e, nesta segunda-feira, chegaram a ameaçar uma nova ofensiva contra alvos na Arábia Saudita. "Temos o 'braço longo' e ele pode alcançar qualquer lugar, a qualquer momento", advertiu o porta-voz militar do grupo, Yahiya Saree. No entanto, o coronel Al-Maliki, que representa a Arábia Saudita na coalizão governista no Iêmen, nega que os ataques tenham partido do território iemenita. O militar chamou os houthis de "instrumento nas mãos do regime terrorista iraniano". O enviado especial da ONU para o Iêmen, Martin Griffths, negou que o Conselho de Segurança saiba com detalhes quem está por trás dos ataques. Porém, ele alerta que o fato de os houthis terem assumido responsabilidade "é algo grave". "Este tipo de ação coloca o Iêmen em risco de um conflito regional" e de uma "escalada militar preocupante". Ataque com drones contra instalações da petroleira saudita Aramco Juliane Monteiro/ G1 Efeitos do ataque Os ataques de sábado à usina de Abqaiq e ao campo de Khurais, no leste reduziram a produção saudita pela metade, para 5,7 milhões barris por dia, cerca de 6% da oferta mundial. Com isso, os preços do petróleo dispararam. No fechamento desta segunda-feira, o barril americano do WTI ganhou 14,7%, a 62,90 dólares, e o barril do Brent do mar do Norte subiu 14,6%, a 69,02 dólares. Foto mostra instalação de petróleo de Aramco, perto da área de al-Khurj, ao sul da capital saudita Riad, neste domingo (15) Fayez Nureldine/AFP Donald Trump minimizou os efeitos econômicos do ataque em declarações nas redes sociais nesta segunda-feira. Segundo ele, os EUA não precisam de petróleo nem gás do Oriente Médio. "Somos um exportador de energia e, agora, o produtor de energia número um no mundo", tuitou. Na mesma linha, o secretário norte-americano de Energia, Rick Perry, tentou conter a explosão dos preços do cru, destacando a "quantidade substancial de petróleo disponível". Perry disse ser "prematuro" falar da necessidade de se recorrer às reservas estratégicas dos Estados Unidos, enquanto ainda se avalia o dano à produção saudita.
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16/09 - Petrobras vai manter preço da gasolina até valor do petróleo se acomodar no mercado externo
A Petrobras decidiu manter o preço da gasolina, do diesel e dos demais derivados de petróleo até o preço do petróleo se acomodar no mercado internacional. Desde o domingo (15), os preços internacionais do petróleo passaram a registrar forte alta após duas grandes instalações serem atacadas na Arábia Saudita. A decisão da Petrobras é aguardar até que se tenha informações mais seguras sobre quanto tempo será necessário para normalizar a produção. A expectativa é que os preços continuem voláteis nos próximos dias. A Petrobras vai segurar os preços sem que isso afete a rentabilidade. A empresa pode fazer o chamado "hedge" ( proteção contra a variação de preços) para evitar que se repasse ao consumidor a variação toda vez que também houver variação das cotações no mercado internacional.
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16/09 - Governo busca 'selo verde' para projetos de concessão na área de infraestrutura
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assinou um memorando de entendimento com certificadora de projetos; objetivo é viabilizar financiamento para investidores. O governo está tentando viabilizar uma certificação de sustentabilidade para projetos de concessão na área de infraestrutura no Brasil. O objetivo é fazer com que investidores tenham uma opção de financiamento. Nesta segunda-feira (16), o Ministério da Infraestrutura que o ministro Tarcísio Gomes de Freitas assinou, em Nova York, um memorando de entendimento com a Climate Bonds Initiative (CBI) em busca de "selo verde" para os projetos de concessões no Brasil. A certificação permitiria que os investidores de projetos de concessão de infraestrutura pudessem acessar financiamento no mercado de "green bonds" (títulos verdes). A CBI é um órgão internacional que faz a certificação de projetos sustentáveis. Os "green bonds" são títulos emitidos para a captação de recursos para investimentos em projetos de sustentabilidade que diminuam os efeitos das mudanças ambientais e climáticas. Início com ferrovias Segundo o governo, o "foco inicial será a certificação dos projetos de ferrovias, e posteriormente também portos, aeroportos e rodovias". A nota do ministério destaca ainda que, "além de valorizar os projetos a serem concedidos e ampliar as alternativas de financiamento, a certificação como 'infraestrutura verde' teria impacto nas metas de redução de emissões previstas no Acordo de Paris". Com a assinatura do memorando de entendimento, ainda de acordo com o governo, "haverá troca de informações e experiências para revisão e priorização de ativos e projetos no portfólio de infraestrutura do ministério". "Também serão estudadas medidas que estimulem o financiamento de projetos elegíveis de infraestrutura através do mercado de finanças verdes, buscando uma maior atração de investidores domésticos e internacionais."
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